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PARTICIPAÇÃO COMPETITIVA DE ATLETAS COM DOR

ORDEM: TL001
ÁREA: ORAL - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO MÉDICO DO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO (SERVIÇO DE FISIOTERAPIA)
AUTORES: [LOPES, ALEXANDRE DIAS] , [JATOBÁ, HENRIQUE BARRETO ] , [NETO, JOÃO OLYNTHO] , [NETO, JOÃO GRANGEIRO]
DATA: 31/10/2009
HORA: 08:10
 

Introdução: O esporte de alto rendimento está relacionado a situações de alto estresse musculoesquelético, acarretando em muitas situações algum tipo de queixa, ou dor. Não é raro encontrarmos atletas que optam por participar de competições importantes, mesmo estando com alguma incapacidade provocada por uma lesão. Na maioria das vezes, os atletas apresentam queixas musculoesqueléticas, como a tendinopatia, de baixa incapacidade funcional. Porém, cabe ao departamento médico impedir a participação do atleta que apresentar quadro clínico que apresente risco a sua integridade física. Objetivo: Traçar o perfil das lesões musculoesqueléticas presentes num grupo de atletas de elite durante a participação em uma competição oficial.

Material e Métodos: De um total de 140 atletas participantes da delegação brasileira durante os II Jogos da Lusofonia, 22 atletas (15,7% do total da delegação) procuraram o departamento médico responsável pelo atendimento da equipe brasileira, apresentando algum tipo de queixa musculoesquelética prévia à participação na competição. O diagnóstico da lesão foi feito pelos médicos da equipe brasileira. Para traçar o perfil das lesões presentes foi utilizado um questionário, preenchido pelos integrantes do departamento médico, com perguntas específicas para a caracterização da lesão presente.

Resultados: Esse grupo de 22 atletas com lesão prévia apresentou 24 lesões, visto que dois atletas apresentavam duas lesões cada. As lesões mais freqüentes encontradas foram a tendinopatia (n=8, 33,3%) e a lesão muscular (n=4, 16,6%). Quanto às regiões do corpo mais acometidas, a região do pé/tornozelo foi o local com a maior presença de lesões (n=11, 45,83%), seguido pela região do joelho (n=4, 16,6%). Quando analisado o momento em que teve iniciou a lesão, um terço dos atletas teve a lesão há um tempo superior a quatro meses (n=8, 33,3%), e outro terço refere que teve início há mais de 15 dias (n=8, 33,3%). Quando os atletas foram questionados quanto às possíveis causas da lesão que apresentavam, alguns atribuíram a mais de uma causa o seu quadro atual, porém 41,6% (n=10) elencaram o aumento de volume de treino a responsabilidade pela lesão.

Conclusão: Foi possível observar que as lesões mais encontradas foram a tendinopatia e a lesão muscular. Um terço dos atletas iniciou os sintomas há mais de quatro meses. O aumento do volume de treino foi considerado pelos atletas a principal causa das lesões atuais.

 


 
EFEITOS DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE (808NM) SOBRE O DESEMPENHO MUSCULAR ISOCINÉTICO DE MULHERES JOVENS SOB TREINAMENTO FÍSICO

ORDEM: TL002
ÁREA: ORAL - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
AUTORES: [SANTOS, RICARDO V.] , [DIAS, ANDREIA N.] , [FERRARESI, CLEBER] , [SOUZA, ELTON P.]
DATA: 31/10/2009
HORA: 08:10
 

Objetivos: Esse estudo investigou os efeitos do laser sobre o desempenho isocinético (torque médio, trabalho total e fadiga) do quadríceps, em mulheres jovens sob treinamento aeróbio. Metodologia: 45 indivíduos foram aleatoriamente divididos em três grupos (n=15): 1º. Controle (GC); 2º. Treinamento em ciclo ergômetro (GT), 3 vezes por semana, durante 9 semanas consecutivas na carga do Limiar Anaeróbio (LA); 3º. Treinamento e fotoestimulação laser (GTL). O laser (GaAlAs-808hm com 6 diodos; potência-60mW; energia-0,6 J por diodo) foi aplicado imediatamenteapós cada sessão de exercício, sobre ambos os quadríceps. Foi utilizado um dinamômetro isocinético (Biodex) nas velocidades de 60/2400/s durante 5 e 60 repetições, respectivamente, para o registro das variáveis. O LA foi determinado por ergoespirometria durante teste de esforço incremental. Foram realizados os testes Anova e post-hoc de Tukey, com significância de p≤0,05. Resultados: Houve aumento do trabalho total e diminuição da fadiga nos grupos GT e GTL após o treinamento (p<0,01). Na comparação entre grupos houve diminuição da fadiga do GTL em relação ao GC (p=0,032) no membro dominante. Não houve diferenças no torque médio. Conclusões: O laser associado ao exercício possibilitou aumento na resistência à fadiga, fato este, deextrema importânciapara os envolvidos no esporte e reabilitação.

 

CINEMÁTICA ESCAPULAR E RITMO ESCÁPULO-UMERAL NA ABDUÇÃO DO OMBRO COM CARGA– IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA CLÍNICA

ORDEM: TL003
ÁREA: ORAL - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [FORTE, FELIPE C.] , [TOLEDO, JOELLY MAHNIC DE] , [RIBEIRO, DANIEL CURY] , [LOSS, JEFFERSON FAGUNDES]
DATA: 31/10/2009
HORA: 08:10
 

Objetivo: oferecer uma descrição tridimensional da cinemática escapular e do ritmo escápulo-umeral (REU) em indivíduos saudáveis durante a abdução do ombro. Além disso, analisar e comparar a influência da carga na cinemática escapular e no REU. Materiais e Métodos: participaram do estudo 11 indivíduos do sexo masculino, destros e sem histórico de lesão no ombro direito. Para análise cinemática foram utilizadas cinco câmeras digitais conectadas a cinco microcomputadores. Estes dados foram coletados por meio do método quase-estático em seis diferentes posições de abdução do ombro (0, 30, 60, 90, 120 e 150 graus) com carga (incremento de 5% do peso corporal) e sem carga (apenas o peso do segmento). Um modelo matemático tridimensional foi utilizado para cálculo das posições angulares nos eixos póstero-anterior (x), caudal-cranial (y) e médio-lateral (z). Na análise estatística a normalidade dos dados foi confirmada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Um teste t pareado foi utilizado para comparar os valores da cinemática escapular em cada posição entre as condições de carga, com um nível de significância de p< 0,05. Resultados: a escápula apresentou rotação externa, báscula lateral e inclinação posterior durante o movimento de abdução. A condição com carga aumentou a báscula lateral e a inclinação posterior a 60 e 90 graus de abdução (p< 0.01). Nenhum efeito da carga foi encontrado para o movimento de rotação externa escapular (p> 0.05). Em relação ao REU estimado total, diferenças foram encontradas entre as situações de carga para a inclinação posterior, onde a amplitude de movimento estimada total variou de 2.6 para 11.5 graus. Conclusão: a escápula apresentou inclinação posterior, báscula lateral e rotação externa durante a abdução quase-estática do ombro. A cinemática escapular e o REU mostraram diferenças entre as condições de carga analisadas. A associação encontrada na literatura entre disfunções do ombro e anormalidades na cinemática escapular mostra a necessidade e a importância de uma avaliação criteriosa de tais movimentos na prática clínica. Os resultados do presente estudo podem ajudar no desenvolvimento de uma avaliação clínica completa e de um programa de reabilitação para pacientes que possuem disfunções no ombro.

 


ESTABILIZAÇÃO PÉLVICA EM DIFERENTES ESPORTES

ORDEM: TL004
ÁREA: ORAL - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: NICE (NÚCLEO DE INTEGRAÇÃO DAS CIÊNCIAS DO ESPORTE) MINAS TÊNIS CLUBE – BELO HORIZONTE/ MG
AUTORES: [LEITE, MARCELA M. A. G.] , [BOLLING, CAROLINE S.] , [BITTENCOURT, NATÁLIA F. N.] , [REIS, DÉBORAH R. C.]
DATA: 31/10/2009
HORA: 08:10
 

Objetivo: Avaliar a estabilidade pélvica nos atletas do Minas Tênis Clube de diferentes modalidades esportivas.
Materiais e métodos: O teste da ponte para estabilidade pélvica foi realizado durante a avaliação de pré-temporada dos atletas, entre 08 e 21 anos, de todas as modalidades esportivas do Minas Tênis Clube em março de 2009. O atleta era posicionado em decúbito dorsal com os joelhos e quadris fletidos, em seguida um fisioterapeuta solicitava para o atleta elevar a região glútea da maca e estender um joelho. Nesta posição o avaliador analisava de maneira qualitativa se ocorria queda pélvica. O teste era repetido no lado oposto. Foram avaliados 612 atletas (14,04±2,89 anos), sendo 399 do sexo masculino (14,06±2,69 anos) e 213 do sexo feminino (13,99±3,20 anos). Com relação às modalidades, 80 atletas do basquetebol (13,90±2,15 anos); 98 do futsal (14,54±2,21 anos); 76 do voleibol feminino (15,25±2,08 anos); 66 do voleibol masculino (14,98±1,98 anos); 20 da ginástica artística (11,40±4,18), sendo 06 do sexo masculino (13,71±6,39 anos) e 14 do feminino (10,15±1,57 anos); 21 da ginástica de trampolim (16,28±4,37 anos), 01 do sexo masculino (21,00±0,00) e 20 do feminino (16,05±4,34 anos); 53 do judô (14,88±1,65 anos), 45 do sexo masculino (14,88±1,67 anos) e 8 do feminino (14,87±1,64 anos); 31 do tênis (14,16±2,36 anos), 14 do sexo masculino (13,87±2,47) e 17 (14,46±2,29 anos) do feminino; e 167 da natação (12,60±3,27 anos), 89 do sexo masculino (12,53±3,34 anos) e 78 do feminino (12,68±3,23 anos).
Resultados: Apenas 2,8% dos atletas não apresentaram queda pélvica no teste da ponte. A alteração bilateral foi a mais observada em toda a amostra (71,9%), sendo que a modalidade basquetebol apresentou o maior percentual de alteração (63%), e no esporte individual a natação (70,7%). Quando comparados o voleibol masculino e feminino, não foi observada diferença significativa, as mulheres apresentaram 81,6% e os homens 81,8 % de queda pélvica.
Conclusão: A instabilidade pélvicafoi observadaem atletas de diferentes modalidades esportivas, mostrando que apesar da demanda específica de cada esporte, a alteraçãoé comum. Além disso, vários estudos científicos demonstraram que a instabilidade pélvica é um fator preditivo de lesão. Portanto, é imprescindível a inclusão dos exercícios de estabilização central nos programas preventivos, proporcionando um trabalho sinérgico entre o tronco e os membros, e conseqüentemente, melhora na performance.

 


EFEITO IMEDIATO E APÓS 3 HORAS DO USO DO LOW-DYE TAPING EM INDIVÍDUOS COM PRONAÇÃO EXCESSIVA DO PÉ

ORDEM: TL005
ÁREA: ORAL - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITARIO METODISTA IPA
AUTORES: [HUSCH, H. H.] , [BAUERMANN, C.] , [SILVA, F. C.] , [SILVA, M. F.]
DATA: 01/11/2009
HORA: 08:40
 

Introdução: O Low Dye Taping (LDT) é um instrumento terapêutico muito utilizado por fisioterapeutas para dar suporte ao arco longitudinal medial (ALM) do pé na tentativa de reduzir os efeitos dos sintomas associados à pronação excessiva do pé.
Objetivo: verificar através do uso do LDT, o efeito imediato e após 3 horas de uso, na elevação do arco longitudinal medial em indivíduos com pronação excessiva do pé.
Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 19 pacientes com pronação excessiva do pé comprovado através do Navicular Drop Test (NDT), com idade entre 18 e 35 anos. A mensuração da modificação na altura do arco plantar foi realizada através das impressões plantares (IP) e Navicular Drop Test (NDT) que foram avaliados antes, imediatamente após, 1 hora e 3 horas após a aplicação e uso do LDT.
Resultado: A análise estatística demonstrou mudanças significativas com p <0,001 na altura do arco longitudinal medial através do NDT quando comparadas entre o primeiro NDT com os demais. Já nas IP apresentou p<0,05 quando comparado entre a primeira com a segunda, terceira e quarta mensuração.
Conclusão: O LDT promoveu um aumento significativo na altura do ALM verificada através do NDT e IP.

 

ANÁLISE DO RESFRIAMENTO E REAQUECIMENTO DA SUPERFÍCIE DA PELE DURANTE A APLICAÇÃO DE DOIS DIFERENTES MÉTODOS DE CRIOTERAPIA

ORDEM: TL006
ÁREA: ORAL - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [SANTOS, VANESSA B. C.] , [CARDOSO, CAMILA S.] , [MACEDO, CHRISTIANE S. G.]
DATA: 01/11/2009
HORA: 08:40
 

Na pele os efeitos analgésicos iniciam aos 13,6ºC, o decréscimo de 10% da velocidade de condução nervosa a 12,5ºC e a redução do metabolismo aos 10ºC.OBJETIVOS: Comparar a eficácia da aplicação do banho de imersão em relação ao pacote de gelo convencional na temperatura da pele do tornozelo de atletas. MÉTODOS: Ensaio clínico randomizado, composto por 13 atletas, 7 do gênero feminino e 6 do masculino, idade média de 19,5 anos e IMC 23. Em toda a amostra foi aplicada o pacote de gelo (300g) e o banho de imersão (recipiente, com a lâmina d’água aproximadamente 10 cm acima do maléolo externo, com temperatura entre 0 a 5ºC), na região do ligamento talofibular anterior (LTFA) do membro inferior dominante, ambos por 30minutos, em dois dias distintos e com ordem de aplicação aleatória. Os atletas permaneceram em repouso antes do início do experimento. Inicialmente foi verificada, sobre o LTFA, a temperatura da pele por meio do termômetro digital infravermelho. Durante a aplicação das modalidades, foi mensurada a temperatura com 10, 15, 20, 25 e 30 minutos. Após o término da aplicação, com os atletas em repouso, foi verificada a temperatura a cada 1 minuto, até 10 minutos, em seguida a cada 5 minutos até uma hora, e depois a cada 15 minutos até duas horas, ou até os valores pré-aplicação. A temperatura ambiente foi controlada a 23ºC. Os testes utilizados para análise estatística foram Shapiro Wilks, Teste T de Student para amostras pareadas e não pareadas, teste de Wilcoxon e teste de Mann Whitney-U. RESULTADOS: Na comparação entre os grupos foi apontada diferença significativa nas temperaturas: pré-aplicação, pois o grupo do pacote de gelo obteve temperatura média de 29,8ºC (DP: 2,4), enquanto na imersão foi 27,5ºC (DP:3): p=0,05; ao final de 30 minutos o pacote chegou a 5ºC em média (DP: 2,4) enquanto na imersão foi 7,8ºC (DP: 3): p=0,01; após 15 minutos de retirada o banho de imersão encontrava-se com temperatura média de 18,2ºC (DP: 2,7) comparado a 20,8 (DP: 3,3) do pacote de gelo: p=0,04; após 45 minutos a imersão apresentou média de 22,1ºC (DP: 3,5) e o pacote 24,5ºC (DP: 2,3): p=0,05; após 1 hora e 15 minutos o banho de imersão manteve a média de 24ºC (DP:2,7) e o pacote 26,4ºC (DP: 2,2): p=0,02. CONCLUSÃO: Ao final dos 30 minutos de aplicação, ambas modalidades alcançaram a temperatura adequada para os benefícios da crioterapia. O banho de imersão manteve a temperatura mais baixa ao longo das 2 horas, no entanto, deve-se considerar a diferença na temperatura pré-aplicação da amostra.

 


PERFIL DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA BRASILEIRO NOS JOGOS PARAPANAMERICANOS RIO 2007

ORDEM: TL007
ÁREA: ORAL - TRAUMATO E ORTOPEDIA NO ESPORTE
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, COMITÊ PARAOLÍMPICO BRASILEIRO
AUTORES: [CÂMARA, ARIANE E.] , [ARAÚJO, HANDERSON S.] , [VITAL, ROBERTO] , [SOUSA, RONNIE P. A.]
DATA: 01/11/2009
HORA: 08:40
 




Objetivos: Verificar o perfil dos tratamentos realizados pelo departamento de fisioterapia do Comitê Paraolímpico Brasileiro durante os jogos Parapanamericanos Rio 2007.

Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo descritivo-analítico (estudo observacional) de todos os atletas que participaram dos Jogos Parapanamericanos Rio 2007 como membros oficiais da delegação brasileira e que procuraram por tratamento no departamento de fisioterapia do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Resultados: A maioria dos paratletas da delegação brasileira necessitaram de tratamento fisioterapêutico (n=130, 54,32%). As principais patologias observadas durante o tratamento foram as tendinopatias (n=53, 31%), seguidas pela lesão muscular (n=49, 28,65%) e àquelas relacionadas à coluna (dor lombar, dorsalgia e dor cervical) com 15,8% (n=27). O segmento corporal mais acometido pelas lesões foram o ombro (n=40, 23,4%), a coluna (n=39, 22,8%) seguidos pela coxa e joelho, ambos com 11,1% (n=19). Dos 130 atletas que receberam tratamento fisioterapêutico, mais de dois terços deles foram submetidos a TENS (n=89, 68,46%) e/ ou crioterapia (n=86, 66,15%), sendo ainda o Ultrasom Terapêutico (n= 79, 60,77%) e a cinesioterapia (n=33, 25,4%) recursos muito utilizados durante a competição.

Conclusão: Um grande número de atletas necessitaram de algum tratamento fisioterapêutico durante os jogos. As patologias mais prevalentes foram as tedinopatias, lesão muscular e dor na coluna; sendo o ombro a parte do corpo mais referida nas queixas dos atletas, seguido pela coluna, coxa e joelho. Por se tratar, na maioria dos casos, de lesões agudas, o objetivo maior da fisioterapia foi a analgesia das lesões; alçando, por isso, uma prevalência tão grande o TENS, o Ultrasom Terapêutico e a Crioterapia como abordagem fisioterapêutica.

 

 

TRATAMENTO CONSERVADOR DAS LESÕES DE LABRUM ACETABULAR EM ATLETAS

ORDEM: TL008
ÁREA: ORAL - TRAUMATO E ORTOPEDIA NO ESPORTE
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO (CUSC), IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO (ISCMSP)
AUTORES: [FUKUDA, THIAGO Y.] , [YAZBEK, PAULA M.] , [SILVA, RODRIGO M.] , [CARVALHO, N.A.A.]
DATA: 01/11/2009
HORA: 08:40
 

OBJETIVO: Relatar o tratamento realizado em pacientes com lesões de labrum acetabular e suas evoluções após reabilitação fisioterápica, bem como discutir hipóteses para tratamento e reequilíbrio biomecânico deste tipo de lesão. RELATO DE CASOS: Três dos casos relatados neste estudo foram de pacientes com lesão labral submetidos a tratamento fisioterápico e um caso indivíduo com a mesma lesão, porém em pós-operatório tardio de ressecção parcial de labrum acetabular com queixas semelhantes aos outros pacientes. Todos foram submetidos ao mesmo protocolo de tratamento, com tempo de duração mínima de 3 meses, visando basicamente, na Fase I: analgesia e introdução do conceito e orientação para realização de estabilização segmentar (CORE); Fase II: fortalecimento muscular, recuperação da amplitude de movimento articular normal e treino sensório-motor leve e, por último, Fase III: treino sensório-motor mais avançado com treino de gesto esportivo. Todos os pacientes foram avaliados com testes funcionais como Hop Test e Lysholm Scale; avaliação de força dos músculos do quadril por dinamometria e avaliação da dor. Todos os pacientes obtiveram melhora significativa nas análises realizadas. DISCUSSÃO: Apesar de poucos detalhes terem sido encontrados na literatura em relação ao tratamento conservador desse tipo de lesão, foi proposto um protocolo de tratamento fisioterápico que visou melhora dos sintomas através de correção biomecânica e do desequilíbrio muscular por meio de exercícios de fortalecimento e estabilização segmentar. O desequilíbrio muscular detectado nos membros inferiores dos pacientes tratados pode ter contribuído para o aumento da força resultante anterior no quadril, levando à grande instabilidade que, somada à hiperextensão do quadril, pode ser um fator causal importante de lesão acetabular. Por essa razão, exercícios como o fortalecimento de ílio psoas foi realizado em posição em pé no protocolo empregado para evitar sobrecarga articular. CONCLUSÃO: É opinião dos autores que não somente o treino de força muscular específico é importante na manutenção ou controle da postura dinâmica, mas sim um trabalho sensório motor progressivo. Mostrou-se no protocolo utilizado, respaldado pelos bons resultados dos pacientes que após a fase inicial de consciência corporal do CORE, uma fase posterior e progressiva de atividades funcionais com feedback sensitivo ou visual no espelho é imprescindível para a manutenção dinâmica desta estabilidade.

 


   



ANÁLISE COMPARATIVA CINEMÁTICA NO GESTUAL ESPORTIVO DO TÊNIS COM O NINTENDO WII SPORTS® - ESTUDO PRELIMINAR

ORDEM: P001
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSTIÁRIO SÃO CAMILO
AUTORES: [PAZZIANI, CAIO V.] , [NAKAIONE, THIAGO] , [EXEL, GABRIEL C.] , [KIYOMOTO, HENRY D.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Comparar a cinemática angular do forehand com e sem a interação do videogame Nintendo Wii em um atleta praticante de tênis.

MATERIAIS E METODOS: Atleta, destra, 21a, com 5 a. de pratica. A análise cinemática envolveu a mensuração dos movimentos no deslocamento linear em duas coletas distintas. Para capturar as imagens do membro superior em movimento foi utilizado um sistema de marcas reflexivas nos pontos anatômicos previamente determinados em um sistema computadorizado. A atleta foi orientada em rebater, com a raquete, a bola lançada pelo pesquisador, e posteriormente, com a intervenção do Nintendo Wii, onde foi colocado o controle do vídeo game na raquete. O movimento foi executado 5x, em cada modalidade de coleta, e foi escolhido aleatoriamente dentre os cinco para realizar a análise comparativa dos resultados pelo sistema de cinemática Motion Analysis.

Resultados: Na ADD/ABD horizontal sem a intervenção do Wii (SIW), o MSD realiza ADD no final do arco de movimento, qual o MSE não realiza. Já com a intervenção do Wii(CIW), houve uma semelhança no movimento do MSD e MSE que realizaram uma pequena ABD. Na análise da FLX/EXT de braço, o gráfico SIW apresenta 40% do ciclo em EXT e o restante em FLX, diferente do gráfico CIW que demonstra o MSD se mantendo em FLX. Analisando o MSE SIW no plano de FLX/EXT de braço, observamos que se mantém, flexionado em todo o arco do movimento, como apresentado no gráfico CIW.

Na comparação de FLX/EXT de cotovelo, a análise foi semelhante, no que ocorreu no MSD e MSE nas análises CIW e SIW. No MSD obtivemos aproximadamente 100º de FLX no início do movimento, partindo para a EXT no término. O MSE se mantém em FLX com uma média de 90º durante o ciclo. No plano da prono-supino, no MSD SIW, houve uma mudança de PRON para SUP após 70% do ciclo. Já na análise CIW, esta mudança ocorreu à 50% do ciclo enquanto o MSE se mantém com uma média de 60º de PRON no gráfico CIW e SIW.

No plano de FLX/EXT de punho, o MSD em ambas as coletas teve a mesma cinemática, mostrando que o membro inicia-se em EXT até 30% do ciclo e parte para FLX até 60% do ciclo finalizando com uma EXT, totalizando uma maior EXT à 80% do ciclo. O MSE se mantém em EXT de 20º em ambas as coletas. CONCLUSÃO: com os resultados da análise cinemática, concluimos que o atleta realiza de forma semelhante à movimentação de MMSS de forehand com a utilização do Nintendo Wii Sports. E que esta ferramenta pode ser incluída no programa de reabilitação do gesto esportivo.

 


ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS DE DOR RELACIONADAS AO TREINAMENTO DE ATLETAS JOVENS DE VOLEIBOL

ORDEM: P002
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO MULTIDISCIPLINAR DA DOR
AUTORES: [GOSLING, ARTUR P]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A dor ocorre com freqüência no dia-a-dia de vários atletas. Os treinamentos intensos e repetitivos propostos para o voleibol podem predispor a sintomas dolorosos nos segmentos mais utilizados. O objetivo deste trabalho foi analisar as características de dor no treinamento de atletas jovens de voleibol, federados em seus respectivos estados, todos de categorias de base, durante um torneio nacional no Paraná em 2006. Foram realizadas perguntas que são freqüentes em ambulatórios de dor: intensidade, tempo, duração, localização, incidência, fatores de piora e melhora relacionada ao trabalho, que no caso é o treinamento. Este foi aplicado em 150 atletas, sendo aceitos 122 por relatarem dor relacionada ao treinamento: 60 masculinos e 62 femininos. Nos resultados, 68,86% dos atletas tem dor há menos de 6 meses e 31,14% acima de 6 meses. Em cerca de 10% a dor impede de treinar. A intensidade na Escala Visual Analógica (0-10) foi mais importante no grupo masculino, com valores de 1-3, para ambos de 4-6 e no feminino de 7-10. A localização mais freqüente em ambos os grupos foi no joelho, toracolombar e ombro, em ordem de importância. Foi encontrado também que 45,1% dos atletas tinham dor durante o treino, e que esta piorava em 35,24% sendo que em quase 80% deles após o treino. A melhora durante e após o treino não chegava a 30%. Vimos nos resultados que um pequeno número de atletas, cerca de 10%, tinha dor incapacitante. Entretanto, mesmo com dor, a maioria mantém o treinamento regular. A literatura mostra que a dor é uma queixa freqüente em atletas e que está relacionada às lesões de cada esporte, sejam traumáticas ou por sobrecarga. Existe certa correlação entre a localização de dor nos resultados deste trabalho com pesquisas de voleibol tradicional e de praia. A inversão dos resultados na intensidade de dor iniciando pelo masculino e aumentando no feminino chama a atenção, principalmente pela idade precoce. A literatura mostra que as mulheres têm mais queixas dolorosas que os homens. Pelo grande número de atletas com dor e pela piora após o treinamento devemos ficar atentos a esta queixa tão comum. Talvez o próprio treinamento seja o fator principal nestes achados.

 


ANÁLISE DOS EFEITOS DA TÉCNICA DE JONES EM ATLETAS DO SEXO FEMININO DA CATEGORIA DE BASE DE BASQUETEBOL COM IDADE ENTRE 14 E 17 ANOS COM SÍNDROME DA DOR MIOFASCIAL

ORDEM: P003
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
AUTORES: [BREDT, M. C.] , [NASCIMENTO, P. C. C.] , [ANDRADE, M. F.] , [BERTASSONI NETO, L.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Nesta pesquisa utilizou-se a Técnica de Jones com o objetivo de analisar os efeitos analgésicos a curto e a longo prazo, que a mesma proporcionaria em 11 atletas de basquetebol do sexo feminino,com idade entre 14 e 17 anos,que treinam durante 2 horas diárias, 5 vezes por semana, portadoras da Síndrome Dolorosa Miofascial, com ponto gatilho ativo ou latente em músculo trapézio superior. A pesquisa de campo foi realizada em um Centro de Excelência de Basquetebol, localizado na região metropolitana de Curitiba.
Inicialmente foi realizada uma avaliação fisioterapêutica com aplicação da Escala de Graduação Numérica (EGN) para dor e localizações de pontos-gatilhos em musculatura de trapézio superior, independente do hemídio acometido. A partir disto, as atletas voluntárias da pesquisa foram submetidas a 20 intervenções com a Técnica de Jones, com duração média de 10 minutos cada, 5 vezes por semana, sempre questionadas ao início e ao término das intervenções quanto aos valores da EGN para dor. E por fim, foirealizada uma reavaliação através deste mesmo instrumento. Os resultados obtidos aos términos das intervenções foram positivos, pois ao final de cada atendimento pela Técnica de Jones, observou-se redução nos valores médios atribuídos para a dor, quando comparados aos inícios das intervenções. Considerando os valores médios da primeira avaliação (7,8) comparando com a reavaliaçãoao término das 20 intervenções (0,2), pode-se constatar um grande benefício da aplicação da técnica proposta.

 


ANÁLISE E COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR, FLEXIBILIDADE E MOBILIDADE LOMBAR EM ATLETAS COM E SEM LOMBALGIA

ORDEM: P004
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [MACEDO, CHRISTIANE S. G.] , [STELLE, MAYARA] , [MARQUES, ELÉIA F. A.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

INTRODUÇÃO: Lombalgia é a dor localizada na região inferior da coluna. Tem como causas sedentarismo, atividades ocupacionais, postura, traumas, sobrecargas, desequilíbrio muscular, excesso de atividade física, etc. Autores sugerem que cerca de 80% da população terá pelo menos um episódio de dor lombar no decorrer da vida. Podem ser encontrados na lombalgia músculos abdominais e paravertebrais fracos e pouco flexíveis e, pouca flexibilidade dos Ísquiotibiais. Dentre os atletas, que absorvem carga repetitiva ou grandes impactos, há uma alta incidência de dor na coluna. OBJETIVO: Verificar a mobilidade articular, flexibilidade e força muscular em atletas com e sem lombalgia. MATERIAL E MÉTODOS: Foram avaliados 23 atletas praticantes de atletismo, que responderam um questionário de identificação e foram submetidos aos testes de mobilidade articular, através do Teste de Schober Modificado-Modificado, flexibilidade muscular, por meio do Teste do 3º dedo ao chão e força muscular de abdominais e extensores de tronco, pelo Teste de Repetição Máxima (RM). A amostra foi dividida em 2 grupos sendo um sem dor lombar (A, n=12) e um com lombalgia limitante (B, n=11). Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student não pareado, com nível de significância 5%. RESULTADOS: Os atletas de ambos os grupos apresentaram média de idade de 17 anos. O grupo A apresentou IMC de 20,8 e o grupo B de 22,8 (p=0,025), o tempo de treino em anos teve uma média no grupo A de 3,88 e no B de 4,77 (p=0,1647) e o treino em minutos por dia no grupo A foi de 162,5 e no B 207,27 (p=0,04). O teste de Schober Modificado-Modificado no grupo A teve uma média de 7cm e no B 6,6cm, o teste do 3º Dedo ao Chão no grupo A foi 2,875cm e no B foi 5,045 (p=0,15), RM para flexores de tronco apresentou média 46 em ambos os grupos e para extensores de tronco no grupo A foi 58,08 e no B foi 72,45 (p=0,0009). Sendo então encontrada diferença estatisticamente significante apenas na comparação do IMC, tempo de treino por dia e RM para extensores de tronco. CONCLUSÃO: Pode-se perceber que os atletas com maior carga horária de treino e menor flexibilidade muscular têm mais dor. O teste de RM para extensores de tronco mostrou uma diferença entre os grupos, sendo que o grupo B teve um melhor desempenho. Entretanto, como essa amostra foi composta por atletas, esses resultados não podem ser aplicados à população em geral, já que aqueles têm um maior preparo físico em termos de força e flexibilidade muscular.

 


AS LESÕES MAIS FREQUENTES NO TAEKWONDO – UMA REVISÃO DA LITERATURA

ORDEM: P005
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG)
AUTORES: [OLIVEIRA, MARAÍSA COUTO LOSCHI ] , [SILVA, ANDERSON AURÉLIO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos: Determinar os locais, os mecanismos e as lesões mais freqüentes em praticantes de taekwondo.

Metodologia: A literatura relevante para esta revisão foi encontrada na base de dados BIREME e MEDLINE (2002- 2009). Palavras-chave: taekwondo, artes marciais, lesões, epidemiologia. Trata-se de estudos observacionais descritivos, prospectivos e retrospectivos, nos quais os dados foram coletados através de questionários ou por consulta às bases de dados informatizadas em hospitais. Lesão é definida como aquela que, no mínimo, impede o atleta de continuar um embate. Foram considerados não só os dados colhidos durante competições, mas também os coletados no período de treinamento.

Resultados: Os participantes são 138582 lutadores de ambos os sexos, de várias graduações, média de idade 20,43 anos (DP ± 5,19). Nem todos os estudos separam seus resultados por sexo, dificultando comparações. A participação feminina embora tenha crescido nos últimos anos, ainda é pequena quando comparada à masculina. A contusão aparece como a lesão mais freqüente, seguida por distensão e entorse. Os membros inferiores, principalmente pés e dedos, aparecem como os mais atingidos seguidos por lesões na cabeça. O mecanismo de lesão mais comum é receber um chute, seguido por efetuar um chute.

Conclusão: Após a revisão da literatura pôde-se concluir que a localização anatômica que mais sofre incidência de lesões nesse esporte é o membro inferior, a contusão é a lesão mais comum e receber um chute é o mecanismo de lesão mais freqüente entre os atletas que treinam e competem no taekwondo.

 


AVALIAÇÃO BIOFOTOGRAMÉTRICA DOS JOGADORES DE TÊNIS DA ACADEMIA DE TÊNIS DA CIDADE DE AMERICANA-SP

ORDEM: P006
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIARARAS
AUTORES: [MATHEUS, A.] , [DELOROSO, F. T.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

RESUMO

As assimetrias são componentes importantes na modalidade de tênis de campo, pois a dominância na utilização de um dos membros superiores com intensidade superior ao outro causa alterações estruturais mais pronunciadas em um dos hemisférios corporais. Além disso, ocorre rotação de tronco e inclinação pélvica durante os movimentos do tênis. O objetivo do presente trabalho foi caracterizar os desvios posturais de atletas amadores de tênis de campo da Academia de Tênis de Americana-SP. Participaram do estudo 10 indivíduos do gênero masculino com idade 37,5 ±10,05 anos todos com dominância direita. Para avaliação da postura foi utilizada uma câmera digital (SONY®, DS-S730) em duas posições: anterior e posterior, sendo os dados processados pelo Software Corel Draw X3. Considerando como índice de normalidade de 3º para mais ou para menos, o ombro (4,12º ±1,14) e a coluna lombar (4,21º ± 2,13) demonstraram-se alterados, já para quadril (2,64º ± 1,62) e coluna torácica (1,72º ±0,81) a alteração foi considerada dentro da normalidade. Assim como a análise do ângulo Q direito (8,23 ± 7,9) e esquerdo (10,42 ± 6,46) que possuem valor de referência para os homens de 15º.



PALAVRAS-CHAVE: Tênis de campo, Biofotrogrametria Computadorizada, Avaliação postural

 


AVALIAÇÃO GONIOMÉTRICA DA ARTICULAÇÃO DO QUADRIL EM GINASTAS RÍTMICAS DA CIDADE DO NATAL/RN

ORDEM: P007
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN
AUTORES: [MARTINS, LIZIANNE J N S] , [SIGNORETTI, ANDRESSA G.] , [OLIVEIRA, LOUISE K N. ] , [LUCENA, GILDASIO L.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

INTRODUÇÃO: A ginástica Rítmica é um esporte tipicamente feminino, que exige grande grau de amplitude e mobilidade articular na execução de movimentos, principalmente os denominados de dificuldades, e assim como em diversas modalidades esportivas, a flexibilidade é uma das valências físicas mais exigidas por ser um dos fatores cruciais para um desempenho favorável nesse esporte. OBJETIVO: Avaliar a amplitude do movimento de flexão do quadril das atletas das ginastas rítmicas da cidade do Natal-RN. MATERIAL E MÉTODOS: Pesquisa de caráter observacional transversal, realizada através de avaliação goniométrica da amplitude de movimento de flexão da articulação do quadril, com a amostra do tipo não probabilística intencional, composta por 52 (60% do total) atletas federadas que praticam ginástica rítmica na cidade de Natal/RN, das categorias mirim, infantil e juvenil, com idade entre 11 e 18 anos, utilizando-se análise estatística descritiva para traçar o perfil das atletas, teste de Correlação entre variáveis, e um teste “T” de Student. RESULTADOS: A maioria das meninas entrevistadas são atletas mirins(57,69%), que praticam esse esporte há mais de três anos (46,15%), treinam 3 vezes por semana (55,77%) e são destras (71,15%). O aumento da flexibilidade em ambos os membros está associada ao tempo de prática, mas não esta relacionada com o número de vezes que as atletas treinam por semana, tampouco com o tempo de duração do treino das as atletas. O membro dominante apresentou um grau de flexibilidade superior ao do membro não dominante entre as atletas da amostra (p < 0,001), e dentre as categorias, a juvenil e a mirim apresentaram uma diferença de amplitude articular acentuada entre os membros dominantes, não sendo encontradas diferenças entre os membros não dominantes. CONCLUSÃO: Existe diferença de amplitude articular entre os membros inferiores das atletas em relação à flexão do quadril, observando ainda que o mesmo torna-se mais visível se comparadas entre as atletas das categorias mirim e juvenil, o que pode estar associado à idade e ao tempo de prática da modalidade.

 


CORRELAÇÃO ENTRE A POSTURA DE PRONAÇÃO PODÁLICA E A HIPERLORDOSE LOMBAR EM BAILARINAS CLÁSSICAS

ORDEM: P008
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE MACEIÓ - CESMAC
AUTORES: [ACIOLI, ALICE M. C.] , [SOUZA, THAYSE A.] , [PRADO, ÉRIKA R. A.] , [NETO, ALDIR DE MIRANDA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O ballet é um esporte que requer total domínio muscular e movimentos corporais específicos. O en- dehors que é uma expressão francesa “para fora” usada como técnica básica do ballet proporciona a rotação externa dos quadris e pés pronados como requisitos da prática diária. Caso não seja orientado e realizado corretamente poderá gerar alterações, como a hiperlordose. O objetivo da pesquisa foi correlacionar à postura de pronação podálica e a hiperlordose lombar em bailarinas clássicas. O estudo foi do tipo descritivo, transversal e quantitativo, foram avaliadas 40 bailarinas, com idade entre 12 a 25 anos das academias de dança Mª Emília Clark e Ballet Eliana Cavalcanti na cidade de Maceió - AL, com no mínimo 5 anos de prática e dos níveis intermediário e avançado. Sendo utilizados os seguintes materiais para coleta de dados: cifolordômetro (baseado no modelo proposto por Baraúna) para avaliação da coluna lombar e podoscópio (Kroman) para avaliar as impressões plantares estáticas. Os dados coletados foram demonstrados através da média e desvio padrão e as correlações entre as variáveis foram feitas através do teste não paramétrico do Qui-quadrado, sendo utilizado para definir a significância da dependência entre as variáveis (p ≤ 0,05). Não houve correlação entre a pronação podálica e hiperlordose lombar, ou seja a postura de pronação não influenciou na curvatura lombar durante a prática do ballet.

 


ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO DE TESTES MOTORES DE AGILIDADE E DE VELOCIDADE EM RELAÇÃO AS CATEGORIAS DO INDICE DE MASSA CORPORAL COMO PREDISPOSIÇÃO DE LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

ORDEM: P009
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO IPA
AUTORES: [STRAATMANN, VIVIANE S.] , [SILVA, MARCELO F.] , [KIEFER, T. ] , [CORREA, ROBERTA A. A.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O objetivo do presente estudo é comparar o desempenho do teste de agilidade e velocidade com as categorias do índice de massa corporal (IMC). Este estudo é caracterizado como comparativo com delineamento do tipo transversal. Participaram desta investigação 84 meninos de 12 a 14 anos de um total de 557 escolares em 2008 de um colégio privado de Porto Alegre-RS. Esta escola possui uma cultura esportiva caracterizada por disponibilizar a prática de cinco modalidades esportivas extracurriculares e educação física escolar realizada duas vezes por semana. A coleta de dados seguiu os pressupostos éticos aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Metodista – IPA-Porto Alegre, RS, conforme parecer nº 1362/06. As mensurações do teste de agilidade e velocidade foram baseadas no protocolo do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2007). Em relação ao IMC, foram definidas 2 categorias (baixo peso/normal e excesso de peso/obesidade) a partir das classificações de Conde e Monteiro (2006), para cada idade. Para isto, visando descrever os resultados, os procedimentos estatísticos utilizados foram o teste t de Student`s para as análises comparativas dos testes motores entre as categorias do IMC intra-idades e a ANOVA com o post Hoc de Dunnet`c assumindo a não homogeneidade da variância para a comparação dos desempenhos motores entre as idades. O nível de significância adotado foi de 5% e todas as informações foram analisadas através do programa estatístico SPSS for windows (versão 13.0). Os principais achados demonstraram diferença estatisticamente significativa (p = 0,017) no teste de velocidade aos 13 anos de idade ao compararmos as categorias do IMC. Por fim, podemos concluir que as relações encontradas entre um baixo desempenho no teste de velocidade aos 13 anos e a categoria de excesso de peso/obesidade sugerem uma maior atenção a estes escolares. Para que desta forma, estas crianças tenham uma menor chance de desenvolverem lesões músculo esqueléticas.

 


ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR DE MEMBROS INFERIORES COM O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM UMA ESCOLA COM CULTURA ESPORTIVA

ORDEM: P010
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO IPA
AUTORES: [KIEFER, T. ] , [SILVA, MARCELO F.] , [STRAATMANN, VIVIANE S.] , [CORREA, ROBERTA A. A.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O objetivo deste estudo é verificar a associação do desempenho do teste de força muscular para os membros inferiores em relação as categorias do índice de massa corporal (IMC), em escolares com uma cultura esportiva. Este estudo é caracterizado como associativo com delineamento do tipo transversal. Participaram desta investigação 148 meninos de 12 a 17 anos de um total de 557 escolares em 2008 de um colégio privado de Porto Alegre-RS. Esta escola possui uma cultura esportiva caracterizada por disponibilizar a prática de 5 modalidades extracurriculares e educação física escolar 2 vezes por semana. A coleta de dados seguiu os pressupostos éticos aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Metodista – IPA conforme parecer nº 1362/06 com a devida autorização prévia da Direção do Colégio Americano (Porto Alegre - RS/Brasil) para publicação dos resultados. Para a mensuração da força muscular foi utilizado o teste de salto horizontal (metros), tendo as categorias formadas por três critérios: muito fraco, fraco e razoável/excelente – conforme protocolo do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2007). Em relação ao IMC, foram definidas 2 categorias (baixo peso/normal e excesso de peso/obesidade) a partir das classificações de Conde e Monteiro (2006). Visando estudar a associação do IMC e do teste de salto horizontal, os procedimentos estatísticos utilizados foram o teste de Qui-quadrado para as análises associativas entre as categorias e análise de ocorrências para as interpretações descritivas. Para isto foi adotado o nível de significância de 5%, através do programa estatístico SPSS for windows (versão 13.0). Os resultados demonstram que 10,1% dos meninos encontram-se nas categorias com desempenho muito fraco e 7,2% na categoria fraco em relação a categoria de excesso de peso/obesidade. No entanto, ao observarmos se existe associação entre apresentar baixo desempenho no teste de força muscular e elevado IMC, nota-se que o valor de p não é estatisticamente significativo (0,596). Sendo assim, os escolares mesmo apresentando uma maior sobrecarga articular devido ao excesso de peso obtiveram resultados satisfatórios no teste de força muscular para os membros inferiores. No entanto, deve-se ter uma maior atenção a estes indivíduos, tendo em vista que na progressão do crescimento e desenvolvimento nos anos subseqüentes, poderá aumentar a chance de lesões musculoesqueléticas.

 


GRAU DE CONFIANÇA DE ATLETAS COM DOR DURANTE COMPETIÇÃO

ORDEM: P011
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO MÉDICO DO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO (SERVIÇO DE FISIOTERAPIA)
AUTORES: [LOPES, ALEXANDRE DIAS] , [JATOBÁ, HENRIQUE BARRETO ] , [NETO, JOÃO OLYNTHO] , [NETO, JOÃO GRANGEIRO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução: O esporte de alto rendimento está relacionado a situações de alto estresse musculoesquelético, acarretando em muitas situações algum tipo de queixa, ou dor. Não é raro encontrarmos atletas que optam por participar de competições importantes, mesmo estando com alguma incapacidade provocada por uma lesão. Na maioria das vezes, os atletas apresentam queixas musculoesqueléticas, como a tendinopatia, de baixa incapacidade funcional. Porém, cabe ao departamento médico impedir a participação do atleta que apresentar quadro clínico que apresente risco a sua integridade física. Objetivos: Avaliar o grau de confiança dos atletas lesionados com relação a sua participação em uma competição oficial.

Material e Métodos: De um total de 140 atletas participantes da delegação brasileira durante os II Jogos da Lusofonia, 22 atletas (15,7% do total da delegação) procuraram o departamento médico responsável pelo atendimento da equipe brasileira, apresentando algum tipo de queixa musculoesquelética prévia à participação na competição. O diagnóstico da lesão foi feito pelos médicos da equipe brasileira. Para avaliar o grau de confiança dos atletas lesionados com relação a sua participação em uma competição oficial foi utilizada uma Escala de Preparo Psicológico Relacionado à Lesão durante o Retorno ao Esporte (I-PRRS) adaptada. Essa escala se propõe a avaliar o grau de confiança dos atletas, com relação a seis aspectos: 1- jogar sem dor; 2- competir sem dor; 3- dar esforço total; 4- a região lesionada suportará as exigências da competição; 5- na habilidade/capacidade; 6- não ficará pensando na lesão.

Resultados: Os 22 atletas, após receberem orientações sobre a escala, preencheram a mesma sem o auxílio de nenhum membro do departamento médico. Os itens 6 e 4 apresentaram os menores valores relacionados ao grau de confiança, respectivamente 8±2,3 e 8,1±2,1. O maior grau de confiança foi observado nos itens 1 (9,2±1,5) e 5 (9,2±1,7). Depois de feita a Correlação de Spearman entre os itens que compõe a escala, foi possível observar que houve uma correlação estatisticamente significante (p<0,05) entre diversos itens da escala. Esse tipo de avaliação se mostrou sensível na mensuração do grau de confiança, ou de preocupação, dos atletas durante a participação dos mesmos na competição.

Conclusão: Foi possível observar que os atletas, apesar de estarem participando de uma competição, estão preocupados com relação a ter o seu desempenho afetado pela lesão, ou queixa, presente.

 


INCIDÊNCIA DA DISCINESIA ESCAPULAR EM JOGADORAS DE HANDEBOL E BASQUETE

ORDEM: P012
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIFESP
AUTORES: [SILVEIRA, PAULA F.] , [BARBOSA, GISELE] , [ROSSETTO, NATHALIA P.] , [ WODEWOETVKY, FABRÍCIO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos: Atualmente, sabe-se que a escápula desempenha papel essencial na função do ombro, e alterações do posicionamento escapular influenciam diretamente a estabilidade e força muscular da cintura escapular. A discinesia escapulo-torácica ocorre por desequilíbrios musculares e, é definida como uma alteração na cinemática, envolvendo o ritmo escápulo-umeral. Na atividade esportiva, algumas modalidades como o handebol e o basquete, possuem o arremesso como gesto esportivo principal, sendo importante observar o papel da escápula nesses atletas a fim de realizar diagnósticos e implantar sistemas de prevenção para esses indivíduos. Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar atletas praticantes de handebol e basquetebol, caracterizando-as quanto à incidência de discinesia escapular e correlacionar com achados de dor no ombro. Material e Métodos: Foram avaliadas 23 atletas do sexo feminino, sendo 14 de handebol e 9 de basquete, todas participantes de competições por pelo menos um ano e freqüentavam treinos com carga horária mínima de 6 horas semanais. A pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP. Para a avaliação foi utilizado o exame funcional Sick Scapula (SS) sugerido por Burkhart et al. em 2003. Foi considerado apenas o ombro dominante, e pontuações finais superiores a 2.0 no questionário caracterizam a presença de discinesia escapular segundo os autores. Foi utilizado também Escala Analógica Visual da Dor (EAV). Resultados: Entre as atletas do handebol 85,7% apresentaram pontuação maior que 2.0, e entre as atletas do basquete 66,7%, não sendo verificada diferença significante entre as diferentes modalidades. Não houve correlação significante entre a presença de dor, EAV e a pontuação total do SS. No entanto, houve diferença significante entre o tempo de prática no esporte e a pontuação total do SS, para o handebol (r=0.86 e p<0.0001). Em relação ao basquete (r=0.20, p=0.61), não foram encontradas correlações significantes. Conclusão: Nesse estudo observamos a existência de padrões clínicos escapulares alterados, em atletas arremessadores, não necessariamente associados a presença de dor, sendo mais prevalente nos esportes em que o arremesso é realizado em maior intensidade de força. O teste SS auxiliou na identificação de discinesia escapular nos atletas avaliados, possibilitando verificar a existência de adaptações no complexo do ombro devido aos movimentos de arremesso.

 


INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES NO ÂNGULO Q EM ATLETAS DE FUTEBOL, COM FAIXA ETÁRIA DE 15 A 20 ANOS, EM CLUBE DE MACEIÓ

ORDEM: P013
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE ALAGOAS
AUTORES: [MEDEIROS, M.N.] , [OLIVEIRA, R.R.] , [FERREIRA, B.R.B.A.] , [SANTOS, E.H.C.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O ângulo Q é formado na região do joelho, pelos eixos longitudinais do fêmur e da tíbia, e quando este está alterado pode indicar um joelho varo ou valgo. Objetivou-se neste trabalho a quantificação da incidência de alterações no ângulo Q em atletas de futebol de 15 a 20 anos, bem como especificar suas alterações, correlacionando-as com suas possíveis causas, verificando assim as conseqüências que estas alterações podem gerar. O presente estudo foi realizadono período de Agosto a Setembro de 2006. Durante o estudo foram encaminhados para a avaliação 41 sujeitos, incluídos por serem do sexo masculino, jogadores de futebol e com idade entre 15 e 20 anos.Tiveram-se como fatores de exclusão lesões ou patologias pregressas que alterassem o ângulo Q. No estudo, foi excluído do estudo apenas um atleta, portanto, a população em estudo compreendida por 40 atletas. Os valores normais para o ângulo Qº, de acordo com a bibliografia consultada, variavam de 10º a 15º, realizou-se assim uma média desses valores, onde se obteve um valor médio de 12,5±1,5 graus. Portanto consideramos um Qº normal os valores compreendidos entre 11º a 14º. Para avaliação foi utilizada ficha de avaliação, goniômetro, máquina digital e lápis dermográfico. Os atletas passaram por uma avaliação estática baseada no proposto por Magee (2005) e Santos (2001); e para mensuração do ângulo Q o proposto por Palmer (2000). A pesquisa foi realizada com atletascom idade média de 17,4±0,5 anos. Durante o período da pesquisa foram avaliados no clube 80 joelhos, de modo que a amostra investigada caracterizou-se por apresentar 62,7% de joelhos com alterações no ângulo Q, dentre as quais se destacam o joelho varo com 48,8% de ocorrência, em contrapartida 17,5% dos joelhos eram valgos e 33,7% normais. Sendo este resultado pertinente com o que diz Abreu et al (1996), onde foi observado que o joelho varo é mais comum no sexo masculino, tendo incremento nos jogadores de futebol. Quando questionados a respeito de algia em região de joelho, 32% referiram dor, sendo 17% em um grau leve e 15% moderada. Apesar de não ser maioria a queixa de quadro álgico no joelho este resultado é pertinente aos estudos de Teixeira et al (2001)quando relata que “a dor é o sintoma mais freqüente de anormalidades na região do joelho”.Conclui-se que existe um alto índice de alterações no ângulo Q nos jogadores de futebol, com idade de 15 a 20 anos, isto ocorre porque as forças externas, e as geradas pelo esporte favorecem a este tipo de alteração.

 


INCIDÊNCIA DE ATITUDES ESCOLIÓTICAS EM ATLETAS COMPETIDORES DE JUDÔ COM IDADE A PARTIR DE 18 ANOS.

ORDEM: P014
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE ALAGOAS
AUTORES: [OLIVEIRA, R.R.] , [AMORIM, M.M.] , [CARVALHO, A.C.A.] , [LIMA, I.A.G.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A escoliose é um desvio postural causado por desequilíbrios da musculatura paravertebral. É caracterizada pela flexão lateral e rotação das vértebras, ou seja, é uma deformidade tridimensional. Estas curvaturas anormais são freqüentemente encontradas em atletas de judô devido aos movimentos de flexão e rotação da coluna vertebral realizados nos golpes. Os desvios posturais aumentam a tensão das fibras musculares acarretando em mais lesões ao atleta reduzindo seu potencial físico. O presente estudo tem caráter prospectivo, avaliativo, epidemiológico e informativo e tem como objetivo analisar a incidência das escolioses em atletas competidores de judô do Estado de Alagoas. Para avaliação foram utilizados questionário, baseado no estudo de Fraga, 2002, sobre sua prática esportiva e ficha de avaliação postural de acordo com estudos de Santos, 2001 e máquina digital. O estudo possui uma amostra de 31 atletas do sexo masculino com média de idade de 23,3±1,6 anos, peso médio de 73,5±4,7 Kg e altura média de 171,3±2,5 cm. Dos atletas avaliados 100% apresentaram escoliose, sendo que 51,60% em forma de C e 48,30% em S. Ao verificar a presença de quadro álgico, 61,29% relataram a presença de dor, que em sua maioria se localizava na região lombar. Ao relacionar tempo (em anos) de prática com atitude escoliótica observa-se que nos indivíduos que treinam dentro de um período de 0 a 5 anos representam 29,03%, dentre os quais 33,33% apresentaram escoliose em C e 66,67% em S; que praticam entre 6 a 10 anos, que também representam a 29,04%, ocorre o inverso, 66,67%apresentam escoliose em C e 33,33% em S; que praticam entre 11 a 15 anos representam 29,04%, 44,44% apresentam escolioses em C e 55,56% em S; os que praticam entre 16 a 20 anos representam 9,68% apresentam 66,67% escoliose em C e 33,33% em S; os que praticam entre 21 a 25 anos 3,23% apresentam 100% escoliose em S. Após a análise dos resultados verificou-se que a incidência da escoliose entre estes atletas é com alta correlação com repetição de gestos esportivos habituais do judô, período e sobrecarga de treinamento, que podem provocar um processo de adaptação orgânica que resulta em efeitos deletérios para postura com alto potencial de desequilíbrio muscular. Palavras-chave: Coluna vertebral, escoliose e judô.

 


INCIDÊNCIA DE DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS POR MEIO DE AVALIAÇÃO POR QUESTIONÁRIO NÓRDICO

ORDEM: P015
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA-USP, CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS-UNIFEOB
AUTORES: [ALCÂNTARA, DAYANE] , [BORIN, SÉRGIO HENRIQUE]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Tanto a prática desportiva recreativa como a de competição vem crescendo exponencialmente, consequentemente o aumento no número de lesões em esportistas também aumenta. Isso faz com que profissionais da área esportiva devem tomar certos cuidados com relação á lesões. Portanto, esse trabalho procura elucidar e entender melhor esse tipo de sobrecarga muscular que o voleibol exerce para que, futuramente, preparadores físicos, técnicos, fisioterapeutas e médicos possam trabalhar para prevenir essas lesões. O objetivo desse trabalho foi investigar a incidência de lesões desportivas em atletas de voleibol e identificar as principais regiões lesadas por meio de aplicação de Questionário Nórdico. Esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer número 338/2008 e desenvolvido em conformidade com a resolução 196/96 do Conselho Nacional da Saúde. Foram avaliados por meio de Questionário Nórdico 12 atletas da equipe de voleibol da UNIFEOB de São João da Boa Vista-SP. De acordo com a avaliação aplicada pudemos perceber que a região mais acometida nos últimos 12 meses foram punhos/mãos (75% de queixas). Avaliando as regiões mais acometidas nos últimos 7 dias, punhos/mãos (25% de acometimento) continuam sendo a região de maior queixa. O questionário Nórdico é muito utilizado para detectar doenças ocupacionais, porém pouco utilizados para a avaliação de atletas, ele permite detectar distúrbios musculoesqueléticos que muitas vezes os desportistas não relatam no cotidiano e que vem ao conhecimento do treinador apenas quando o problema já se tornou crônico. De acordo com os dados na literatura as regiões mais acometidas por lesões crônicas no voleibol, são tornozelo e joelhos devido ao grande número de impactos sofridos no esporte, porém foram encontradas lesões em ombros, punhos e mãos, cotovelos e lombar. Isso demonstra que o voleibol é uma atividade esportiva que exige muito das articulações e músculos e necessita de um bom trabalho de fortalecimento muscular para aumentar a capacidade de resposta muscular, diminuindo a sobrecarga e a possibilidade de lesões. Concluindo, o Questionário Nórdico é um método de avaliação simples, de fácil aplicação, de baixo custo e eficiente para avaliar as condições físicas dos atletas e detectar distúrbios musculoesqueléticos crônicos que muitas vezes não são relatados pelos mesmos.

 


INCIDÊNCIA DE DOR ANTERIOR NO JOELHO DE ATLETAS JOVENS ATENDIDOS NO INSTITUTO DE MEDICINA DO ESPORTE (IME/UCS)

ORDEM: P016
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: INSTITUTO DE MEDICINA DO ESPORTE (IME)/ UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL (UCS)
AUTORES: [STEDILE, NRA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: A dor anterior no joelho (DAJ) é um sintoma freqüente em crianças e adolescentes que praticam esportes. Inúmeras patologias são desencadeadoras desse quadro: síndrome dolorosa patelofemoral, plica sinovial sintomática, tendinites, síndrome de compressão da franja sinovial, além de outras mais raras, constituindo um panorama complexo do ponto de vista diagnóstico. O objetivo desse trabalho foi identificar a presença de DAJ em crianças e adolescentes que participaram do projeto olímpico da UCS. MÉTODOS: o presente estudo caracterizou-se como uma análise retrospectiva de 343 prontuários de atletas jovens (10 a 20 anos de idade) participantes de 13 modalidades do projeto olímpico, atendidos entre 2005 a 2008 no serviço de fisioterapia do (IME/UCS). Como critério de inclusão adotou-se o quadro clínico de DAJ unilateral ou bilateral. RESULTADOS: Foram totalizadas 452 avaliações, devido à reincidência das lesões, e 140 casos com DAJ. A incidência das lesões encontradas nos atletas, assim como modalidade de maior freqüência, respectivamente foi: 28(20%) Osgood Schlatter (futsal masculino), 20(14,28%) tendinite patelar (vôlei masculino), 32(22,85%) condromalácea patelar (vôlei masculino) e 60(42,85%) atletas com lesões combinadas e/ou diagnóstico diferencial. DISCUSSÃO: Condromalacia patelar, tendinite patelar e síndrome patelo-femural são nomes dados para descrever problemas que originam DAJ. A etiologia da síndrome patelofemoral é multifatorial e os resultados são a combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, a maioria das lesões esportivas na criança podem ser prevenidas. A Federação Internacional de Medicina Esportiva preconiza que treinamento intensivo precoce de crianças não tem justificativa fisiológica ou educacional, e que a diversidade de atividades seja mais benéfica. Estudos estão concluindo que muitas lesões do joelho são apenas sintomas e não o diagnóstico. A presença de instabilidade no quadril pode gerar desconforto na região anterior do joelho. O problema nos tratamentos existentes é que em muitos casos a reabilitação é direcionada somente para o joelho. CONCLUSÃO: o tratamento da DAJ que tem como foco somente os sintomas torna-se um tratamento incompleto. A fisioterapia atua no alívio da dor com técnicas de analgesia, porém, deve ter como objetivo a harmonia entre as cadeias musculares, e dessa maneira, impedir o desarranjo das estruturas que compõem a biomecânica do joelho.

 


INCIDÊNCIA DE LESÕES OSTEOPÁTICAS NAS ARTICULAÇÕES SACRO-ILÍACAS E INTERAPOFISÁRIAS LOMBARES DE ATLETAS COM LOMBALGIA

ORDEM: P017
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [JOÃO, LAÍS C. G.] , [MACEDO, CHRISTIANE S. G.] , [SOUZA, DIOGO S. P.] , [KLETTINGUER, KATHIANE ]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

As lesões osteopáticas geram modificações na biomecânica articular acarretando em movimentos compensatórios e menos precisos. Alterações nos micromovimentos dos ilíacos, sacro e lombar podem gerar lombalgia, principalmente sob carga excessiva de treinamento como no atleta. OBJETIVO: estabelecer a frequência de lesões osteopáticas nas articulações sacro-ilíacas e interapofisárias lombares de atletas com lombalgia. MATERIAIS E MÉTODOS: foram avaliados 41 atletas com dor lombar há pelo menos quatro semanas, com idade média de 16,62 anos, sendo 23 do gênero masculino e 18 do feminino, participantes das modalidades de atletismo, basquetebol, futsal, ginástica artística, handebol, judô, taekwondo e voleibol. As lesões osteopáticas foram identificadas pelos testes: Teste dos Polegares Ascendentes (em pé e sentado), Teste de Downing (TD) e Teste de Mobilidade das vértebras lombares. RESULTADOS: 95,12% dos atletas apresentavam lesão nos ilíacos segundo o teste dos polegares ascendentes, sendo que 65% destes estavam embricados posteriormente, 30% anteriormente e 5% dos ilíacos estavam superiorizados. As lesões de sacro foram encontradas em 63,41% dos atletas. De todas as alterações encontradas, 52% eram em ilíacos, 34% em sacro e apenas 13,33% em lombar. 21,95% dos atletas apresentavam lesões associadas de sacro, ilíaco e lombar. CONCLUSÃO: É alta a incidência de lesões osteopáticas em ilíacos, sacro e lombar de atletas com lombalgia portanto a análise destes micromovimentos é de extrema importância na avaliação da dor lombar em atletas para possibilitar tratamento específico e retorno precoce ao esporte.

 


LESÕES ESPORTIVAS NOS ATLETAS DE GOALBALL NO PERÍODO DE TREINAMENTO E NOS JOGOS PANAMERICANOS DA IBSA 2009

ORDEM: P018
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP
AUTORES: [SILVA, MARÍLIA P.M.] , [SILVA, HÉSOJY G. P.V.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O Goalball é um esporte Paraolímpico específico para atletas cegos e com baixa visão. Os jogadores são classificados em 3 classe visuais (B1, B2 e B3) e jogam vendados para evitar vantagem entre os competidores. Dois times com 3 jogadores em cada lado arremessam a bola com o objetivo de fazer gol no time adversário. Estudos sobre o perfil de lesões esportivas nessa modalidade são raros. Objetivos: o presente estudo tem como objetivo caracterizar o perfil das lesões esportivas nos atletas de goalball, durante o período de treinamento e os Jogos Panamericanos da IBSA 2009. Material e Métodos: Fizeram parte da pesquisa 12 atletas, 6 do sexo feminino e 6 do sexo masculino. Para coleta de dados foi utilizado a ficha de atendimento utilizada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, que apresenta os seguintes dados: nome, idade, classificação visual,tipo de lesão, local, diagnóstico, tratamento. Os dados foram coletados durante o período de treinamento, em Niterói (RJ) e competição nos jogos Pan-americanos da IBSA, em Colorado Springs (CO-EUA). Resultados: Do total de 12 atletas apenas 1, do sexo feminino, não referiu nenhum sintoma de lesão esportiva. Durante os dois períodos de treinamento e o de competição foram identificadas 52 lesões, sendo uma média de 4,72 lesões por atleta. As lesões por acidente esportivo representaram 53,85% enquanto 46,15% foram por sobrecarga. Com relação aos segmentos corporais afetados a distribuição ocorreu da seguinte forma: MMSS 30,77%, MMII 48,08%, cabeça 9,62% e coluna com 11,54%. As lesões mais freqüentes foram contusões 25%, estiramentos 13,46%, escoriação 11,54%, tendinoses 9,62%, contraturas e periostites com 7,69%. Conclusão: Na modalidade do goalball o membro inferior é a região corporal mais acometida. As lesões por acidente esportivo foram as mais freqüentes. Com relação ao diagnóstico as lesões foram representadas principalmente por contusões, estiramento, escoriações entre outras.

 


LEVANTAMENTO DAS ALTERAÇÕES MECANOFUNCIONAIS ARTICULARES EM ATLETAS DE HANDEBOL FEMININO DE BLUMENAU ATRAVÉS DE TESTES ESPECIAIS

ORDEM: P019
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU - FURB
AUTORES: [CORRÊA JUNIOR, JOCEMAR] , [MATOS, FÁBIO MARCELO] , [NUNES, CARLOS R. DE OLIVEIRA] , [MIRANDA, EDUARDO BARBOSA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Realizar um levantamento e analisar as alterações mecanofuncionais de atletas de Handebol através da aplicação de testes especiais, pressupondo uma avaliação válida em comparativo com as queixas relatadas e com as possibilidades de lesões. MATERIAL E MÉTODOS: Pesquisa exploratória, de análise quali e quantitativa, através da aplicação de testes especiais em atletas da equipe feminina de handebol de alto rendimento FMD Blumenau/FURB. A amostra constou de 16 atletas, 22,12±4,13 anos, peso 67,10±8,72Kg, estatura 168,68±7,40cm, prática do esporte 10,06±3,68 anos, totalizando 32 segmentos corporais avaliados das articulações do ombro, cotovelo, joelho e tornozelo, e qualificados em achados positivos e negativos. Para articulação do ombro os testes foram Adson, Apley, Neer, apreensão anterior, stress posterior e teste do supraespinhal. No Cotovelo, a avaliação se deu através dos testes de cotovelo de tenista e de golfista, e do teste para síndrome do pronador redondo. Para o joelho, foram realizados os testes de Rabot, Lachman, gaveta posterior e anterior, pivô shift, compressão de Apley e McMurray. Na articulação do tornozelo os testes aplicados foram gaveta anterior, Thompson e inclinação talar. Após análise, os resultados foram apresentados em forma de frequência absoluta e relativa. RESULTADOS: Nos membros superiores, os testes de Apley e de cotovelo de golfista foram os que apresentaram positividade com maior freqüência, correspondendo a 6 (18,75%) cada teste.Nos membros inferiores, o teste de Rabot teve maior índice de positividade, com 8 (25%) achados, seguido pelo teste de inclinação com 3 (9,37%) situações positivas. De acordo com a anamnese realizada com as atletas, a maior frequência de queixas álgicas corresponderam às regiões do ombro e tronco, com 4 (25%) indicações cada; e do joelho, com 3 (18,75%) queixas. Oito (43,75%) atletas não relataram queixas no dia da avaliação. CONCLUSÃO: Conclui-se que é possível identificar alterações mecanofuncionais através dos testes especiais em atletas de alto rendimento, podendo utilizar-se dessa ferramenta de avaliação para traçar um programa preventivo de caráter individual a fim de contribuir para a integridade física do atleta, bem como seu rendimento na atividade esportiva.

 


LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE LESÕES DOS ATLETAS DE FUTSAL MASCULINO ENTRE 2000 E 2008

ORDEM: P020
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE INTEGRAÇÃO DAS CIÊNCIAS DO ESPORTE (NICE) MINAS TÊNIS CLUBE – BELO HORIZONTE/ MG
AUTORES: [LEITE, MARCELA M. A. G.] , [MEIRA, ADRYANO R.] , [ROSSI, ISABELA C. R.] , [FARIA, BRUNA M. B.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Avaliar o perfil de lesões dos atletas de futsal do sexo masculino em um clube esportivo.

Materiais e Métodos: O levantamento das lesões foi realizado através da análise prontuários dos atletas de futsal masculino de nível competitivo, entre 09 e 38 anos, atendidos no Departamento de Fisioterapia do Minas Tênis Clube. Atletas que não sofreram lesão, ou não procuraram atendimento na fisioterapia não foram incluídos no estudo.

Resultados: Foram revisados 236 prontuários, das categorias de base até o profissional, sendo 24 jogadores da categoria sub13 (10%), 48 da sub15 (20,2%), 49 da sub17 (20,7%), 78 da sub20 (31,3%) e 41 da profissional (17,8%). Alguns atletas apresentaram mais de um tipo de lesão ou recorrência, apresentando uma média de 1,4 lesões por prontuário analisado. Foram encontradas 342 lesões. Os tipos de lesões mais comuns foram as lesões musculares (34,8%), as ligamentares (29,2%), as ósseas (17,3%), as tendinosas (11,4%), outras (5,8%) e não se aplica (1,5%). Com relação ao mecanismo das lesões, os estiramentos musculares foram os mais incidentes (27,2%), os entorses (25,8%), as contusões (14%), as tendinopatias (11,7%), as contraturas (5,6%), os outros (4,6%), as pubalgias (3,5%), as fraturas (3,2%), os preventivos (1,8%), as subluxações (1,5%), as luxações (0,9%). Das lesões apresentadas, 8,62% ocorreram em atletas da categoria sub13, 19,54% na sub15, 19,82% na sub17, 33,90% na sub20 e 16,95% na profissional. Os locais mais acometidos foram tornozelo (20,1%), joelho (19%), coxa (16%), virilha (9,9%), pé (6,4%), perna (4,9%), lombar (4,6%), ombro (4,1%), mão (3,8%), púbis (3,7%), quadril (2,9%), e outros (4,6%). Por fim a lateralidade, o acometimento foi maior do lado direito (45,9%), em seguida o lado esquerdo (41,2%), bilateralmente (2,7%) e em 10,2% não se aplicou.

Conclusão: Os resultados encontrados condizem com a literatura, mostrando que as lesões musculares são mais prevalentes devido ao treinamento intenso e repetitivo específico da modalidade, além do calendário de competições. Também foi evidenciado que a articulação do tornozelo é a mais acometida, com destaque para os entorses de tornozelo, seguido do joelho. Portanto, é extremamente importante o conhecimento do perfil dos atletas para o desenvolvimento de um programa preventivo eficaz. Assim, o trabalho do fisioterapeuta esportivo em harmonia com os demais integrantes da comissão técnica é imprescindível para a obtenção dos resultados desejados dentro de quadra.

 


OCORRÊNCIA DE AFASTAMENTO DOS TREINOS POR LESÃO EM ATLETAS DE RUGBY

ORDEM: P021
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO IPA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [KIEFER, T. ] , [CORREA, ROBERTA A. A.] , [LOPES, ANDRESA C.] , [SANTOS, ERALDO S.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O Rugby é um esporte de alto contato corporal que exige habilidades motoras como: força, velocidade, resistência, agilidade e potência muscular. Neste esporte observam – se consideráveis taxas de lesões, sendo determinante para isto a elevada quantidade de colisões e a reduzida utilização de equipamentos para proteção física. Sendo assim o objetivo do estudo é identificar a ocorrência de afastamento dos treinos por lesão, em atletas do sexo masculino de um clube de Rugby, entre os meses de março a agosto de 2009. Esta pesquisa se caracteriza como descritiva do tipo transversal, sendo a sua amostra composta por 39 sujeitos com idade entre 14 a 23 anos, de um clube de Rugby amador de Porto Alegre - RS. Para avaliar a incidência de afastamento dos atletas, foi realizado um questionário elaborado pelos pesquisadores. Os treinos do clube ocorrem 3 vezes por semana e o afastamento foi considerado a partir de 1 semana sem treinamento. Foram inclusos os indivíduos que praticam o esporte por mais de 6 meses e exclusos aqueles que possuíam alguma lesão musculoesquelética crônica. Todos os atletas tiveram o termo de consentimento livre esclarecido assinado. Os dados foram apresentados através de estatística descritiva, utilizando-se o programa estatístico SPSS for Windows 16.0.A idade média dos atletas é de 18,79 (± 2,28) anos, tendo a média de 36,76 (± 26,47) meses de tempo de prática no clube. Dos sujeitos analisados, 71,7% praticam outro exercício físico com freqüência semanal mínima de 2 vezes. Em relação ao afastamento devido à lesão, 51,5% permaneceram por um tempo médio de 3,95 (± 3,33) semanas fora dos treinos e tendo como estruturas mais afetadas o joelho (30%) e ombro (25%). Através dos dados apresentados pode-se concluir que houve uma considerável taxa de atletas afastados, considerando que em apenas 6 meses mais da metade dos atletas permaneceu por aproximadamente 4 semanas fora da prática do Rugby. Podemos sopesar que essa modalidade esportiva ainda esta em fase de introdução eadaptação na cultura brasileira, isso faz com que a falta de prática anterior dos fundamentos dessa pratica dificultam a adaptação ao jogo e suas características.

 


PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍNDROME DE OSGOOD-SCHLATTER EM ESCOLARES DA CIDADE DE NATAL/RN

ORDEM: P022
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
AUTORES: [GOMES, C.S.] , [LUCENA, G.L.] , [GUERRA, R.O.] , [CÂMARA, A.E.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução A Síndrome de Osgood-Schlatter(O-S) representa uma patologia do sistema músculo-esquelético com uma elevada incidência em adolescentes, fase onde se evidencia umcrescimento ósseoacelerado.A O-S ocorre geralmente no sexo feminino por volta dos 8 aos 13 anos de idade e no masculino dos 10 aos 15 anos. Considera-se que seja causada por crescimento rápido dos ossos longos, acoplado a tensão sobre o tendão da patela, sendo bastante evidente nas atividades esportivas. Dada a carência de estudos epidemiológicos sobre esta síndrome no Brasil, surge a necessidade de verificar sua prevalência entre escolares no país. Objetivos Estimar o perfil epidemiológico dos adolescentes portadores da síndrome de Osgood-schlatter entre escolares da cidade de Natal-RN considerando os aspectos sócio-econômicos, antropométricos e clínicos. Materiais e Métodos Trata-se de estudo observacional descritivo analítico de corte transversal, utilizando-se de métodos exploratórios (surveys), realizado em uma amostra 956 de adolescentes escolares da rede pública e privada na Cidade do Natal/RN. Foi estabelecido como critério de exclusão, sujeitos que apresentassem patologias de origem neurológica, não pertencer à faixa etária pré-determinada ou não concordar com o termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados Foram realizadas 956 avaliações, sendo 474 (49,6 %) do sexo masculino e 482 (50,4 %) do sexo feminino, destes 523 (54,7%) pertenciam à rede pública e 433(45,2%) pertenciam a rede privada de ensino. A faixa etária variou de 12 a 15 anos, tendo como média de idade.13,7±1,04 anos. Quanto ao envolvimento com práticas esportivas regulares, 484(50,6%) praticam alguma modalidade esportiva e 472(49,4%) não praticam nenhuma atividade desportiva. Quanto ao aspecto anatômico da tuberosidade tibial, item crucial do estudo, 753(78,8%) apresentaram um desenvolvimento normal, e 203(21,2%) apresentaram aumento desta saliência anatômica. A presença da O-S foi observada em 94 casos, estimando assim uma prevalência de 9,8% na amostra estudada. Conclusão A prevalência da O-S de 9,8% na amostra corroborada por outros estudos, a nível internacional, que variam de 10 a 13% de prevalência. A prevalência da O-S foi maior em escolares da rede privada de ensino (12,9%). Este dado possivelmente se justifica pela alta concentração de escolares da rede privada envolvidos com a prática regular de atividades físicas.

 


PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM ATLETAS PRATICANTES DE CORRIDA DE RUA EM GOIÂNIA

ORDEM: P023
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS - UCG
AUTORES: [NETO, GERCINO A. S.] , [ZANETTI, GISELLE R. L.] , [CASA JUNIOR, ADROALDO J.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos: traçar o perfil epidemiológico das lesões musculoesqueléticas em praticantes de Corrida de Rua na cidade de Goiânia. Material e Métodos: estudo epidemiológico, transversal e analítico, com atletas dos eventos da Federação Goiana de Atletismo (FGAt). Incluídos atletas de ambos os gêneros, em atividade há mais de seis meses, cadastrados na FGAt. Instrumentos: Carta de Autorização para Coleta de Dados; Formulário e Ficha de Avaliação Clínica; Carta do Colaborador (médico) e balança. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UCG. Resultados: participaram 219 sujeitos, com idade média de 35,9 anos, 168 homens e 51 mulheres. O peso médio 70,09 kg, altura média 1,72 m, IMC médio 23,65 kg/m2. 59,8% pratica corrida há mais de 3 anos. 71,2% fazem treinos complementares. 87,2% têm o hábito de alongar e aquecer. A orientação de treinamento é feita em 42,9% por educadores físicos; 26% por dois ou mais profissionais; 1,4% por fisioterapeuta, 19,2% não recebem orientação. Um total de 48 indivíduos (21,9%) apresentou lesões atuais. Os diagnósticos mais frequentes foram lombalgia (16,36%), tendinite calcânea (12,73%); com 7,27%, para cada uma, aparece síndrome do estresse tibial medial (SETM), lesão muscular de panturrilha e tendinite patelar. As lesões foram agrupadas por segmentos anatômicos, com uma maior incidência em perna, coxa e joelho. A correlação entre lesão atual e IMC não apresentou significância (p=0,560). Entre lesões atuais e idade, foi bem próximo de ser significante (p=0,062), com prevalência em uma média de idade de 33,27 anos. A ocorrência de lesões comparada entre gêneros mostrou prevalência em homens 41% superior às mulheres (O.R.=41%). A prática de alongar e aquecer correlacionada às lesões, sem significância (p=0,947). Um total de 80,8% recebe ajuda profissional no treinamento, a correlação com lesão atual apresentou sem significância (p=0,458). O tempo de prática relacionado à lesões foi significativo (p=0,012), indicando que lesões podem ser mais frequentes com o aumento do tempo de prática. Conclusão: o estudo demonstrou elevada prevalência de lesões, apesar da maioria dos atletas receber orientação profissional. Os resultados mostram que atletas do gênero masculino, com idade média de 33 anos e que praticam esta atividade há mais de 3 anos, estão mais propensos a sofrer lesões. O segmento anatômico mais acometido é o membro inferior (70%), com uma prevalência decrescente em perna, joelho e coxa.

 


PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INDIVIDUOS QUE PRATICAM O MÉTODO PILATES

ORDEM: P024
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE ALAGOAS
AUTORES: [MEDEIROS, M.N.] , [OLIVEIRA, R.R.] , [SANTOS, L.K.A.] , [SACRAMENTO, L.S.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Esse estudo tem como objetivo investigar o perfil dos praticantes de Pilates admitidos entre os anos de 2005 a 2008 em uma academia de Maceió/AL. Métodos: Trata-se de um estudoobservacional de corte transversal, realizado no Studio Fisiofit, localizado em uma academia em Maceió – AL, no período de Janeiro de 2008 a Setembro de 2008, após aprovação do Comitê de Ética da Faculdade de Alagoas com o número do prontuário: 003/2007.O estudo constou da coleta de dados de 161 prontuários dos praticantes do Método Pilates admitidos durante o período de Dezembro de 2005 a Maio de 2008, sendo utilizados para posterior estudo epidemiológico.Os dados coletados foram anotados em formulário próprio.Os dados obtidos através dos prontuários obedeciam às informações sobre: idade, sexo, profissão, diagnóstico, queixa principal, peso, altura, objetivo do indivíduo com a terapia e prática de atividade física, sendo realizado de forma descritiva com os dados apresentados em tabelas e figuras. As variáveis quantitativas serão apresentadas na forma de média e desvio padrão sendo calculado o intervalo de confiança de 95% para cada parâmetro estimado. As variáveis qualitativas serão apresentadas na forma de tabelas de freqüência. Resultados: Evidencia-se uma proporção significantemente maior (p = 0,0014) no sexo feminino (72,1%) que no sexo masculino (27,9%), a média de idade dos praticantes é de 42,6 anos, a maior parte profissionais da área de saúde (20,5%), que na sua maioria pratica alguma atividade física (59,1%), referindo maior proporção dentre as possibilidades diagnósticas as algias músculo-articulares (19,3%) tendo como a queixa principal mais referida as algias (65,2%) e que os indivíduos procuram o método por objetivos terapêuticos (76,4%). Conclusão: Esse estudo demonstrou que a maioria dos indivíduos que procuram o método é do sexo feminino, com idade média de 42,6 anos, profissional da área de saúde com uma regularidade de prática de atividade física e o principal objetivo da procura do método é para o tratamento de alguma moléstia. A fisioterapia oferece várias alternativas, dentre elas o Método Pilates que vem sendo utilizado de forma crescente, embora não existam estudos conclusivos que comprovem sua eficácia, desta forma a caracterização epidemiológica dos indivíduos que praticam o método é um ponto inicial para desenvolvimento de futuras pesquisas experimentais. Palavras chave: Perfil, saúde, prontuários, praticantes.

 


PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ATENDIMENTOS EMERGENCIAIS DA COPA MINAS DE JUDO

ORDEM: P025
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: NICE (NÚCLEO DE INTEGRAÇAO DE CIENCIA DO ESPORTE) MINAS TENIS CLUBE - BELO HORIZONTE/ MG
AUTORES: [MEIRA, ADRYANO RIBAS] , [BOLLING, CAROLINE S.] , [ROSSI, LUCIANO AMARAL] , [(REIS, DÉBORAH ROCHA DA COSTA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Conhecer o perfil dos atendimentos realizados pela
equipe de atendimento emergencial na Copa Minas de Judô.
Materiais e métodos: Todos os atendimentos foram registrados, os
atendimentos realizados dentro das áreas delutas foram registrados
em um formulário específico. A competição contou com 653 atletas
de 42 clubes, de 11 estados do Brasil, das categorias: mirim,
infantil, infanto-juvenil, pré-juvenil, junior e sênior. A
competição ocorreu nos dias 5 e 6 de julho de 2008, com lutas
ocorrendo nos períodos da manhã e tarde, no dia 5 e no período da
manhã no dia 6. A equipe responsável pelo atendimento imediato era
composta por dois fisioterapeutas e um estagiário de fisioterapia.
Resultados: Foram realizados 150 atendimentos pela equipe no
período da competição. Os tipos de lesões mais comuns foram:
contusões (31%), sangramentos (30%) e entorses (23%). Os
principais locais de lesão foram: cabeça (25%), mãos e dedos (17%)
e ombro (12%). Entre os atletas lesionados, 23% eram do Minas
Tênis Clube e o restante dos demais clubes. Dos 150 atendimentos,
44 ocorreram durante as lutas: 40 (90,91%) ocorreram em atletas do
sexo masculino e 04 (9,09%) no sexo feminino. As lesões ocorreram
em 11 diferentes locais anatômicos, totalizando 46 lesões. Houve
05 diferentes tipos de lesões do total de 46 lesões. Trinta e dois
atletas (72,73%) continuaram a lutar após o atendimento, 11 (25%)
não retornaram à luta e 01 atendimento (2,27%) não teve o registro
se o atleta voltou ou não a lutar. Nenhum atleta atendido durante
as lutas foi encaminhado ao hospital (0%). Das lesões
apresentadas, 10 (21,74%) acometeram o lado esquerdo do corpo, 14
(30,43%) acometeram o lado direito, 12 (26,09%) acometeram a
região mediana e 10 lesões (21,74%) não tiveram o lado registrado.
Finalmente, do total de atendimentos, 42 (95,45%) ocorreram uma
única vez, apenas dois (4,55%) ocorreram mais de uma vez, nenhum
atendimento ocorreu (0%) após a segunda chamada do arbitro e um
atendimento ficou sem registro (2,3%).
Conclusões: As lesões descritas têm perfil semelhante ao dos
estudos prévios destacando-se as lesões na região da cabeça e
membros superiores e as contusões e sangramentos. Diante da grande
número de atendimentos realizados, conclui-se a importância do
acompanhamento fisioterapêutico noatendimento emergencial durante
as competições de judô.

 


PREVALÊNCIA DE DOR EM CORREDORES DE RUA NO MOMENTO EM QUE PRECEDE O INICIO DA CORRIDA

ORDEM: P026
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO, CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO
AUTORES: [SARAGIOTTO, BRUNO T.] , [YAMATO, TIÊ P.] , [LOPES, ALEXANDRE D.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos: analisar a prevalência de dor em corredores de rua no momento em que precede o início da prova, além de discutir alguns fatores etiológicos. Material e Métodos: os corredores participantes foram selecionados aleatoriamente entre os inscritos dos circuitos de corridas de rua, Super 9K e Circuito das Estações da cidade de São Paulo. Foram entrevistados 155 corredores no local das provas, sendo 35 mulheres (22,58%) e 120 homens (77,41%). Através de um questionário preenchido pelos entrevistadores, verificou-se diversas questões relativas ao ambiente de treinamento e hábitos dos atletas, além da intensidade da dor quando presente. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um grupo foi formado pelos corredores que apresentavam queixa de dor musculoesquelética no momento da entrevista, e foi intitulado como Grupo com Dor (GD), formado por 39 corredores (25,16%). O outro grupo foi composto pelos atletas que não tinham nenhuma queixa, ou dor, composto por 116 corredores (74,83%), sendo intitulado como grupo sem dor (GS). Foi feita uma análise descritiva das variáveis analisadas, além da comparação entre os resultados obtidos entre os os grupo através do Teste de Wilcoxon. Para a comparação entre as varáveis foi utilizado o método de Correlação de Spearman, foi utilizado um α de 0,05.

Resultados: a média de idade entre os dois grupos foi semelhante, o GD obteve média de idade de 38,2 anos e o GS de 37,8 anos. Quando comparado o IMC, observou-se que o GD obteve a média de IMC de 23,6 e o GS obteve média de 24,3. Em relação às outras variáveis, o tipo de piso predominante durante os treinos para o GD foi à esteira (31,48%), enquanto que para o GS foi o asfalto (57,39%). A quilometragem semanal teve uma média de 39,6 kilometros para o GD e 30,3 kilometros para o GS, e o número de treinos realizados na semana, teve uma média de 4 treinos/sem. para o GD, e 3,3 treinos/sem. para o GS. A prevalência de dor teve uma diferença estatisticamente significante, quando comparado com o número de treinos (p=0,03) por semana e a quilometragem semanal percorrida (p=0,01) entre os corredores. Observou-se que os resultados encontrados nessa pesquisa corroboram com os dados encontrados em outros trabalhos que tiveram objetivos semelhantes, em que se observa a associação do aumento de queixas, ou lesões musculoesqueléticas, com o aumento do volume de treinamento semanal.

Conclusão: a prevalência de dor está relacionada com um volume de treinamento semanal maior.

 


PREVALÊNCIA DE DOR MUSCULOESQUELÉTICA EM IDOSOS QUE PRATICAM ATIVIDADE FÍSICA

ORDEM: P027
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO SUL IPA
AUTORES: [ALVES, ADALGISA PEDERSEN] , [MEDEIROS, CAROLINE CABEZUDO] , [BACCHI, CAROLINE DE ANDRADE] , [MATOS, MAURO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Verificar a prevalência de sintomas referidos de dor musculoesquelética em um grupo de idosos que praticam atividade física regularmente. Material e métodos: A população do presente estudo foi constituída de 57 idosos praticantes de atividade física. Foram coletados os seguintes dados: nome, idade, massa corporal e estatura, tempo que realiza atividade física, horas por semana que realiza atividade física. As informações sobre a prevalência de sintomas de dor musculoesquelética foram coletadas por meio de um questionário (Kourinka,1987) já validado na cultura brasileira, pré-codificado e aplicado pelos próprios pesquisadores. A presença de dor referida foi estabelecida através da identificação de regiões anatômicas e visavam saber se o entrevistado tem ou teve dor ou desconforto no respectivo local durante os últimos 12 meses, bem como se esta dor limita as AVD´s e se está em curso na última semana. Trata-se de estudo observacional de corte transversal Em que foram utilizados para análise dos resultados média, desvio padrão e percentuais. Resultados:A idade média foi de 68,46 ± 5,68 anos, sendo 41(71,92%) do sexo feminino e 16(28%) do sexo masculino. Verificou-se o tempo médio de 8,27 ± 11,02 anos de prática de atividade física (câmbio, caminhada e alongamentos) e um volume médio de treino de 4,35 ± 1,77 horas por semana. A dor na coluna lombar no último ano teve prevalência de (40,35%), seguida de dor na cervical e nos ombros (35,09%) e nos joelhos 33,33%. As áreas anatômicas que ao serem acometidas ocasionaram limitações nas AVD’s no último ano foram principalmente os cotovelos (33,33%), coluna lombar (30,43%), ombros (25%), punhos/mãos e coluna torácica (20%). Já a prevalência de sintomas de dor musculoesquelética na última semana foi maior na coluna torácica (80%), nos cotovelos foi de 66,66%, na coluna lombar 65,21%, quadril/coxas e cervical foi de 50%. Conclusão: O presente estudo verificou alta prevalência de sintomas de dor musculoesquelética, no último ano, na região lombar, cervical e ombros. Os resultados estão de acordo com a literatura, pois diversos estudos já relatam a dor na lombar com freqüência em idosos. A cervical e os ombros são áreas anatômicas muito recrutadas durante os jogos de câmbio, sendo necessário um cuidado maior nessas regiões. Os resultados sugerem um programa de exercícios preventivos com ênfase nas regiões anatômicas mais acometidas.

 


PREVALÊNCIA DE DOR MUSCULOESQUELÉTICA EM IDOSOS QUE PRATICAM ATIVIDADE FÍSICA

ORDEM: P028
ÁREA: PÔSTER - EPIDEMIOLOGIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO SUL IPA
AUTORES: [ALVES, ADALGISA PEDERSEN] , [MEDEIROS, CAROLINE CABEZUDO] , [BACCHI, CAROLINE DE ANDRADE] , [MATOS, MAURO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Verificar a prevalência de sintomas referidos de dor musculoesquelética em um grupo de idosos que praticam atividade física regularmente. Material e métodos: A população do presente estudo foi constituída de 57 idosos praticantes de atividade física. Foram coletados os seguintes dados: nome, idade, massa corporal e estatura, tempo que realiza atividade física, horas por semana que realiza atividade física. As informações sobre a prevalência de sintomas de dor musculoesquelética foram coletadas por meio de um questionário (Kourinka,1987) já validado na cultura brasileira, pré-codificado e aplicado pelos próprios pesquisadores. A presença de dor referida foi estabelecida através da identificação de regiões anatômicas e visavam saber se o entrevistado tem ou teve dor ou desconforto no respectivo local durante os últimos 12 meses, bem como se esta dor limita as AVD´s e se está em curso na última semana. Trata-se de estudo observacional de corte transversal Em que foram utilizados para análise dos resultados média, desvio padrão e percentuais. Resultados:A idade média foi de 68,46 ± 5,68 anos, sendo 41(71,92%) do sexo feminino e 16(28%) do sexo masculino. Verificou-se o tempo médio de 8,27 ± 11,02 anos de prática de atividade física (câmbio, caminhada e alongamentos) e um volume médio de treino de 4,35 ± 1,77 horas por semana. A dor na coluna lombar no último ano teve prevalência de (40,35%), seguida de dor na cervical e nos ombros (35,09%) e nos joelhos 33,33%. As áreas anatômicas que ao serem acometidas ocasionaram limitações nas AVD’s no último ano foram principalmente os cotovelos (33,33%), coluna lombar (30,43%), ombros (25%), punhos/mãos e coluna torácica (20%). Já a prevalência de sintomas de dor musculoesquelética na última semana foi maior na coluna torácica (80%), nos cotovelos foi de 66,66%, na coluna lombar 65,21%, quadril/coxas e cervical foi de 50%. Conclusão: O presente estudo verificou alta prevalência de sintomas de dor musculoesquelética, no último ano, na região lombar, cervical e ombros. Os resultados estão de acordo com a literatura, pois diversos estudos já relatam a dor na lombar com freqüência em idosos. A cervical e os ombros são áreas anatômicas muito recrutadas durante os jogos de câmbio, sendo necessário um cuidado maior nessas regiões. Os resultados sugerem um programa de exercícios preventivos com ênfase nas regiões anatômicas mais acometidas.

 


 



A INFLUÊNCIA DO LASER 830NM NO DESEMPENHO DOS SALTOS DE VOLEIBOL FEMININO

ORDEM: P029
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA
AUTORES: [MACIEL, THIAGO DOS SANTOS] , [SILVA, JEFFERSON] , [SAMPAIO-JORGE, F.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 



Introdução: O LASER terapêutico de baixa potência (LTBP) tem sido muito utilizado terapeuticamente nos últimos anos, entretanto há poucos estudos relatando a utilização deste recurso na prática desportiva visando melhorar o desempenho dos saltos em atletas. Objetivo: Verificar se existe correlação entre LTBP e o desempenho dos saltos, após a fadiga da musculatura do tríceps sural em atletas de voleibol feminino. Desenho do estudo: Estudo laboratorial controlado duplo cego randomizado cruzado. Amostra: A população de estudo foi formada por atletas universitários de voleibol feminino ISECENSA em Campos dos Goytacazes-RJ, constituindo uma amostra 7 participantes. Local do estudo: Laboratório de Analise do Movimento dos Institutos Superiores de Ensino do CENSA. Intervenção: Aplicação de laser 830nm, 11J/cm2 por 22 segundos de forma pontual no tríceps sural, após realização da fadiga no dinamômetro de cadeia cinemática fechada no movimente de plante-flexão. Estatística: Os dados foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro-Wilk e por apresentarem distribuição normal foi utilizado o teste t de student unicaldal com índice de significância de p<0,05 Resultados: Foram encontrados nas amostras redução significativa (p<0,05) no grupo LASER placebo em relação a distancia do salto horizontal e também no pico de força, porem não ocorreram alterações no salto vertical, na fadiga e na potência muscular. Conclusão: O LTBP 830nm influencia na manutenção do pico de força da musculatura do gastrocnêmio e sóleo e no desempenho do salto horizontal, isto pode ser atribuído a ação bioelétrica do LTBP nas moléculas de ATP e a produção de células satélites.



Palavras Chave: Fisioterapia, LASER terapêutico de baixa potência, Saltos, fadiga, EMG e voleibol.

 


A INFLUÊNCIA DO TREINO DE FORTALECIMENTO MUSCULAR SOBRE A FORÇA MUSCULAR E O EQUILÍBRIO ESTÁTICO

ORDEM: P030
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: CURSO DE FISIOTERAPIA, DEPARTAMENTO DE BIOMECÂNICA, MEDICINA E REABILITAÇÃO DO APARELHO LOCOMOTOR, FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO, USP
AUTORES: [MARIANO, F.P.] , [FURUTA, G.H.] , [ABREU, D.C.C.] , [SANTIAGO, H.A.R.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O processo de envelhecimento provoca alterações biomecânicas como a diminuição da capacidade física, da força muscular, do tecido ósseo e das respostas reflexas; com essas mudanças, a qualidade de vida dos idosos pode ser prejudicada. O presente estudo teve o objetivo de avaliar a efetividade de um tratamento de fortalecimento muscular, sobre a força muscular e o equilíbrio estático em mulheres idosas. Foram recrutadas 6 voluntárias, com idade média de 66,7 ± 4,36 anos, altura média de 1,55 ± 0,08 metros e peso médio de 64,9 ± 7,17 kg, sedentárias, sem qualquer problema de saúde que pudesse interferir no tratamento e nas avaliações. As voluntárias passaram pelas avaliações de força muscular através do teste de uma repetição máxima (1RM) no quadríceps e nos ísquiostibias, tanto no membro direito como no esquerdo. Para o equilíbrio foi utilizado o Sistema Polhemus (POLHEMUS® 3SPACE ISOTRACK II), que mediu o deslocamento antero-posterior em centímetros, com um sensor magnético localizado na região sacral (S2), nas seguintes condições estáticas por 90 segundos: Plataforma Fixa Olhos Abertos (PFOA), Plataforma Fixa Olhos Fechados (PFOF), Plataforma Instável Olhos Abertos (PIOA) e Plataforma Instável Olhos Fechados (PIOF). Nas condições PFOA e PIOA foram pedidos para as voluntárias fixarem o olhar em um alvo no nível dos olhos localizado a dois metros delas. Essas avaliações foram feitas pré e pós-tratamento, o qual foi realizado 2 vezes por semana, durante 3 meses e com duração de uma hora cada sessão. O protocolo de tratamento foi constituído de um treino muscular para membros inferiores e tronco, sendo executado com 60% de 1RM e progredindo até 85% de 1RM no final do treinamento. Houve uma diferença significativa (p<0,05) através da analise T-Student, em todas as posições do teste de 1RM, quadríceps e ísquiostibias, tanto direito como esquerdo e nas posições PFOF, PIOA e PIOF. Logo, o estudo demonstrou que este protocolo de fortalecimento muscular levou a uma melhora da força muscular e do equilíbrio; apesar de na condição PFOA, a melhora não tenha sido significativa. Acredita-se que com o treinamento, o sistema proprioceptivo tenha sido estimulado, o que repercutiu positivamente na melhora do equilíbrio de forma geral, ajudando na manutenção do controle postural mesmo na ausência do sistema visual. Porém são necessários estudos com “n” mais amplo para conclusões mais efetivas.

 


ANÁLISE DOS EFEITOS IMEDIATOS DA EENM NA DISTÂNCIA HORIZONTAL DO SALTO UNIPODAL EM ATLETAS DA EQUIPE MASCULINA DE HANDEBOL DA UFRN – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE.

ORDEM: P031
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
AUTORES: [CHAVES, GABRIELA SUÉLLEN DA SILVA] , [RIBEIRO, MARÍLIA DE OLIVEIRA] , [SILVA, RAPHAELLA OLIVEIRA ELIAS DA] , [BRASILEIRO, JAMILSON SIMÕES]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Avaliar os efeitos da Estimulação Elétrica Neuromuscular sobre a performance do salto unipodal, com deslocamento horizontal, em atletas de handebol do sexo masculino. MATERIAL E MÉTODOS: Participaram do estudo 18 atletas de handebol com idade média de 21 anos e IMC de 24,9, divididos em 2 grupos, o experimental e o controle. Para serem incluídos no estudo os atletas não poderiam apresentar lesões no MI dominante. Após um breve aquecimento, os atletas foram encaminhados para a mensuração da distância horizontal do salto unipodal. A avaliação do salto consistiu na utilização de uma área padrão com marcação de partida. A extremidade anterior do MI dominante dos atletas foi posicionada sobre a marcação para iniciar o teste. Após o salto, a distância do ponto mais anterior do hálux até a marcação foi medida com uma fita métrica. O movimento foi treinado por duas vezes, e em seguida os saltos foram executados 3 vezes, sendo considerado o salto de maior distância para fins estatísticos.A EENM foi realizada no grupo experimental usando a corrente russa, com rampas 1s cada, tempo 5:10s ON/OFF, por um total de 20 repetições, no nível motor, na máxima amplitude suportada pelos atletas. O grupo controle realizou contração isométrica voluntária do quadríceps, seguindo o mesmo tempo de contração. Os dois grupos realizaram as contrações do quadríceps com articulação do joelho à 60º.Após a realização das contrações isométricas, os dois grupos foram submetidos a 3 novos saltos.Para avaliar a homogeneidade dos grupos, quanto aos parâmetros antropométricos, foi realizado o teste T de Student. Como foi aceita a normalidade para os valores das distâncias dos saltos, essa variável também foi analisada pelo mesmo teste. RESULTADOS: Os atletas do grupo experimental no pré-teste alcançaram a distância horizontal média de 180 ± 24 cm. Após a EENM, os atletas do mesmo grupo alcançaram a distância horizontal média 190 ± 19 cm, com p=0.0498. Os atletas do grupo controle, no pré-teste obtiveram a distância horizontal média de 179 ± 32 cm, e no pós-teste, os mesmos alcançaram a distância horizontal média de 192 ± 17 cm, com p=0.14 CONCLUSÃO: No presente estudo, observamos uma melhora da performance do salto unipodal com deslocamento horizontal nos atletas submetidos a EENM, quando comparados ao grupo controle.

 


ANÁLISE DOS EFEITOS IMEDIATOS DA EENM NO TORQUE EXTENSOR DO QUADRÍCEPS EM ATLETAS DA EQUIPE MASCULINA DE HANDEBOL DA UFRN – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE.

ORDEM: P032
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
AUTORES: [FELISMINO, AMANDA SOARES] , [OLIVEIRA, JULIANA SOUZA DE] , [MOREIRA, MAYLE ANDRADE] , [BRASILEIRO, JAMILSON SIMÕES]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Analisar os efeitos da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) no pico de torque (PT), pico de torque/peso corpo, tempo de pico de torque e pico de torque médio extensor do joelho em atletas de handebol do sexo masculino da UFRN. MATERIAL E MÉTODOS: Participaram do estudo 18 atletas de handebol com idade média de 21 anos e IMC de 24,9, divididos em 2 grupos, o experimental e o controle. Para serem incluídos no estudo os atletas não poderiam apresentar lesões no MI dominante. Utilizou-se para realização das medidas de função muscular o dinamômetro isocinético computadorizado da marca Biodex 3. Foramanalisados o pico de torque, pico de torque/peso corpo, tempo de pico de torque e pico de torque médio nas velocidades de 60º/s e 180º/s para extensão concêntrica do joelho antes e depois da EENM. Após um breve aquecimento, os sujeitos foram posicionados ao dinamômetro isocinético, sendo realizada 1 série de 5 repetições em cada velocidade. Todos os testes foram realizados com estímulo verbal, a fim de motivar esforço máximo.A EENM foi realizada no grupo experimental usando a corrente russa, tendo como rampas 1s cada, tempo 5:10s ON/OFF num total de 20 repetições no nível motor, na máxima amplitude suportada pelos atletas associado à contração isométrica. O grupo controle realizou contração isométrica voluntária do quadríceps seguindo os mesmos parâmetros de tempo. Os dois grupos realizaram as contrações com joelho à 60º.Para avaliar a homogeneidade dos grupos, quanto aos parâmetros antropométricos, foi realizada a média e o teste T de Student. Para a análise das variáveis do torque foi realizado o mesmo teste quando a normalidade foi aceita e o teste de Wilcoxon quando a mesma foi rejeitada. RESULTADOS: Demonstrou-se que o tempo de pico de torque a 60°/s para o grupo controle revelou significância (p=0,02). No grupo experimental, não foram reveladas alterações significativas (p=0,26) nos valores pré e pós EENM. Na análise dos valores do tempo de pico de torque a 180°/s, observaram-se alterações significativas nos valores pré e pós tanto no grupo experimental, (p=0,018), quanto no controle (p=0,008). CONCLUSÃO: A EENM não modificou o pico de torque, pico de torque/peso corpo nem pico de torque médio extensor do joelho. Foi observada uma redução do tempo de pico de torque em ambos os grupos, sem diferença entre eles, o que impossibilita afirmar que a EENM foi responsável por esta redução.

 


AVALIAÇÃO DA POSTURA CORPORAL ESTÁTICA NO PLANO FRONTAL A PARTIR DE IMAGEM DIGITAL

ORDEM: P033
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
AUTORES: [FURLANETTO, TÁSSIA S.] , [COMERLATO, TATIANA] , [LOSS, JEFFERSON F.] , [CANDOTTI, CLÁUDIA T.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: verificar a validade de um protocolo de avaliação postural estática no plano frontal, desenvolvido no software Avaliação Postural a Partir de Imagens Digitais (APPID), através da comparação de seus resultados com os obtidos pelo exame de Raios-X. Materiais e métodos: O protocolo de avaliação postural e o exame de Raios-X da coluna vertebral, ambos no plano frontal e em ortostase, foram realizados, consecutivamente, em 24 indivíduos. O protocolo de avaliação postural consistiu na palpação e marcação, com marcadores reflexivos contendo chumbo, de processos espinhosos (PE) das vértebras C7, T2, T4, T6, T8, T10, T12, L2, L4 e S2 e na aquisição de registros fotográficos. Primeiramente, foi verificada, nos exames de Raios-X, a concordância entre os PE palpados e marcados e o PE da vértebra em questão, através da avaliação do posicionamento espacial dos marcadores e da distância dos mesmos ao PE da vértebra em questão. Para esta verificação, foi utilizado o procedimento de análise de variância não-paramétrica (a=0,01). Após isto, os registros fotográficos foram digitalizados no software APPID, o qual fornecia a classificação da postura (variável nominal), baseada em valores de flechas escolióticas (variáveis numéricas), sendo possível a identificação de uma escoliose. O valor da flecha escoliótica foi comparado ao valor fornecido pelo ângulo de Cobb. A identificação e classificação da escoliose fornecida pelo software APPID foram comparadas com o laudo radiográfico. Para isto, foram utilizados o Teste de Wilcoxon (variáveis nominais) e o Teste de Correlação de Pearson (variáveis numéricas) (a=0,01). Resultados: Não houve diferenças significativas entre os PE palpados e marcados e o posicionamento espacial dos marcadores (p=0,157), e nem quanto à distância dos PE palpados e marcados em relação ao PE da vértebra em questão (p=0,404). A comparação entre a classificação da postura e o laudo radiográfico não evidenciou diferenças significativas (p=0,373). Correlações significativas foram encontradas entre as flechas escolióticas e o ângulo de Cobb na região dorsal (r=0,75; p<0,001) e lombar (r=0,76; p<0,007). Conclusão: A metodologia de palpação e marcação para identificação dos PE permitiu que o software APPID fornecesse resultados válidos quanto à identificação e classificação da escoliose nos indivíduos. Assim, essa metodologia associada ao software APPID, caracteriza uma alternativa válida para avaliação da postura estática no plano frontal.

 


COMPARAÇÃO DE DUAS TÉCNICAS PARA AVALIAR A ROTAÇÃO DO OMBRO EM ATLETAS TENISTAS

ORDEM: P034
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [RABELLO, LUCAS M.] , [KARIATSUMARI, CINTHIA T.] , [PEREIRA, HUGO M.] , [CARDOSO, JEFFERSON R.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Comparar a análise cinemática e a goniometria para avaliar a medida dos ângulos de rotação da articulação do ombro de atletas infanto-juvenis praticantes de tênis. Material e métodos: Foram avaliados 51 atletas, do gênero masculino, com idade entre 08 a 18 anos praticantes de tênis da categoria infanto-juvenil filiados a CBT. A coleta dos dados iniciou com a avaliação utilizando o goniômetro e em seguida, os sujeitos foram fotografados no plano sagital direito e esquerdo seguindo a mesma ordem das medidas de goniometria (rotação medial passiva do ombro, rotação lateral passiva, seguida pela mensuração do ângulo da rotação medial ativa e rotação lateral ativa). As imagens foram avaliadas por meio do programa SAPO. A comparação entre as medidas do goniômetro e análise cinemática foi feita pela análise de variância de medidas repetidas. Resultados: A goniometria não apresentou diferença estatística em relação à análise cinemática nos movimentos de rotação medial ativa e passiva do lado dominante, contudo a comparação entre as técnicas apresentou diferença tanto para rotação medial ativa do membro não dominante como para rotação medial passiva do lado dominante. Conclusão: A partir dos resultados obtidos neste trabalho, pode-se concluir que a goniometria apresenta diferença comparada a analise cinemática somente para o movimento de rotação medial do ombro não dominante.

 


DETERMINAÇÃO DAS CARGAS NO OMBRO EM TRÊS EXERCÍCIOS DE REABILITAÇÃO COM TRÊS CARGAS DIFERENTES

ORDEM: P035
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [TOLEDO, JOELLY M.] , [RIBEIRO, DANIEL C.] , [LOSS, JEFFERSON F.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: determinar os picos de momento proximal resultante (MPR) e força proximal resultante (FPR) no ombro em alguns exercícios de reabilitação (elevação no plano escapular, flexão e abdução) em três diferentes situações de carga: sem carga (SC), com peso livre (HA) e com resistência elástica (RE). Materiais e Métodos: Participaram do estudo 21 indivíduos do sexo masculino, destros e sem histórico de lesão no ombro direito. Para análise cinemática foram utilizadas cinco câmeras digitais conectadas a cinco microcomputadores e, para análise cinética na situação de carga com RE, foi utilizada uma célula de carga. Cada indivíduo realizou cinco repetições de cada movimento com as três situações de carga em uma ordem randomizada, totalizando a participação em nove situações para análise. Um modelo matemático tridimensional foi utilizado para o cálculo do MPR e da FPR, a partir dos eixos: póstero-anterior (x), caudal-cranial (y) e médio-lateral (z). Na análise estatística dos dados a normalidade dos dados foi confirmada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Os dados de pico de MPR e FPR e ângulo de ocorrência desses picos nas três situações de carga e nos três diferentes movimentos foram comparados entre si em relação às suas magnitudes por meio do teste ANOVA two-way com um post hoc de Bonferroni (nível de significância de p< 0,05). Resultados: No eixo x e no z houve diferença estatisticamente significativa para todas as variáveis analisadas nos dois fatores. Já no eixo y o ângulo de ocorrência dos picos da FPR no fator movimento não apresentou diferença estatística. Houve interação dos fatores para o ângulo de ocorrência dos picos do MPR no eixo x e para o pico do MPR no eixo y. Conclusão: Os exercícios de reabilitação que apresentaram maior pico da FPR no eixo x e no eixo y foram o de elevação e flexão, e no eixo z o de abdução e os que apresentaram maior pico do MPR nos eixos x e y foram o de abdução, e no eixo z o de flexão e elevação. As situações de carga que apresentaram maior pico da FPR no eixo x foram a HA e a RE, e nos eixos y e z foi a HA. A situação de carga que apresentou maior pico do MPR nos três eixos foi a HA. Na tentativa de estabelecer uma classificação dos exercícios e das cargas, em alguns casos foi possível realizá-la, ordenando as variáveis biomecânicas analisadas de acordo com suas magnitudes e, de certa forma, estabelecendo critérios de progressão dos exercícios ou das cargas comumente utilizados em programas de reabilitação do ombro.

 


EFEITO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA PERFORMANCE MUSCULAR RELACIONADA À FADIGA: UMA REVISÃO

ORDEM: P036
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN
AUTORES: [MARTINS, LIZIANNE J. N. S.] , [SIGNORETTI, ANDRESSA G.] , [GOMES, CRISTIANO S.] , [VIEIRA, WOUBER H. B.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

INTRODUÇÃO: A fadiga muscular é definida como a incapacidade do músculo manter seu desempenho por um determinado tempo. Estudos tem sido realizados para desvendar os reais mecanismos envolvidos e os recursos para o seu controle. O laser de baixa intensidade é um instrumento fisioterapêutico que pode atuar no metabolismo energético e interferir na fadiga e/ou performance muscular aeróbia. Entretanto, a ação do laser na fadiga é uma linha inovadora. OBJETIVO: O propósito do estudo foi realizar uma revisão de artigos que analisem o efeito do laser de baixa intensidade sobre a performance muscular relacionada à fadiga. MATERIAL E MÉTODOS: Foram contemplados nesse trabalho todos os estudos presentes nas bases de dados LILACS, MEDLINE e no banco de teses do Portal Periódico (CAPES) envolvendo a temática. Alguns livros foram utilizados como forma de contribuir na contextualização. RESULTADOS: Oito artigos foram catalogados, de modo que as principais características consideradas nos estudos foram: os sujeitos e o número amostral, tipo de laser, número de sessões, tempo de resposta, músculo avaliado e a resposta do laser relacionado à fadiga. Em cinco artigos a amostra foi composta por humanos e em três por animais. O tipo de laser utilizado foi tanto na faixa do visível quanto do infravermelho e os parâmetros manipuláveis como, potência, energia e tempo de aplicação variaram de baixos a elevados valores. O efeito agudo foi o mais observado. Diferentes variáveis foram analisadas (limiar de lactato, repetições máximas, atividade enzimática, dentre outras), as quais mostraram respostas favoráveis frente à terapia laser no sentido de atenuação da fadiga e/ou melhora no desempenho muscular. CONCLUSÃO: Os estudos considerados nessa revisão sugerem a eficácia da terapia laser para atenuação da fadiga muscular. Contudo, na perspectiva de padronizar os parâmetros adotados e criar um protocolo de tratamento seguro e eficaz faz-se necessária a realização de mais estudos nesta área.

 


EFEITOS IMEDIATOS DO ALONGAMENTO SOBRE O NÚMERO DE ACERTOS E A PRECISÃO DO ARREMESSO DE BASQUETEBOL

ORDEM: P037
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [SILVA, AMANDA MARIA] , [DELLAROSA, BRUNO ROBERTO KAJIMOTO] , [MACEDO, CHRISTIANE S. GUERINO] , [GAETAN, CARLOS CESAR BENES]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar o efeito imediato do alongamento na precisão do movimento e número de acertos de cestas. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por oito atletas de basquetebol, gênero masculino, idade média de 17+0,75 anos e 6 +3,4 anos de treinamento. Todos os atletas foram avaliados em duas situações distintas: inicialmente cada atleta realizou 15 lances-livre, sem aquecimento ou alongamento prévio, e na segunda avaliação (48 horas após a coleta inicial) desenvolveu-se 15 lances-livre imediatamente após o alongamento dos músculos peitoral, tríceps braquial, flexores de cotovelo, punho e dedos; todos bilateralmente, com duas repetições sustentadas por 30 segundos em cada grupo muscular. Para a coleta da precisão do arremesso foi utilizada uma filmadora Sony, com zoom digital de 800x, posicionada no meio da quadra de basquetebol, de frente para a tabela. O Zoom foi adequado para enquadrar exatamente a tabela e definir o local atingido pela bola. Os locais considerados foram: cesta direta, tabela e cesta, aro e cesta, tabela e erro, aro e erro. Utilizou-se o programa de análise de vídeo VirtualDub 1.9.4. para determinar o local atingido pela bola e definir a precisão do arremesso. Após a coleta, os dados foram analisados e comparados estatisticamente pelos testes de Shapiro Wilks e, em função da distribuição normal da amostra, aplicou-se o Teste t de Student para amostras pareadas. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Resultados: Foram observados na primeira análise (sem alongamento ou aquecimento) 8,25(DP=3,41) acertos. Onde 5,37(DP=2,82) foram cesta direta, 0,12(DP=0,35) tabela e cesta e 2,75(DP=1,83) aro e cesta, 1,62(DP=2,72) tabela e erro e 4,75(DP=2,12) aro e erro. No segundo dia de coleta estabeleceu-se 10,62 (DP=3,02) acertos com 6,87(DP=3,13) cestas diretas, 0,62(DP=0,91) tabela e cesta, 3,12(DP=1,64) aro e cesta, 0,87(DP=0,99) tabela e erro e 3,25(DP=2,60) aro e erro. A análise estatística dos acertos apontou p=0,01, para as cestas diretas p=0,06, para os arremessos com tabela e cesta p=0,05, aro e cesta p=0,37, tabela e erro p= 0,18 e aro e erro p= 0,02. Conclusão: Pode-se concluir que o alongamento, quando realizado imediatamente antes do lance-livre, aumenta o numero de acertos. Ainda, a precisão parece evidenciar melhora, mas em função do tamanho da amostra não se observou diferença significativa.

 


FIDEDIGNIDADE DE UM PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO POSTURAL

ORDEM: P038
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [FURLANETTO, TÁSSIA S.] , [CHAISE, FABIANA O.] , [CANDOTTI, CLÁUDIA T.] , [LOSS, JEFFERSON F.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: apresentar um protocolo de avaliação postural, avaliando o grau de reprodutibilidade, no que se refere à condição tempo (grau de fidedignidade), da utilização de um software de avaliação postural como ferramenta para realizar avaliações posturais. Materiais e métodos: Foram avaliados 15 indivíduos, em dois dias diferentes, com intervalo de uma semana entre eles, pelo mesmo avaliador. O protocolo de avaliação postural consistiu em palpação e marcação de pontos anatômicos (PA), colocação de marcadores reflexivos sobre os PA e registros fotográficos digitais da postura ereta nos planos sagital (perfil direito) e frontal (costas). No plano sagital, foram marcados os PA: lóbulo da orelha, acrômio, cicatriz umbilical, espinha ilíaca póstero-superior (EIPS), espinha ilíaca ântero-superior (EIAS), trocânter maior do fêmur, côndilo lateral do joelho, fossa anterior ao maléolo externo, processos espinhosos das vértebras C7, T6, L4 e S2. No plano frontal, foram marcados PA bilateralmente: acrômios, ângulos inferiores das escápulas, EIPS e calcanhares, e processos espinhosos das vértebras C7, T2, T4, T6, T8, T10, T12, L2, L4 e S2. Para a análise da postura, foram digitalizados os PA, utilizando o software APPID (Avaliação Postural a Partir de Imagem Digital), o qual fornecia informações numéricas a partir dos valores de estatura e de flechas sagitais e escolióticas (variáveis numéricas), através das quais se obtinha a classificação da postura de cada indivíduo (variáveis nominais categorizadas). O tratamento estatístico das variáveis numéricas foi através de múltiplas ANOVA one-way, Teste de Correlação de Pearson e Coeficiente de Correlação Intra-Classe, enquanto das variáveis nominais foi Teste de Wilcoxon e Teste de Correlação de Spearman. (a=0,01). Resultados: Os resultados fornecidos pelo APPID não apresentaram diferenças significativas entre os dois dias de avaliação (p>0,175). Correlações significativas foram encontradas para a totalidade das variáveis estudadas (p<0,01): (1) variáveis numéricas – flecha cervical (r=0,920), flecha dorsal (r=0,913) e flecha lombar (r=0,708); e (2) variáveis nominais – curvatura cervical (r=0,742), curvatura dorsal (r=0,964), curvatura lombar (r=0,666) e curvatura escoliótica (r=0,985). Conclusão: O APPID forneceu informações consistentes sobre a postura dos indivíduos, portanto o conjunto do protocolo de avaliação postural apresenta fidedignidade e pode ser utilizado para avaliar a postura dos indivíduos.

 


FISIOTERAPEUTA EM COMISSÕES TÉCNICAS DE VOLEIBOL: UMA ANÁLISE DA SUA ATUAÇÃO NAS SELEÇÕES DE BRASIL E PORTUGAL.

ORDEM: P039
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
AUTORES: [ZANCHET, MARCOS A.] , [MOREIRA, FLAVIANO] , [ROCHEFORT, RENATO S.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo:
O objetivo do estudo foi identificar e descrever a atuação dos profissionais de comissões técnicas de seleções esportivas de alto nível com destaque ao papel do fisioterapeuta.
Material e Métodos:


O estudo foi realizado com as comissões técnicas das seleções nacionais de voleibol masculino do Brasil e de Portugal. O estudo foi desenvolvido no período de agosto de 2008 a maio de 2009. Foi possível observar in lócus, a atuação dos fisioterapeutas que integram as comissões técnicas e coletar os dados através de entrevistas semi-estruturadas, fotografias e diário de anotações. Observamos a atuação do fisioterapeuta da Seleção Portuguesa durante 10 dias na cidade de Povoa de Varzim (Portugal). Com o fisioterapeuta da Seleção Brasileira, estivemos durante o período de 4 dias na cidade de Brusque/SC. O tempo de convivência com estes profissionais não foi utilizado como variável para análise dos dados, pois o estudo está sustentado pelas respostas obtidas nas entrevistas.
Resultados:

A atuação do fisioterapeuta nas comissões técnicas do esporte de alto nível difere da prática clínica habitual do fisioterapeuta principalmente no aspecto relacionado ao tempo para que o tratamento se torne efetivo. Nos aspectos relacionados a prática profissional, principalmente em relação as técnicas terapêuticas utilizadas com os atletas lesionados não difere da atuação convencional, com utilização de ultra-som, laser, gelo, eletroestimulação, cinesioterapia. Muitas vezes o fisioterapeuta tem poucos dias ou até mesmo horas para colocar um atleta em condições de jogo e seu trabalho transforma-se numa luta constante entre treinamento e o tratamento. Durante o treinamento os fisioterapeutas focam sua atenção nos atletas que tem limitação em alguns movimentos específicos.
Conclusão:

O fisioterapeuta que atua no esporte é um profissional com competências específicas relacionadas a prática do exercício físico, prevenção e tratamento de lesões, cabendo a ele melhorar a funcionalidade e desempenho dos atletas. Sua presença em comissões técnicas é cada vez mais necessária, pois a intensificação dos treinamentos e as exigências da melhor performance dos atletas faz com que a ocorrência de lesões seja mais freqüente. Cada profissional da comissão utiliza-se dos conhecimentos específicos de sua área para auxiliar no treinamento e preparação dos atletas.Em alguns casos a falta de equipamentos limita o trabalho do fisioterapeuta tornando-se necessário que este tenha criatividade para fazer adaptações visando oferecer as melhores condições de tratamento para o atleta.

 


FISIOTERAPIA GERANDO APRIMORAMENTO TÉCNICO EM BAILARINAS CLÁSSICAS: RESULTADOS PRELIMINARES

ORDEM: P040
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO IPA
AUTORES: [GONTIJO, KAANDA N.S.] , [NEVES, TÁSSILA G.] , [BRITO, CARLA I.B.] , [SILVA, FABIANA C.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

INTRODUÇÃO E OBJETIVO - A beleza corporal, a visão, a precisão, a coordenação, a tenacidade, a imaginação, a expressão e a flexibilidade são a essência do ensino da dança. A evolução da técnica do ballet clássico se deu norteada pela busca de leveza e agilidade do bailarino na busca do total domínio do corpo, de seus músculos e de seus movimentos para poder utilizá-lo de forma expressiva. Buscando promover cada vez mais esta evolução técnica, sem gerar sobrecargas excessivas e prejudiciais para saúde do corpo e tendo como base seus princípios biomecânicos funcionais, coordenados e cinesiológicos, este ensaio clínico controlado e randomizado, duplo cego, vinculado ao projeto de extensão Escola de Reeducação da Postura e Movimento do Centro Universitário Metodista do IPA, teve como objetivo identificar os benefícios gerados por protocolo interventivo fisioterapêutico específico para as musculaturas iliopsoas e bíceps femoral de bailarinas clássicas no intuito de aprimorar a execução do passo Attitude en l’air devant a 90º. METODOLOGIA - A amostra foi composta de mulheres, com no mínimo 5 anos de prática de ballet clássico, pertencentes a uma escola de dança de Porto Alegre-RS. Elas foram divididas em 2 grupos: o “intervenção” realizou intervenção fisioterapêutica durante 2 meses, 2 vezes na semana, com duração de 15 minutos cada. O protocolo das sessões englobou intervenções proprioceptivas e para fortalecimento e ganho de resistência das musculaturas específicas citadas, responsáveis pela execução do passo em questão. Foram avaliados estatisticamente os ganhos técnicos significativos do grupo intervenção através de comparações entre a primeira avaliação (pré-intervenção) e a última (após 20 sessões) de cada participante e, em seguida os dados do grupo intervenção foram comparados com os da última avaliação do grupo controle, para mensurar as diferenças entre os grupos. Foram avaliadas: flexibilidade e resistência específicas do iliopsoas e bíceps femoral durante a execução do passo isometricamente, bem como a postura de cada participante. RESULTADOS PRELIMINARES – Ao final da intervenção, os tempos de isometria, executando o passo Attitude en l’air devant a 90º, tanto sentada como em ortostase, avaliados na primeira avaliação física individualmente, já foram superados por todas participantes do grupo intervenção. A análise completa dos dados, as comparações entre os grupos e os ganhos de cada bailarina serão finalizados ao final da 20º sessão.

 


ÍNDICE DE CONFIABILIDADE INTRA E INTEREXAMINADORES DA ANÁLISE DO ÂNGULO POPLÍTEO ATRAVÉS DA BIOFOTOGRAMETRIA

ORDEM: P041
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
AUTORES: [GONGORA, HELCIO] , [ROMANATTI, SANDRO V.] , [NETO, RICARDO B. D. ] , [SANTOS, GUILHERME M.L.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A avaliação e a mensuração objetiva da amplitude articular são de fundamental importância para o diagnóstico, planejamento e acompanhamento do tratamento. Com o avanço da tecnologia, a biofotogrametria começa a ser mais utilizada no meio fisioterapêutico, mensurando a quantidade de movimento articular através da fotografia digital. O ângulo poplíteo foi escolhido por ser uma medida indireta da flexibilidade da musculatura isquiotibial. A retração desse grupo muscular pode resultar em problemas posturais e produzir uma inclinação posterior da pelve, afetando a marcha e o gesto esportivo, sendo a causa de dores musculares ou articulares nos membros inferiores. Objetivos: Verificar as confiabilidades intra e inter-examinador da análise de ângulo poplíteo através da fotogrametria computadorizada, utilizando o Software para Avaliação Postural (SAPo), buscando estabelecer a repetibilidade e a reprodutibilidade do método. Materiais e Métodos: Avaliados 23 indivíduos (46 joelhos), escolhidos dentro de critérios preestabelecidos. Os registros fotográficos foram realizados com os voluntários em decúbito dorsal em uma maca. Quadril e joelho do membro inferior testado foram fletidos a 90 graus, mantendo o membro contralateral em extensão sobre a maca, não sendo permitida a flexão ativa do quadril ou joelho. Então, o joelho testado era estendido passivamente, até o ponto no qual se percebia primeira resistência ao alongamento. Neste ponto, foi feito o registro do ângulo poplíteo. Todas as fotografias foram realizadas por um único fotógrafo, respeitando o mesmo horário para a primeira e segunda séries. Os marcadores foram sempre posicionados pela mesma pessoa. Em cada série, foram realizadas duas fotografias para cada examinador (uma de cada joelho). A análise estatística da confiabilidade inter e intra-examinador foi averiguada pelos resultados do Índice de Correlação Intraclasse (ICC) dos tipos 1,1 e 3,1 no teste de correlação de Pearson, nível de significância de p<0,05. Resultados:Esta avaliação do ângulo poplíteo apresentou confiabilidade forte (ICC = 0,786) intraexaminador e confiabilidade muito forte (ICC = 0,920) interexaminador. Conclusão: A biofotogrametria é um método apropriado para a avaliação do ângulo poplíteo dentro das condições estabelecidas, devido aos valores estatísticos que confirmam a reprodutibilidade e a repetibilidade da técnica, por seus índices inter e intraexaminadores terem sido classificados com confiabilidade de forte a muito forte.

 


O ALONGAMENTO MUSCULAR PÓS-IMOBILIZAÇÃO FAVORECE A EXPRESSÃO DE COLÁGENO INTRAMUSCULAR

ORDEM: P042
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
AUTORES: [MATTIELLO-SVERZUT, A.C.] , [FURUTA, G.H.] , [POLIZELLO, J.C.] , [MARIANO, F.P.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O objetivo deste estudo foi verificar as diferenças na composição do colágeno tipo I e tipo III dos músculos sóleo e EDL de ratas submetidas às técnicas de imobilização e alongamento, buscando mimetizar e confrontar protocolos executados na prática clínica fisioterapêutica. Os grupos experimentais foram compostos por 6 animais cada, distribuídos em: Controle (GC); Imobilizado por 14 dias consecutivos (GI); Imobilizado por 14 dias e liberado (GIL); Imobilizado por 14 dias e posteriormente submetido a uma técnica de alongamento passivo manual por 10 dias consecutivos, aplicada uma vez ao dia (GIA1); Imobilizado por 14 dias e posteriormente submetido à técnica de alongamento passivo manual por 10 dias consecutivos, aplicada duas vez ao dia (GIA2). Após a conclusão do procedimento de imobilização e reabilitação, os animais foram submetidos à eutanásia e as porções ventrais dos músculos sóleo e EDL foram coletadas e congeladas em nitrogênio líquido e seccionadas em criostato para o desenvolvimento de reações de imunohistoquímica para colágenos I (COL-1, Sigma) e III (FH-7ª, Sigma). A avaliação dos diferentes tipos de colágeno do músculo sóleo e EDL foi feita de forma semiquantitativa, seguindo o protocolo descrito por Kurose et al, (2006), por três examinadores independentes. No músculo sóleo, não foi possível detectar alterações na quantidade de colágeno III entre os grupos, porém foi observado um aumento na concentração do colágeno I para os grupos imobilizados e remobilizados, quando comparados com os animais do GC, sendo esse aumento mais acentuado no GIL e GIA1. A avaliação do tecido conjuntivo intramuscular do EDL indicou discreta redução na quantidade de colágeno III para o GIL e GIA1 e aumento na quantidade de colágeno I nos animais do GI e do GIA2. Os dados obtidos para colágeno III indicam que os procedimentos adotados não influenciaram negativamente o complexo transmembrana, fragilizando a miofibra e expondo-a a lesão.Para o colágeno I, que é responsável pela resistência às cargas longitudinais, pode-se sugerir que o aumento desse colágeno observado tanto no sóleo como no EDL, após o período de imobilização e de alongamento, aumentaria o suporte à força mecânica e elasticidade muscular frente à tração dos mesmos indicando que o treino de alongamento é favorável após imobilização segmentar.

 


RESULTADO DA ANÁLISE DA FORÇA MUSCULAR DOS EXTENSORES DO TRONCO EM ATLETAS COM E SEM LOMBALGIA.

ORDEM: P043
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [ZAFANELLI, ISABELLA N.] , [RABELLO, LUCAS M.] , [MACEDO, CHRISTIANE S. G.] , [CARDOSO, JEFFERSON R.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A dor lombar é frequente em diversas modalidades esportivas, sua etiologia pode estar associada aos desequilíbrios musculares e traumas. Os músculos paravertebrais asseguram o posicionamento correto do tronco e agem como sinergistas para os movimentos dos membros. O déficit no desempenho deste grupo muscular ocasiona instabilidade, alteração no controle muscular, dor e predispõe a fadiga.O objetivo do presente estudo foi verificar a existência de diminuição da força muscular dos eretores do tronco em atletas com e sem lombalgia. Foram selecionadas, por conveniência, quatro atletas do gênero feminino em atividade, idade média de 15,8 anos, média do IMC de 22,3 kg/cm², EVA=zero, sem lesões incapacitantes, em treinamento constante (grupo 1). Para o grupo com dor lombar (grupo 2) foram selecionadas outras quatro atletas, pareadas em função da idade e modalidade com o grupo 1, com queixas de dor lombar (EVA=2,25), média de idade de 16,5 anos, IMC médio de 20,1 Kg/cm². Para a coleta da força dos extensores do tronco cada atleta foi posicionada sentada, com flexão anterior do tronco, em uma cadeira extensora com membros inferiores livres. Nesta posição, realizou três testes máximos de extensão de tronco em contração isométrica voluntária máxima e o maior valor foi estabelecido, por uma célula de carga, como referência. A célula de carga de 200 kgf foi fixada ao colete vestido na atleta e a outra extremidade à parede. Para a comparação entre os grupos foi utilizado o teste de Shapiro-Wilks e Mann Whitney-U. Todas as análises foram feitas pelo software SPSS 13.0 e a significância foi estipulada em 5% (P < 0,05). Como resultado encontrou-se 86,08 kgf para o grupo 1 e 67,77 kgf para o grupo 2 (P=0,04). Comprovou-se, nesta amostra, a diminuição significativa da força muscular dos músculos paravertebrais em atletas com lombalgia. Assim aponta-se a importância de condutas de fortalecimento muscular dos extensores do tronco na prevenção e reabilitação da lombalgia em atletas.

 


VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE MEDIDA, NÃO INVASIVO DAS CURVATURAS TORÁICA E LOMBAR DA COLUNA VERTEBRAL

ORDEM: P044
ÁREA: PÔSTER - INOVAÇÕES EM FISIOTERAPIA
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS
AUTORES: [CHAISE, FABIANA O.] , [CANDOTTI, CLÁUDIA T.] , [LOSS, JEFFERSON F.] , [FURLANETTO, TÁSSIA S.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: O objetivo do estudo foi verificar a validade das medidas dos ângulos das curvas sagitais da coluna vertebral utilizando o instrumento arcômetro, a partir da comparação com os ângulos Cobb fornecidos pelo exame de raios-X. Material e Método: Participaram do estudo 52 indivíduos que foram submetidos no mesmo dia e local aos procedimentos de exame de raios-X e mensuração com o arcômetro da coluna vertebral, sendo em ambos os procedimentos utilizada o mesmo pocisionamento para identificação e demarcação dos processos espinhosos das vértebras T1, T12, L1 e L5. Primeiramente, foi realizado o exame de raios-X em perfil fornecendo os ângulos Cobb (AC) para ambas as curvaturas. Logo após, ocorreu a mensuração com o arcômetro, onde as hastes do instrumento foram posicionadas no dorso dos indivíduos, sobre a marcação vertebral, obtendo medidas lineares que, por trigonometria, forneceram ângulos das curvaturas avaliadas (AA). Foram utilizados os testes Correlação de Pearson, teste t pareado e método de analise gráfica proposto por Bland e Altman (1986). Os resultados demonstram que existe correlação muito forte e significativa entre AA e AC (r=0,94; p<0,01), sem diferença significativa (p=0,32) entre AA e AC para a curvatura torácica e que na curvatura lombar a correlação entre AA e AC foi forte e significativa (r=0,71; p<0,01), também sem diferença significativa (p=0,30) entre AA e AC. A diferença média entre AC e AA foi de -1,4º e de -1,65º, indicando AA é em média maior que AC, tanto para a convexidade torácica, como para a concavidade lombar, o que sugere concordância entre AC e AA para ambas as curvaturas. Conclusão: O arcômetro possibilitou quantificar as curvaturas, torácica e lombar, sendo considerado válido para avaliação das mesmas no plano sagital

 


 



A ESTABILIDADE DINÂMICA DURANTE A CORRIDA DE ATLETAS DE FUTSAL COM E SEM O USO DE BANDAGENS FUNCIONAIS

ORDEM: P045
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [FERRER, RM] , [PEYRÉ-TARTARUGA, LA] , [PORTELLA, G] , [PACHECO, ADRIANA MORÉ]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo:Investigar se o uso de bandagem funcional em atletas de futsal altera a estabilidade dinâmica da corrida. Material e Métodos Esta pesquisa teve como amostra dois atletas de futsal do sexo masculino: o atleta A de 19 anos, 69,1 kg, estatura de 181,5 cm e comprimento do membro inferior de 96 cm; e o atleta B de 23 anos, 69,3 kg, estatura de 179 cm e comprimento do membro inferior de 92 cm. Para a filmagem em 2D utilizou-se uma câmera de vídeo com freqüência de 50 Hz posicionada a 3 metros do membro inferior dominante do atleta, além de ataduras de algodão, poliamida e poliéster, para a produção da bandagem não funcional, e esparadrapos compostos de algodão com resina acrílica para a produção da bandagem funcional. O protocolo foi constituído de um aquecimento por 5 minutos, para depois o atleta correr em uma esteira rolante com velocidade em torno de 10 km/h por 90 segundos,finalizando auma corrida de 14 km/h por mais 90 segundos. Esta atividade foi repetida com o atleta sem a bandagem, com uma bandagem não funcional e com uma bandagem funcional, tendo um intervalo de 5 minutos entre os testes. Admitiu-se que o início do ciclo da passada era determinado pelo primeiro toque do pé direito do atleta na esteira, e o fim do mesmo ciclo de passada, pelo próximo toque do mesmo pé. Foi calculado o coeficiente de variação do tempo de passada (CVTP) correspondente a nove ciclos de passadas consecutivos, escolhido através da análise do vídeo pelo software Dvideow 5.0.
Resultados Os valores do CVTP dos dois sujeitos pesquisados em cada situação de bandagem e nas duas velocidades de corrida estão discriminados abaixo:
Atleta A (10 Km/h): SB = 2,52; BNF = 1,83 e BF = 1,29
Atleta A (14 km/h): SB = 1,91; BNF = 1,94 e BF = 1,41
Atleta B (10 Km/h): SB = 2,27; BNF = 3,10 e BF = 1,44
Atleta B (14 Km/h): SB = 1,95; BNF = 5,97 e BF = 2,21
Quanto menor o CVTP, mais controlada e segura é a locomoção. Comparando as situações de uso de bandagem, nota-se que a corrida com uma bandagem não funcional (BNF) tem menor estabilidade e, conseqüentemente, maior risco de lesão. Além disso, os resultados demonstram que a bandagem funcional (BF) apresentou maior estabilidade, inclusive em relação a corrida sem bandagem (SB).
Conclusão Comparando as situações de bandagens, os resultados evidenciam que o uso da bandagem funcional fornece maior estabilização durante a corrida, comprovando, dessa forma, sua função de prevenção contra lesões.

 


A FUNÇÃO TÉCNICA E A FUNÇÃO FISIOLÓGICA NA ORGANIZAÇÃO MUSCULAR DOS MEMBROS INFERIORES DE BAILARINAS: QUANDO A TÉCNICA FALA MAIS ALTO QUE A FISIOLOGIA HUMANA

ORDEM: P046
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO IPA
AUTORES: [GONTIJO, KAANDA N.S.] , [BRITO, CARLA I.B.] , [SILVA, FABIANA C.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

INTRODUÇÃO: Este trabalho está vinculado ao projeto de extensão Escola de Reeducação da Postura e Movimento do Centro Universitário Metodista do IPA e objetiva discutir as divergências mecânicas entre fisiologia humana e solicitações técnicas do ballet clássico no que diz respeito à organização muscular dos membros inferiores (MI) sob novas perspectivas de elaboração de tratamentos fisioterapêuticos (TF) preventivos para bailarinos. METODOLOGIA: A base do ballet clássico é a rotação externa (RE) dos pés e pernas: posição en dehors. Em muitas situações, sua técnica diverge da fisiologia humana. Analisou-se o passo attitude devant en l’air (ADE) - flexão (FL) da coxofemoral (CXF), estando esta em RE máxima, joelho semifletido, tíbia em RE, plantiflexão de tornozelo e FL de artelhos máximas, enquanto o outro MI mantém-se na posição en dehors com o joelho estendido. Fisiologicamente, durante a FL da CXF há a ação do iliopsoas que tem parâmetro rotador interno (RI), considerando sua ação sobre a cabeça femoral e RE, com relação à diáfise femoral. Esta FL se associa à RI articular devido ao ângulo de anteversão do colo femoral, que quanto maior, mais anteriorizará a cabeça femoral, aumentando a RI. Essa RI é estrutural e deve ser equilibrada pelos músculos e, nas bailarinas, de acordo com a técnica, a RE deve ser maior e mantida durante a realização de todos os passos. Porém, observando platôs tibiais e côndilos femorais no plano horizontal durante a FL, vemos que há ação predominante dos músculos da pata de ganso, RI do joelho. Seguindo-se à biomecânica articular desse movimento, sob a ação do iliopsoas, a FL do joelho é acompanhada pela RI automática da tíbia. O que vai de encontro à orientação técnica: realizá-la com o máximo de RE da CXF associada à semiflexão do joelho e à RE da tíbia para executar o ADE. RESULTADO: TF focados na reorganização das forças espiraladas musculares que agem sobre os MI, enfatizando a RE da coxa e a RI da perna, são válidos para qualquer paciente, atleta ou não. O que muda no TF de atletas é que esta reorganização teria como objetivo melhorar a coordenação motora focada no reforço muscular dentro do gesto esportivo específico de cada um, gerando aprimoramento técnico. CONCLUSÃO: Para as bailarinas, a RE da coxa e RI da perna gerariam melhor coordenação motora dos MI e mais equilíbrio na distribuição das forças entre os músculos chaves para executar o en dehors, evitando sobrecargas e prevenindo lesões.

 


A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO PROPRIOCEPTIVO EM ATLETAS DE BASQUETE COMO FORMA DE PREVENÇÃO DE ENTORSE DE TORNOZELO

ORDEM: P047
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
AUTORES: [FAZIO, RODRIGO A.] , [TOLEDO, FABRÍCIO] , [POGETTI, VITOR L.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Este trabalho tem o objetivo de fornecer um melhor conhecimento sobre exercícios proprioceptivos designados á prevenção de lesões de entorse de tornozelo na prática esportiva. Foi utilizada uma ampla revisão de literatura, através dos mais recentes artigos publicados nacionalmente e internacionalmente sobre os exercícios proprioceptivos preventivos e a realização de uma avaliação de instabilidade no Biodex Balance System da Escola Paulista de Medicina - Unifesp (CETE). Para realização deste estudo, os atletas com idade entre 13 e 15 anos, da categoria mirim e infantil, sendo 10 atletas da categoria mirim e 12 atletas da categoria infantil do Club Athletico Paulistano (CAP). Otreinamento proprioceptivo teve duração de seis meses, sendo realizada um avaliação pré e uma reavaliação após esse período. O tempo de treinamento desses atletas consiste em quatros horas, sendo: uma hora de preparação física, trinta minutos de descanso, trinta minutos de treinamento proprioceptivo e duas horas de treinamento específico da modalidade, os mesmos realizaram um protocolo de avaliação(teste) no Biodex. A cada teste realizado, foi emitido um relatório pelo software com os cálculos dos índices de estabilidade. Os resultados obtidos foram encaminhados para análise estatística a fim de determinar os índices de equilíbrio postural, em indivíduos esportistas com lesões de entorse de tornozelo. As variáveis irão ser representadas por média e desvio padrão(DP).
Concluído o estudo, foi possível observar que a utilização desses exercicios reduziuas lesões específicas ou gerais de membros inferiores no basquetebol e por isto, estes exercícios podem ser mais uma alternativa para a redução da incidência de lesões relacionadas a práticas dessa modalidade.

 


A INCIDÊNCIA DE LESÕES NOS ATLETAS DA SELEÇÃO PORTUGUESA DE VOLEIBOL NO ANO DE 2008.

ORDEM: P048
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
AUTORES: [ZANCHET, MARCOS A.] , [MOREIRA, FLAVIANO] , [ROCHEFORT, RENATO S.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo:

O objetivo do presente estudo foi averiguar a incidência de lesões e verificar se é realizado trabalho de prevenção nos atletas que fizeram parte da seleção de voleibol masculina adulta de Portugal no ano de 2008.

Materiais e Métodos:

Foram analisados os relatórios técnicos da equipe que continham os pareceres fisioterapêuticos sobre as condições de saúde e as lesões sofridas pelos 16 atletas que fizeram parte da Seleção Portuguesa no período compreendido entre maio e agosto de 2008 e a descrição das condutas utilizadas durante esse período. Os dados foram analisados através do programa Microsoft Excel para Windows.

Resultados:

Durante o período do estudo, 62,5% dos atletas apresentaram algum tipo de lesão, sendo os membros inferiores a região mais acometida com 58,82%, seguido pela região de tronco com 23,52%.s O tipo de lesão mais freqüentes foi o desconforto muscular (espasmos e contusões) que somados totalizaram 76,46%, sendo a musculatura do quadríceps femoral a mais acometida com 30,79%. O trabalho preventivo para as lesões não foi realizado durante as atividades dos atletas junto a seleção em função do curto período disponível para treinamento e preparação dos atletas e também pela limitação de recursos matérias disponíveis para o trabalho dos profissionais de comissão técnica.

Conclusão:

O conhecimento das lesões mais comuns com atletas de voleibol, assim como seus mecanismos de lesões podem facilitar o tratamento, o diagnóstico, a reabilitação e a adoção de medidas preventivas. Observou-se uma alta incidência de lesões em atletas profissionais de voleibol o que nos permite inferir que tal fato se deve, principalmente, aos gestos esportivos que são executados neste esporte, devido suas características de movimentos de alta complexidade e de natureza explosiva e repetitiva, solicitados de forma rápida e com caráter intenso. Concluímos, também, que a alta incidência de lesões pode ser decorrente da falta de prevenção, que atualmente torna-se um aspecto fundamental para a maximização do rendimento dos jogadores.

 


ANÁLISE COMPARATIVA DO IMPULSO VERTICAL APÓS TREINAMENTO RESISTIDO OU PLIOMÉTRICO EM ATLETAS JUVENIS DE BASQUETE

ORDEM: P049
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS (FTC), UNIVERSIDADE TIRADENTES (UNIT), UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS)
AUTORES: [OLIVEIRA, PAULO M.] , [LIMA, KARISE A.] , [SILVA, RENATA M.] , [MENEZES, CESAR O.M.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Esta pesquisa objetivou verificar os efeitos do treinamento resistido ou pliométrico sobre a força explosiva para ganho na impulsão vertical em atletas de basquete. A casuística constou de 13 adolescentes entre 16 e 18 anos, do sexo masculino, distribuídos em dois grupos: treinamento resistido (Grupo A), submetidos a séries explosivas (moderada carga em alta velocidade) no Leg-Press a 45° de marca GERVASPORT e treinamento pliométrico (Grupo B), caracterizado por saltos em profundidade (modalidade jump do basquete), sendo colhida a EAVD (Escala Analógica Visual da Dor) pré e pós-atividades em ambas as técnicas. Os treinos foram realizados 2 vezes por semana durante cinco semanas. No início e ao final do estudo foram avaliadas medidas antropométricas (peso, altura, perimetria de coxa, dobras cutâneas - Protocolo de Pollock), impulsão vertical (Sargeant Jump Test) e teste de 1-RM (Repetição Máxima). Os resultados evidenciaram ganhos de impulsão, força, perimetria medial no grupo A com alteração significativa (p < 0,05) e, grupo B força, perimetria medial (p < 0,05); a análise da dor foi mais intensa no ciclo estende-flexiona. Portanto, ambos os treinamentos proporcionaram aumento da força e hipertrofia muscular com baixo índice de dor, porém o exercício resistido obteve maior efeito na impulsão vertical.

 


ANÁLISE DA RESPOSTA PROPRIOCEPTIVA DOS MMII EM ATLETAS DE HANDEBOL MASCULINO REALIZANDO TREINAMENTO NA CAMA ELÁSTICA

ORDEM: P050
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP
AUTORES: [FILHO, RODRIGO A] , [CIRILO, HYGOR S.] , [SILVA, FABIO L]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 


Objetivo
O presente estudo visou analisar a influência da cama elástica no treinamento proprioceptivo dos membros inferiores em atletas do handebol masculino.
Materiais e Métodos
Foram analisados 12 (doze) atletas, do sexo masculino, das equipes de handebol da Universidade Metodista de São Paulo, categorias Junior e Adulto, os quais foram alocados em dois grupos: controle e treinamento. O método utilizado para avaliação da propriocepção foi o Sistema para estabilidade Biodex®, no complexo do Hospital do Coração localizado na cidade de São Paulo (HCor/SP). Para avaliação foram realizados testes que foram divididos em três partes distintas: Avaliação unipodal direita, esquerda e bipodal. Durante a fase de treinamento foram aplicados quatro tipos de exercícios sobre a cama elástica,ondecada um deles trazia movimentosda biomecânicado esporte.
Resultados
Para análise dos resultados foi utilizado o teste “t” Student, cujo índice de significância foi estabelecido com p< 0,05. Os resultados mostram significância estatística na avaliação bipodal do grupo de tratamento (p=0,0284), Entretanto houve insignificância estatística na avaliação bipodal do grupo controle (p=0,102), avaliação unipodal esquerda do grupo de tratamento (p=0,329) e grupo controle (p=0,347) além da avaliação unipodal direita do grupo de tratamento (p=0,399) e grupo controle (p=0,50).
Conclusão Foi observada grande evolução clinica nos atletas que participaram do grupo de tratamento. Não obstante novos estudos com maior número de amostras devem ser realizados nessa área para que haja uma comprovação estatística de que o treinamento proprioceptivo possui grande importância na prevenção de lesões em atletas de alto rendimento.
Palavras Chaves: Cama elástica; Handebol; Propriocepção; Biodex®;

 


ANÁLISE DO RITMO ESCÁPULO-UMERAL E ADM DE ROTAÇÃO DO OMBRO EM ATLETAS DE VOLEIBOL FEMININO

ORDEM: P051
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: MINAS TÊNIS CLUBE - NUCLEO DE INTEGRAÇÃO DAS CIÊNCIAS DO ESPORTE - NICE
AUTORES: [BITTENCOURT, NATALIA FN] , [PEREIRA, RICARDO DC] , [REIS, DEBORA DC] , [BOLLING, CAROLINE S]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Avaliar alterações no ritmo escápulo-umeral (REU) e a amplitude de movimento (ADM) de rotação do ombro em atletas de voleibol feminino.Materiais e métodos: Foram avaliadas 74 atletas de voleibol feminino das categorias de base do Minas Tênis Clube, com média de idade de 15,25 (+2,08) anos. O REU foi avaliado durante o movimento de abdução completa dos ombros por uma fisioterapeuta experiente e foi considerado alterado através da observação qualitativa de ativação precoce do trapézio superior e instabilidade escapular (alamento e fibrilação da escápula ). A ADM de rotação interna e externa do ombro foi avaliada com o flexímetro (Sanders®) posicionado no punho da atleta sendo que esta estava na posição de decúbito dorsal com o ombro a 90º de abdução e 90º de flexão de cotovelo.Resultados: A média da ADM de rotação interna do ombro direito (D) foi de 58,05º ±15,92 e do ombro esquerdo (E) foi de 67,81º ±13,96. O ombro D é o membro dominante em 100% das atletas desta amostra. A média da ADM de rotação externa D foi de 97,20º ±13,29 e do ombro E foi de 90,15º ±10,47. A assimetria de ADM de rotação interna entre os lados D e E foi de 21% para todo o grupo e de rotação externa foi de 10%. Os valores em percentual das assimetrias de rotação interna não foram diferentes entre as categorias. Foram encontradas alterações no REU em 47,37% do grupo.Conclusão: As atletas do voleibol feminino apresentam limitação de 21% da ADM de rotação interna do ombro direito comparado com o ombro esquerdo. Estes dados estão de acordo com estudos científicos que avaliaram atletas que realizam movimentos da mão acima da cabeça, como tênis, voleibol e beisebol. Nestes estudos a limitação de rotação interna de ombro no lado dominante acima de 10% é um fator de risco para tendinopatias de supra-espinhoso e síndrome do impacto. Além disso, aproximadamente 50% do grupo apresenta instabilidade escapular, característica que também é um fator asssociado com lesão no ombro. Dessa forma, esses dados permitiram a caracterização das alterações nas atletas de voleibol e possibilitaram o planejamento e execução de trabalhos preventivos, como alongamentos dos músculos rotadores externos na rotina de treinamento e exercícios para estabilização escapular com o objetivo de reduzir as lesões do complexo tendíneo-muscular da articulação gleno-umeral.

 


APLICAÇÃO DE CRIOIMERSÃO EM ATLETAS DURANTE A TAÇA BRASIL DE FUTSAL FEMININO

ORDEM: P052
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [CARDOSO, CAMILA DOS SANTOS] , [SANTOS, VANESSA BATISTA DA COSTA] , [MACEDO, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução: A crioterapia é um recurso comumente utilizado como tratamento no meio esportivo, obtendo bons resultados de acordo com o resfriamento alcançado pelos tecidos. Na pele, os efeitos analgésicos iniciam após a temperatura atingir aproximadamente 13,6ºC, o decréscimo de 10% da velocidade de condução nervosa ocorre a 12,5ºC e a redução em 50% da atividade metabólica enzimática entre 10ºC e 11ºC. Objetivo: verificar a resposta imediata da temperatura da pele após a crioimersão em atletas de futsal de gênero feminino. Métodos: Amostra composta por 12 atletas de futsal feminino, idade entre 19 e 25 anos, que participavam da Taça Brasil de Futsal Feminino (2009). As atletas foram submetidas ao banho de imersão por 3 minutos, imediatamente após o término dos jogos, com a temperatura d’água entre zero e sete graus. A lâmina d’água encontrava-se entre o trocânter maior do fêmur e a espinha ilíaca antero superior e as medidas foram realizadas no terço médio do músculo reto anterior da coxa. As variáveis analisadas foram: temperatura pré e pós-aplicação nos membros inferiores direito (MID) e esquerdo (MIE). Para mensurar a temperatura da água e da pele foi utilizado um termômetro digital infravermelho. A análise estatística foi feita através dos cálculos de média e desvio padrão (DP). Resultados: A média de idade das atletas foi de 22,75 anos, e treinamento de cinco a sete vezes por semana, sendo a média de treinamento na categoria profissional de 8,75 anos. As médias de peso e altura foram respectivamente 59,75kg e 1,65m, o IMC encontra-se no padrão de normalidade, segundo a OMS (18,5 a 25). Na análise estatística a média de temperatura inicial na coxa direita foi de 30,4ºC (DP: 1,11) e na esquerda de 30,5ºC (DP:0,98), enquanto a final foi 10,14º (DP: 1,79) no MID, e 10,5º (DP: 1,27) no MIE. Todas as atletas atingiram a temperatura igual ou menor que 13,6ºC (efeito analgésico), 11 alcançaram os 12,5ºC (diminuição da condução nervosa) em ambos os membros inferiores, e 8 a temperatura de 11ºC (diminuição da atividade metabólica e enzimática) no MID comparado a 9 no MIE. Ainda foi relatada diminuição na frequência de dores musculares durante os 5 dias de jogos consecutivos da competição. Conclusão: A crioimersão imediata ao término da atividade competitiva foi eficaz na diminuição da temperatura da pele em níveis para analgesia, diminuição da condutibilidade nervosa e da atividade metabólica.

 


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DOS PÉS DAS BAILARINAS CLÁSSICAS

ORDEM: P053
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS - FTC, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS, ,
AUTORES: [MENEZES, CÉSAR R. O.] , [OLIVEIRA, PAULO M. P.] , [BIGI, JAMILE S.] , [JORGE, JULIANA G.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: Correlacionar as características antropométricas do pé, com as disfunções ortopédicas e as lesões mais freqüentes deste grupo. MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa foi do tipo transversal, descritiva, exploratória e analítica, utilizando 54 bailarinas da Academia Sergipana de Ballet da cidade de Aracaju. RESULTADO: Em relação ao tempo de prática, as bailarinas que utilizam sapatilha de ponta (Grupo I) apresentaram uma média de 8,5 anos e as que fazem uso da sapatilha de meia ponta (Grupo II), 3 anos que praticam a dança.Quanto à ocorrência de dor, a pesquisa evidenciou que das 54 voluntárias, 33% apresenta quadro álgico, sendo que o I 36% e o grupo II, 31% .Os locais mais acometidos pela dor são os joelhos, perfazendo 35%, coluna (26%), pé (22%) e perna (17%).Ao desenvolvimento de hiperqueratoses relacionados ao tipo de sapatilha usada pelas 54 bailarinas demonstraram que 50% delas apresentavam calosidades. Nos grupos I e II esses índices foram, respectivamente, de 82% e 28 %, sendo que no grupo SP (sapatilha de ponta) a hiperqueratose desenvolveu-se com maior freqüência no dorso do 2° ao 5° artelhos, na face plantar do hálux e na região póstero-superior do calcâneo. CONCLUSÃO: Observou-se que as bailarinas, que fazem uso da sapatilha de ponta, são as que apresentam maior tempo de prática do ballet e, portanto, as mais expostas à fatores que propiciam a ocorrência de dor e presença de calosidades. RESUMO: Tendo em vista a escassez de trabalhos realizados sobre antropometria do pé da bailarina, surgiu a necessidade de realizar o estudo, cujo objetivo foi caracterizar, através de uma avaliação antropométrica, os pés de um grupo de bailarinas clássicas. Para o estudo do tipo transversal, descritivo, exploratório e analítico foi elaborada uma avaliação com 54 bailarinas na faixa etária de 10 a 32 anos de idade, e posteriormente a análise estatística dos valores encontrados, para definição do pé padrão e verificando as possíveis relações com as alterações funcionais e lesões comuns nesse grupo da população. Os locais mais acometidos pela dor são os joelhos, perfazendo 35%, coluna (26%), pé (22%) e perna (17%). Na avaliação antropométrica, o índice de largura do antepé direito e esquerdo dos dois grupos estudados correspondeu a uma média de 0,33 cm, do mediopé (0,28 cm) e do calcâneo (0,25 cm).Conclui-se nesta pesquisa, que a avaliação antropométrica permitiu caracterizar parâmetros dos pés de bailarinas que fazem uso da sapatilha de ponta e meia ponta.

 


AVALIAÇÃO DO DÉFICIT DE ROTAÇÃO MEDIAL E DO ENCURTAMENTO DA CÁPSULA POSTERIOR DO OMBRO EM JOGADORES PROFISSIONAIS DE TÊNIS

ORDEM: P054
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: CENTRO DE REABILITAÇÃO INSTITUTO DO ATLETA
AUTORES: [NUNES, VALQUÍRIA C.] , [ANTONELO, MÁRCIO] , [VALDUGA, RENATO] , [SAIGG, DANILO A.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: Verificar alterações na amplitude de movimento (ADM) da articulação glenoumeral (AGU) em profissionais do tênis e verificar a correlação entre ADM de rotação medial (RM) e encurtamento da cápsula posterior do ombro. MATERIAL E MÉTODOS: Foram convidados para a pesquisa 32 tenistas do Aberto de Brasília de Tênis 2009. Os atletas responderam um questionário contendo dados sobre a prática do esporte e lesões prévias. Critérios de exclusão: lesão na AGU nos últimos doze meses, frouxidão ligamentar generalizada e instabilidade da AGU. A mensuração da RM e rotação lateral (RL) do ombro foram realizadas através da biofotogrametria e utilizou-se o Software para Avaliação Postural (SAPo) versão 0.68 para análise. Os atletas foram posicionados em decúbito dorsal com o ombro em 90º de abdução e 90º de flexão de cotovelo. Demarcou-se dois pontos de referência (olécrano e processo estilóide do rádio) e as RL e RM máximas foram realizadas passivamente. O encurtamento da cápsula posterior do ombro foi mensurado em decúbito lateral e com o ombro a 90° de abdução e úmero em 0° de rotação, passivamente, realizou-se adução horizontal enquanto o úmero permaneceu em rotação neutra e a escápula estabilizada. Alcançada a ADM máxima foi mensurada a distância do epicôndilo medial até a maca. Os dados foram verificados quanto à distribuição de normalidade pelo teste de Shapiro. Para comparação entre as ADMs do ombro foi utilizada a análise de variância de medidas repetidas, caso o teste F fosse significante era aplicado o teste post-hoc de Bonferroni. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado entre a ADM e teste de encurtamento da cápsula posterior. A significância foi estipulada em 5% (P<0,05). RESULTADOS: Dos 32 tenistas 3 possuíam os critérios de exclusão e 3 optaram por não participar do estudo. Assim, foram avaliados 26 tenistas profissionais. Houve diferença estatisticamente significante (P= 0,001) entre a RM do ombro dominante (68,19 ±8,60) quando comparado ao não dominante (81,93 ±13,14). Já a comparação da RL entre os ombros não apresentou diferença estatística (P= 0,893). A correlação entre o teste de encurtamento da cápsula posterior e rotação medial foi fraca (r = 0,40). CONCLUSÃO: Tenistas profissionais tendem a desenvolver adaptações na ADM do ombro, apresentando déficit de RM entre os ombros. Não houve diferença estatística para RL, assim como nessa amostra não houve correlação entre o GIRD e o encurtamento da cápsula posterior.

 


AVALIAÇÃO DO DÉFICIT DE ROTAÇÃO MEDIAL E DO ENCURTAMENTO POSTERIOR DO OMBRO EM JOGADORES DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE BASQUETEBOL

ORDEM: P055
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
AUTORES: [NUNES, VALQUÍRIA C.] , [SANTOS, RICARDO V.] , [LEME, LIGIA] , [ANDREOLI, CARLOS V.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: Verificar a existência de alterações na mobilidade da articulação glenoumeral em atletas profissionais de basquetebol, bem como verificar se existe correlação entre a ADM de RM e o encurtamento posterior do ombro. Método: Foram avaliados 19 jogadores profissionais da seleção brasileira de basquetebol. A mensuração da RM e RL do ombro foi realizada através dos métodos de goniometria e biofotogrametria, e também foi realizado o teste para encurtamento posterior do ombro. Resultados: Não foram observadas diferenças significantes entre os gêneros e também entre as rotações (RL e RM) quando comparado o ombro dominante e o não dominante, assim como, no teste de encurtamento posterior, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes. Não houveram correlações entre a diminuição de RM e o teste para encurtamento posterior do ombro. Conclusão: Alterações na mobilidade da articulação glenoumeral em atletas profissionais de basquetebol não foram encontradas nessa amostra, assim como não houve correlação entre a ADM de RM e o encurtamento posterior do ombro.

 


AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA PRÉ TEMPORADA DO MINAS TÊNIS CLUBE (MTC)

ORDEM: P056
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: MINAS TÊNIS CLUBE
AUTORES: [REIS, DEBORAH ROCHA DA COSTA REIS] , [BITTENCOURT, NATALIA FRANCO NETTO] , [BOLLING, CAROLINE SILVEIRA] , [FONSECA, SERGIO TEIXEIRA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Conhecer o perfil funcional do atleta e fornecer informações relevantes para os trabalhos preventivos do MTC.

Materiais e métodos: Os testes foram selecionados através de uma revisão da literatura atualizada, sobre os principais fatores de risco para as lesões que acometem MMII, MMSS e tronco nas diversas modalidades, e em consultoria com os profissionais do clube, considerando os aspectos da prática clínica e dados epidemiológicos. Além disso, foram realizados testes de confiabilidade para melhor padronização e fidedignidade das avaliações.

Resultados: A semana de avaliações pré-temporada dos atletas do MTC foi uma ação multidisciplinar das ciências do esporte, envolvendo testes das áreas da cardiologia, nutrição, preparação física, ortopedia, e fisioterapia. Foram avaliados 671 atletas de 8 a 21 anos das modalidades: natação, judô, ginástica artística, tênis, voleibol, futsal e basquetebol, em 5 dias , no total de 51 horas. A equipe foi composta por 18 fisioterapeutas e 17 estagiários de fisioterapia. As avaliações da fisioterapia foram divididas em 08 estações:

1- Avaliação do controle neuromuscular do joelho durante agachamento unipodal e salto, que permite da capacidade de controlar o alinhamento adequado. O valgismo está relacionado com lesões nos membros inferiores, como ruptura de LCA, síndrome patelofemoral e fricção da banda iliotibial.

2- Avaliação da estabilidade pélvica (ponte unipodal), os desequilíbrios pélvico contribuem para o aparecimento de lesões de lombar e MMII.

3- Avaliações da força de rotadores externos de quadril e da tensão do Piriforme - rigidez passiva de quadril, fundamentais para analisar alterações de posicionamento e controle da pelve.

4- Avaliações da força de abdução de quadril para analisar a capacidade de controle da queda pélvica e adução do fêmur.

5- Avaliação do alinhamento do antepé e retropé, relacionadas com lesões no joelho, tornozelo e pé.

6- Avaliação da postura, ritmo lombo-pélvico e ritmo escapulo-umeral, permite fazer uma triagem de alterações posturais e dos movimentos dos MMSS e do complexo lombo-pélvico.

7- Avaliação de ombro (ADM funcional e anteriorização), relacionada com lesões de tendões e outras estruturas do ombro.

8- Flexibilidade dos isquiotibiais e iliopsoas, relacionada a lesões de joelho e quadril.

Conclusão: A avaliação realizada permite uma visão geral do perfil funcional do atleta e uma análise da condição do grupo, oferecendo dados capazes de subsidiar os programas preventivos.

 


AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA DOS MÚSCULOS EXTENSORES E FLEXORES DE JOELHO EM JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAL

ORDEM: P057
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNISINOS
AUTORES: [ZABKA, FELIPE F.] , [PACHECO, ADRIANA M.] , [VALENTE, HENRIQUE G.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução e objetivos: Estudos que relacionam parâmetros de desempenho muscular em diferentes esportes e, especialmente no futebol têm sido freqüentemente reportados na literatura. Entretanto, as variações metodológicas entre os diversos estudos, o tipo de dinamômetro usado em cada pesquisa e o posicionamento dos sujeitos durante as avaliações resultam na divergência dos dados coletados. Portanto, o objetivo deste estudo foi realizar uma coleta de dados que forneçam valores sobre o perfil muscular e estabelecer parâmetros normativos relativos ao desempenho muscular de jogadores profissionais de futebol, fundamentando a pesquisa científica e estudos futuros. Métodos: A amostra consistiu de 39 atletas pertencentes ao clube Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Para avaliação do desempenho muscular foi utilizado um dinamômetro isocinético e os testes consistiram de contrações concêntricas máximas, sendo testados os músculos extensores e flexores do joelho nas velocidades 60°/s e 240°/s. Realizou-se a análise das médias através do teste t (amostras independentes) para investigar diferenças bilaterais nos parâmetros avaliados. Para todos os procedimentos estatísticos, o intervalo de confiança foi de 95% (p < 0,05). Resultados: Os resultados deste estudo caracterizaram o perfil muscular de jogadores profissionais do futebol relativo à capacidade de produção de torque, trabalho e potência máxima, normalizados pelo peso corporal. Além disso, foram observadas diferenças significativas entre pernas em algumas variáveis. Conclusão: Os dados normativos estabelecidos podem ser utilizados como valores de referência na prevenção, treinamento e reabilitação dos atletas, além de servirem de referência para futuros estudos que tenham como objetivo relacionar os parâmetros de desempenho muscular à incidência de lesões no futebol.

 


BAROPODOMETRIA EM ATLETAS DE FUTSAL APÓS A APLICAÇÃO DE KINESIO TAPING

ORDEM: P058
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO, GUARAPUAVA/PR
AUTORES: [DIAS, ROBERTO L.] , [BRAZ, ALLISON G.] , [MAGNANI, RINA M.] , [ONOFRE, ANA LUIZA R.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O futsal possui como característica movimentos bruscos a cada 6segundos, os quais exigem do corpo níveis de força muscular, amplitude de movimento articular e transferência de peso superior aos fisiologicamente suportados, facilitando a ocorrência de lesões. A Kinesio Taping é uma técnica desenvolvida através da hipótese dos músculos e outros tecidos poderem ser auxiliados por um contato externo, utilizando bandagens elásticas a fim de permitir uma melhor integração corporal entre o ambiente e o corpo humano por meio da estimulação tegumentar. A tensão gerada pela bandagem mantém a comunicação com os tecidos mais profundos através de mecanoreceptores da epiderme e derme. O objetivo foi observar os efeitos da técnica de Kinesio Taping em atletas de futsal na distribuição da pressão plantar em apoio unipodal por meio da baropodometria. A amostra foi composta por 10 atletas de futsal, Imperium/TIM Celutel do município de Guarapuava/PR, do sexo masculino com idade média de 26,3(±4,13)anos, peso médio de 75,7 (±12,53)kg e altura média de 177,8 (±5,34)cm. Para a coleta da baropodometria foi utilizada plataforma de força da Midcaptures com sensor piezoelétrico de quartzo e o software Footwork. Tanto as coletas como a aplicação das bandagens, foram realizadas nos pés de apoio dos atletas (unipodal). Primeiro foi realizada a coleta sem a bandagem e outra, 30minutos após a aplicação da bandagem. A técnica utilizada foi de estabilização de tornozelo sem tensão, com uma bandagem indo de maléolo a maléolo, passando pelo calcâneo, e outra partindo da face látero-dorsal do mediopé, passando pelo tendão calcâneo, indo até a face médio-dorsal do mediopé. O membro de apoio fixo analisado foi o esquerdo para 70% da amostra. A distribuição da pressão plantar no pé de apoio em antepé reduziu após a aplicação da técnicade 298,3(± 128,4)kgf–52,52% para 291,6(±118,4)kgf–51,85%, mas permanecendo maior que as outras regiões; em mediopé apresentou um leve aumento de 107,9(±52,5)kgf–19% para 103,7(±63,4)kgf–18,45%, mas ainda permanecendo menor, enquanto que em retropé aumentou de 161,7(±31,0)kgf–28,48% para 167,0(±23,07)kgf–29,7%, ficando entre as outras regiões. Todas as diferenças foram significantes estatisticamente(p<0,002). Após a aplicação da bandagem, foi possível observar a posteriorização da pressão plantar, embora a descarga anterior tenha permanecido maior. Esta diferença pode estar relacionada com a nova propriocepção fornecida pela bandagem em contato com a pele.

 


BIKE FIT E SUA IMPORTÂNCIA NO CICLISMO

ORDEM: P059
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: GOIÁS ESPORTE CLUBE, STUDIO BIKE FIT, STUDIO PILATES LUIZ SIQUEIRA
AUTORES: [PUCCA, MARCELO M.] , [BALDO, BRUNO S.] , [ALENCAR , THIAGO M.] , [SILVA, LUIZ A.R.S]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos O objetivo deste trabalho foi buscar o maior número de informações para esclarecer ao ciclista e ao profissional de reabilitação sobre os principais ajustes dos componentes da bicicleta de forma a deixá-lo a par da importância do bike fit como recurso, ciência, para prevenir lesões músculos esqueléticas bem como proporcionar um melhor desempenho do conjunto ciclista-bicicleta. Material e Métodos Foram utilizados artigos e livros publicados em datas compreendidas entre 1989 e 2008, que apresentaram informações relevantes e referentes à discussão em questão; estratégia de busca para identificação dos estudos: utilização de meios eletrônicos, incluindo a Medline, SciSearch, Embase, Lilacs e Scielo. A busca foi realizada nas línguas inglesa e portuguesa. Somente estudos passíveis de ser obtidos em sua íntegra foram analisados. Para isso, foram utilizadas as seguintes palavras chave, por lógica booleana (palavras combinadas por “AND”): ciclista (cyclist), ciclismo (cycling); desempenho (performance); lesão musculoesquelética (musculoskeletal injury) e bike fit. Resultados O primeiro levantamento das palavras-chave, por meio de pesquisa eletrônica e sem filtragem, indicou 3.550 artigos. Após primeira filtragem, foram obtidos 312 artigos. Após a aplicação de todos os critérios de elegibilidade, selecionou-se 36 artigos para serem analisados, e todos estavam escritos em inglês. Foram descartados 4 artigos por não apresentarem conteúdo relevante à pesquisa e outros 6 por não terem sidos obtidos em sua íntegra. Como resultado, foram encontrados 23 artigos que citavam a importância do bike fit na prática do ciclismo, relatando favorecimento da eficiência, potência, conforto e deixando os ciclistas livre de lesões, e 3 analisando a repercussão de variáveis no ajuste de alguns componentes da bicicleta. Conclusão Este artigo procurou esclarecer e reforçar a importância do bike fit na prevenção de lesões musculoesqueléticas que ocorrem em ciclistas, sejam eles profissionais ou não, levando em consideração a vantagem biomecânica determinada pelo correto posicionamento de seus componentes, contribuindo desta forma para um saudável desempenho e conforto do atleta na modalidade praticada. Evidentemente existem diferentes escolas de bike fit, e algumas até defendem o posicionamento intuitivo. Cada atleta deve ter sua adequação individualizada, pois cada ciclista apresenta características anatômicas próprias.

 


COMPARAÇÃO DE POSTURA E ENCURTAMENTO MUSCULAR ENTRE ADOLESCENTES ATLETAS E NÃO-ATLETAS

ORDEM: P060
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: INSTITUTO DO ATLETA (IDA)
AUTORES: [VALDUGA, R.] , [SWERTS, L. C. M.] , [RAIMUNDO, A. K. S.] , [ANTONELO, M. C.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O propósito desta pesquisa foi realizar uma análise comparativa da avaliação postural e testes de encurtamento muscular entre adolescentes atletas da ginástica artística e não praticantes de atividade física (não-atletas). Foram estudados 35 indivíduos, 17 ginastas e 18 não-atletas, com idade entre 10 e 19 anos. Para análise postural dos indivíduos foi utilizado o Software para Avaliação Postural (SAPO), sendo realizadas fotos dos participantes na vista anterior, posterior, lateral direita e esquerda, com base na demarcação de pontos anatômicos predeterminados pelo programa. A flexibilidade dos adolescentes foi avaliada através de testes de encurtamento muscular, realizados nos membros superiores, inferiores e coluna lombar. Foi observado através do ângulo frontal do membro inferior, que o geno valgo do membro inferior direito dos ginastas (-1,38 ± 1,80) é menor que dos participantes do grupo controle (-3,01 ± 2,45), sendo este resultado, estatisticamente significativo e, no lado esquerdo, houve uma tendência a estar diminuído. Os atletas apresentaram uma maior angulação em valgo de calcâneo que o grupo controle, sendo significativo no lado direito (ginastas: 11,11 ± 7,12; controle: 6,57 ± 5,14) e, havendo uma tendência a estar aumentado no lado esquerdo, apresentado também, maiores valores de flexibilidade em todos os testes realizados, salvo no Índice de Schöber. Em vista dos resultados, conclui-se que os ginastas possuem menor geno valgo que adolescentes do grupo controle, porém maiores graus de calcâneo valgo. Verificado também, que o grau de flexibilidade muscular destes atletas é melhor que dos não-atletas.

 


ESTUDO DO EFEITO DE DIFERENTES POSICIONAMENTOS DA PELVE NO SINAL ELETROMIOGRÁFICO DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS E ERETORES LOMBARES NO LEVANTAMENTO DE CARGA SIMÉTRICO DO SOLO

ORDEM: P061
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
AUTORES: [KNOP, JAQUELINE] , [LA TORRE, MARCELO] , [LOSS, JEFFERSON FAGUNDES]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Justificativa:Modelos biomecânicos podem utilizar informações da atividade elétrica de músculos flexores e extensores da coluna vertebral para estimar as forças internas na região lombar durante tarefas de levantamento de objetos do solo, contudo não consideram o efeito da posição da pelve. Objetivo: Verificar a influência da posição da pelve no sinal eletromiográfico (EMG) dos músculos abdominais e eretores lombares durante tarefas de levantamento. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 15 indivíduos do sexo masculino sem histórico de patologias na coluna vertebral, divididos em três grupos de 5 indivíduos: (G1) pelve neutra, (G2) pelve em anteversão e (G3) pelve em retroversão, de acordo com classificação descrita por Kendall. Para a coleta do EMG foram utilizados eletrodos de superfície, na configuração bipolar, sendo adquirida a atividade EMG dos músculos reto abdominal, oblíquo externo, iliocostal lombar e longuíssimo do tórax. Os sujeitos efetuaram 8 repetições da tarefa de levantar um objeto do solo com massa equivalente a 20% da massa corporal do indivíduo, em duas diferentes técnicas: joelhos estendidos e joelhos flexionados. A velocidade de execução do gesto foi ritmada por um feedback sonoro. A comparação dos grupos foi realizada a partir dos valores de ativação (RMS) da fase de subida com carga, normalizados pela contração voluntária isométrica máxima (CVIM) dos músculos envolvidos. Para análise estatística foi utilizado o teste de Kruskall-Wallis para indicar diferenças entre os grupos e o teste U de Mann-Whitney para localizar as diferenças. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: O músculo reto abdominal apresentou uma maior atividade EMG no G3 comparado ao G1. O oblíquo externo apresentou maiores valores de ativação EMG no G2 e G3 comparados ao G1. Houve maior ativação do iliocostal lombar no G2 comparado ao G1 e G3 e no G3 comparado ao G1. No longuíssimo do tórax foi encontrada uma maior ativação no G2 em relação ao G1. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a influência da orientação da pelve na atividade eletromiográfica dos músculos abdominais e lombares, durante o ato de levantar um objeto do solo. Desse modo, reforçam a necessidade de seu entendimento para o desenvolvimento de futuros modelos biomecânicos.

 


FATORES AMBIENTAIS E GENÉTICOS DA LOMBALGIA. REVISÃO SISTEMÁTICA DE ESTUDOS OBSERVACIONAIS

ORDEM: P062
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: DISCIPLINE OF PHYSIOTHERAPY – FACULTY OF HEALTH SCIENCES - UNIVERSITY OF SYDNEY – AUSTRALIA
AUTORES: [ALCANTARA, CRISTINA P.A.] , [FERREIRA, PAULO] , [FERREIRA, MANUELA] , [NASCIMENTO, DAFNE P.N.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: A presente revisão sistemática tem como objetivos 1) Identificar e descrever os estudos longitudinais envolvendo gêmeos e lombalgia; 2) Resumir a influência dos fatores genéticos e ambientais na prevalência e risco de lombalgia.



MATERIAL E MÉTODOS: Foram utilizados os seguintes bancos de dados para a busca dos artigos: CINAHL, Medline, LILACS, Web of Science e EMBASE. Nenhuma restrição foi imposta quanto ao ano de publicação ou língua, mas os seguintes critérios para inclusão dos estudos foram adotados: participantes gêmeos; abordagem dos fatores de exposição genéticos e ambientais; e desenho longitudinal. Os critérios de exclusão adotados foram: presença de patologias específicas (fratura, câncer, doença sistêmica), lombalgia relacionada a gravidez ou participantes não gêmeos. Estudos aleatorizados e anais de congressos também não foram incluídos nesta revisão.



RESULTADOS: Após a busca nos bancos de dados foram encontrados 509 artigos. Desses, 329 foram excluídos pelo título, 45 pelo resumo, 7 por duplicata e 96 após a leitura do estudo. Dez estudos foram selecionados, sendo 4 retrospectivos, 3 realizados por meio de entrevista e 7 de questionários. Nove estudaram gêmeos dinamarqueses e 1 estudou gêmeos suiços. Os achados mais importantes desses estudos foram: os fatores ambientais são mais importantes para mulheres do que para homens. Estilo de vida fisicamente ativo diminui a incidência de lombalgia em idosos com mais de 70 anos. Os casos mais severos de lombalgia estão mais associados a fatores genéticos enquanto os menos severos estão mais associados a fatores ambientais. Não existe relação significante entre lombalgia e fatores sociais durante a adolescência. Do mesmo modo, fumo não está associado a lombalgia enquanto que o peso ao nascimento demonstrou uma fraca relação com predisposicao para lombalgia. Por outro lado, dor de cabeça e asma na infância são fatores que demonstraram importante associação com surgimento de lombalgia no futuro.



CONCLUSÃO: Baixo nível de atividade física em idosos, assim como dor de cabeça e asma na infância estão relacionados com o risco de desenvolvimento de lombalgia no futuro. Fatores ambientais influenciam mais a predisposição de lombalgia no gênero feminino e nos casos menos severos. Os fatores sociais na adolescência, o fumo e o peso ao nascimento apresentam pouca ou nula relação com lombalgia. Futuros estudos longitudinais prospectivos envolvendo gêmeos de diferentes nacionalidades são recomendados.

 


FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO DE LESÕES DESPORTIVAS DE ATLETAS DA UFSM

ORDEM: P063
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: , UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
AUTORES: [P.E. MACHADO, RENAN L.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

.O {color:black;} a:link {color:#009999 !important;} a:active {color:#333399 !important;} a:visited {color:#99CC00 !important;} Introdução Atualmente, as lesões desportivas (LD) têm extrapolado o âmbito das Ciências do Esporte, Requa et al (1993) relatam que o número de lesões provenientes da execução de atividade física é maior que 17 milhões/ano nos EUA, da mesma forma Gould (1993), ressalta a incidência alarmente da ocorrência de lesões desportivas nos dias atuais, tornando fundamental a adequabilidade de ações para evitá-las. Nesse sentido, é de fundamental importância a aplicação de métodos que contribuam para a modificação desta modalidade Objetivos Proporcionar prevenção de lesões desportivas, através de métodos fisioterápicos aos praticantes das diversas modalidades oferecidas no âmbito acadêmico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e concomitantemente, oportunizar vivências em Fisioterapia Desportiva aos acadêmicos da fisioterapia. Metodologia: O presente projeto de extensão será desenvolvido durante os treinos das equipes que representam UFSM nas competições universitárias. Nas dependências da UFSM, serão aplicadas técnicas de propriocepção, alongamento, flexibilidade e fortalecimento muscular praticantes das diferentes modalidades desportivas, por acadêmicos do curso de fisioterapia sob orientação do professor coordenador do projeto Resultados O presente projeto obteve grande receptividade tanto pelos coordenadores das equipes quanto pelos atletas universitários, pois as atividades preventivas tem a finalidade de diminuir estresse osteomuscular conseguindo, assim, diminuir a incidência de lesões durante a prática desportiva, evitando o afastamento dos atletas dos treinos semanais e das competições. Além disso, a população que pratica atividades físicas adquire consciência da importância e necessidade da prevenção em saúde. Conclusões: Concluímos que projeto é de fundamental importância, pois além de prevenir lesões melhora a qualidade da prática da atividade desportiva e ainda proporciona aos acadêmicos da fisioterapia uma vivência nesta área tão importante de grande possibilidade de atuação. Referências Bibliográficas: Gould J. A fisioterapia na ortopedia e na medicina do esporte. São Paulo: Manole; 1993. Requa RK, De Avilla LN, Garrick JG. Injuries in recreational adult fitness activities. The American Journal of Sports Medicine 1993; 21(3): 461-467.

 


FORÇA ISOMÉTRICA DOS ROTADORES EXTERNOS E INTERNOS DO OMBRO EM ATLETAS DE JUDÔ

ORDEM: P064
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX
AUTORES: [FERREIRA, GUSTAVO N. T.] , [VALÊNCIO, CARLOS V. S. ] , [PEIXE, JOÃO P. P. ]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos: Comparar os valores de picos de torque isométrico dos rotadores do ombro no membro dominante e não dominante de uma equipe de judô com projeção nacional. Material e métodos: Estudo descritivo transversal realizado com a totalidade da equipe de judô de um clube (aprovado pelo CEP do CUMIH, folha de rosto nº 211857). Foram realizadas três medidas para determinação de força de rotação externa e interna em cada ombro e a média utilizada para análise. Resultados: Dos 31 atletas pertencentes à equipe 22 preencheram os critérios de inclusão, sendo 15 homens e 7 mulheres (44 braços analisados). A proporção de força dos músculos RE do ombro indicou que os mesmos desenvolveram, em média, 103,12% da força dos músculos RI (p=0,978). Especula-se que o fator que mais influenciou nos resultados do presente estudo foi à posição de coleta de dados (decúbito dorsal, abdução de ombro de 90° e flexão de cotovelo de 90°). Ao comparar a força dos RI dos membros dominante (198,22N) e não dominante (195,56N) observou-se similaridade da força (p=0,881). O mesmo ocorreu para a média de força de RE nos membros dominantes (195,35N) e não dominantes (199,12N; p=0,826). Cabe destacar que esses atletas utilizam os dois membros durante a prática do esporte (membro dominante na gola e o não dominante na manga do judogui). Ao comparar homens e mulheres também foi observada uma similaridade entre a proporção de força dos músculos rotadores do ombro (proporção RE/RI dos homens foi de 105,80% enquanto das mulheres foi de 97,36%; p=0,307). Sabe-se que o treinamento de homens e mulheres atletas de judô é similar e a demanda de força exercida no esporte é proporcionalmente a mesma. Outro aspecto a ser destacado refere-se à variável que foi analisada (proporção RE/RI), que elimina eventuais diferenças relativas à composição corporal existente entre homens e mulheres. Conclusão: Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre a proporção de força de RE/RI na população estudada. Também não foram observadas assimetrias entre os membros dominantes e não dominantes. Finalmente, foi observado que a proporção de força RE/RI entre homens e mulheres atletas de judô são similares quando normalizada pelo peso.

 


INFLUÊNCIA DA BANDAGEM FUNCIONAL NO DESEMPENHO DO SALTO VERTICAL EM INDIVÍDUOS ACOMETIDOS E NÃO POR DOR RETROPATELAR

ORDEM: P065
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
AUTORES: [OLIVEIRA, FRANASSIS BARBOSA] , [CAMPOS, FELIPE MOREIRA] , [NASCIMENTO, VICTOR RODRIGUES LOPES] , [LEMOS, THIAGO VILELA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: Analisar a influência da bandagem funcional no desempenho do salto vertical de indivíduos acometidos e não por dor retropatelar. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo do tipo transversal, envolvendo 32 sujeitos do gênero feminino, entre 18 e 30 anos, estudantes dos cursos de Fisioterapia e Educação Física da Universidade Estadual de Goiás (UEG), divididos em 2 grupos (12 com dor retropatelar e 20 sem história ou queixa de dor retropatelar). Foram excluídos do estudo estudantes sedentárias e que apresentaram alguma patologia em MMII ou foram submetidas à intervenção cirúrgica nos últimos dois anos. A coleta de dados foi realizada no laboratório de Cinesioterapia da UEG e foi utilizada uma plataforma de salto, um computador portátil e o software de saltos da Multisprint. Ambos os grupos foram orientados a realizar o countermovemet jump sobre a plataforma, sendo realizados 3 saltos sem uso da bandagem funcional e 3 saltos com uso da bandagem patelofemoral, com intervalo mínimo de 60 segundos entre um salto e outro. Os dados foram submetidos a análises descritivas (média, desvio-padrão, percentagem e teste T de Student). RESULTADOS: Entre os indivíduos do grupo com dor retropatelar 50% melhoraram o desempenho, 25% pioraram e 25% não alteraram o salto com o uso da bandagem funcional sendo que não houve diferença estatisticamente significativa entre a altura dos saltos (p> 0,05). No grupo sem dor, 45% melhoraram o desempenho, 50% pioraram e em 5% a bandagem funcional não influenciou e entre a altura dos saltos não houve também diferença com significância estatística (p> 0,05). CONCLUSÃO: Não houve diferença no desempenho do salto vertical realizado com e sem bandagem funcional na articulação patelofemoral, tanto para o grupo acometido por dor retropatelar quanto no grupo sem história de dor retropatelar.

 


INFLUÊNCIA DA LESÃO DESPORTIVA NA QUALIDADE DE VIDA DO ATLETA

ORDEM: P066
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [ZAFANELLI, ISABELLA N.] , [KARIATSUMARI, CINTHIA T.] , [MACEDO, CHRISTIANE S. G.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Verificar a influência das lesões desportivas em atletas de competição. MATERIAL E MÉTODOS: Entrevistou-se 118 atletas, sendo 59 com lesão e 59 sem lesão (grupo controle), para cada atleta lesionado avaliado procurou-se um da mesma modalidade, idade e sexo para o grupo controle; o instrumento utilizado foi o SF-36. Após a divisão dos grupos compararam-se estatisticamente os parâmetros de qualidade de vida propostos pelo questionário utilizando o teste Mann-Whitney U. RESULTADOS: Para a amostra completa observou-se idade média de 18,06 (+-4,03) anos, no grupo com lesão 18,25 (+-3,89) anos e no grupo sem lesão 17,88 (+-4,03) anos. A análise dos oito parâmetros de qualidade de vida propostos pelo SF-36 apresentou para o grupo com lesão uma pontuação de 76,39 (+-25,43) para capacidade funcional, 46,19 (+-37,37) para aspectos físicos, 50,51 (+-19,04) para dor, 78,07 (+-15,38) para estado geral de saúde 66,49 (+-16,34) para vitalidade 72,41 (+-26,53) para aspectos sociais, 68,62 (+-18,76) para da saúde mental. No grupo controle observou-se 93,81 (+-8,47) para capacidade funcional 75,42 (+-30,26) para aspectos físicos, 72,29 (+-18,97) para dor, 78,24 (+-16,50) para estado geral de saúde, 72,20 (+-14,08) para vitalidade, 78,55 (+-21,64) para aspectos sociais 74,56 (+-36,28) para aspectos emocionais e 78,84 (+-13,73) para saúde mental. Todos os itens avaliados pelo SF-36 apresentaram pior score para atletas com lesão, entretanto a análise estatística apresentou diferença para a capacidade funcional, aspectos físicos, dor e vitalidade (p≤ 0,05). CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo evidenciaram que a lesão interfere em alguns parâmetros da qualidade de vida dos atletas e que o questionário SF-36 pode detectar estas alterações. Demonstraram também que as lesões desportivas causaram piora na qualidade de vida o que poderia diminuir a performance do atleta. Este estudo apresenta argumentos para o desenvolvimento de medidas preventivas e tratamento precoce das lesões no esporte e, conseqüentemente melhora da qualidade de vida e desempenho do atleta.

 


MEDIDAS PREVENTIVAS E MANEJO DE LESÕES REFERIDAS PELOS ATLETAS PRATICANTES DE TRIATLHON.

ORDEM: P067
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA DO SUL IPA
AUTORES: [ALMEIDA, DEBORAH ZIMMERMANN TAVARES] , [KIEFER, TIAGO] , [NETO, ALENCAR KRAUSPENHAR] , [MATOS, MAURO GOMES]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Verificar a possível associação entre a frequência da realização de alongamento/ aquecimento e reforço muscular com a presença de lesões, assim como entre a utilização de proteção articular e tratamento fisioterapêutico e a presença de lesões, em atletas de triatlhon. METODOLOGIA: O delineamento deste estudo é descritivo de tipo transversal, sendo a amostra composta de 79 atletas profissionais e amadores, sendo 64 homens e 15 mulheres, participantes do Circuito Nacional do SESC Triatlhon 2008 em Proto Alegre-RS, que contou com a presença de 250 participantes entre profissionais e amadores. Os sujeitos responderam no local do evento a um questionário auto-aplicado elaborado pelos pesquisadores, que avaliou a frequência de alongamento/ aquecimento, utilização de proteção articular, realização de reforço muscular, acompanhamento profissional e tratamento fisioterapêutico. Todos os indivíduos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Para análise dos dados foi utilizado o programa estatístico SPSS for windows 13.0. Para verificar associação das variáveis categóricas foi utilizado o teste do qui-quadrado. O teste teve significância estatística quando p<0,05. RESULTADOS: Como principais achados demonstra-se que houve diferença estatisticamente significativa (p=0,000) somente na associação entre a realização de tratamento fisioterapêutico e a presença de lesões. CONCLUSÃO:Através dos dados apresentados nota-se que não houve associação entre frequência da realização de alongamento/ aquecimento, reforço muscular, proteção articular e presença de lesões. Já nos atletas que referiram lesões e procuraram tratamento fisioterapêutico, a associação se mostrou significante estatisticamente. Comprovando assim que o papel do fisioterapeuta no triathlon é de suma importância na recuperação e manutenção da integridade física do atleta.

 


O BALLET CLÁSSICO E AS ALGIAS RESULTANTES DESTA MODALIDADE

ORDEM: P068
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS
AUTORES: [VON MÜHLEN, PÂMELA] , [SANTOS, CLAIDI] , [LÖF, CÂNDIDA ELISA] , [PACHECO, ADRIANA MORÉ]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: O objetivo deste estudo bibliográfico é revisar a dança de ballet clássico, identificando as regiões dolorosas e mais freqüentes de lesões. Materiais e Métodos: A revisão ocorreu a partir de artigos publicados entre os anos de 2003 a 2008, sendo onze artigos encontrados (nove em idioma português, um em inglês e um em alemão). Usaram-se como descritores: ballet clássico, dor, lesões, dança, esporte. Resultados: Os resultados demonstraram que a região mais dolorosa é a coluna lombar, seguida pelo joelho. E em relação à ocorrência de lesões, as regiões mais acentuadas variam conforme os estudos, entre joelho e pé/tornozelo. Conclusão: Diante da elevada prevalência e intensidade de dor nos bailarinos, detecta-se a necessidade da aplicação de programas de intervenção fisioterapêutica, tanto de cunho preventivo como reabilitatório.

 


OVERUSE/OVERTRAINING EM CICLISTAS E SEU RETORNO AO ESPORTE

ORDEM: P069
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: GOIÁS ESPORTE CLUBE, STUDIO BIKE FIT, STUDIO PILATES LUIZ SIQUEIRA
AUTORES: [BALDO, BRUNO N.] , [PUCCA, MARCELO M.] , [ALENCAR , THIAGO M.] , [SILVA, LUIZ A.R.S]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivos O objetivo desta revisão literária é elucidar os principais aspectos que levam o ciclista a desenvolver o overtraining e lesões por overuse, bem como a importância de uma abordagem multidisciplinar na prática esportiva desses atletas, atuando na prevenção e otimizando o tratamento, quando necessário, de modo a antecipar seu retorno às atividades esportivas. Material e Métodos Foi desenvolvido o seguinte método para o levantamento da literatura correspondente: tipos de estudos – ensaios clínicos prospectivos e randomizados, artigos e livros publicados em datas compreendidas entre 1984 e 2009, que apresentaram informações relevantes e referentes à discussão em questão; estratégia de busca para identificação dos estudos: utilização de meios eletrônicos, incluindo as bases de dados PubMed. A busca foi realizada nas línguas inglesa e portuguesa. Somente estudos passíveis de ser obtidos em sua íntegra foram analisados. Para isso, foram utilizadas as seguintes palavras chave, por lógica booleana (palavras combinadas por “AND”): ciclismo (cycling), retorno ao esporte (return to sport), lesão (injury), supertreinamento (overtraining) e overuse. Resultados O primeiro levantamento das palavras-chave, por meio de pesquisa eletrônica e sem filtragem, indicou 2.020 artigos. Realizado a primeira filtragem, foram obtidos 140 artigos. Após a aplicação de todos os critérios de elegibilidade, selecionou-se 83 artigos para serem analisados. Foram descartados vinte artigos por não apresentarem conteúdo relevante à pesquisa e outros nove por não terem sidos obtidos em sua íntegra. Do total, três (5,5%) estão em português e cinqüenta e um (94,5%) em inglês. Conclusão A incidência de overtraining e lesões por overuse em ciclistas tem motivado profissionais da área da saúde a buscarem explicações fisiológicas que justifiquem tal o desenvolvimento destas disfunções. Dentre as causas encontram-se treinamento exaustivo, sem tempo suficiente de recuperação, viagens freqüentes a torneios, falta de instrução quanto à importância de um acompanhamento multidisciplinar durante a pré-temporada, cargas excessivas, o que piora seus efeitos quando associada a subidas muito íngremes, além de falta de condicionamento físico, fraqueza muscular e baixa flexibilidade.

 


PRESSÃO PLANTAR DOS JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAL DA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA CALDENSE

ORDEM: P070
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CATÓLICA, PUC MINAS, POÇOS DE CALDAS/MG, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO
AUTORES: [ALMEIDA, VINICIUS S.] , [MAGNANI, RINA M.] , [DIAS, ROBERTO L.] , [ONOFRE, ANA LUIZA R.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

O futebol é uma das modalidades esportivas mais praticadas no mundo e a cada dia vem aumentando significativamente seu número de adeptos. Os pés podem ser sede de lesões que modificam sua postura, e quando ocorrem quaisquer alterações de apoio, essas interferem em toda biomecânica do corpo trazendo consequentemente desvios posturais e anormalidades físicas. As alterações da pressão plantar são fatores debilitantes para o atleta, interferindo na qualidade do treinamento físico, pois os indivíduos são responsáveis por muitos processos de adaptação criados no seu dia a dia.

O estudo teve como objetivo avaliar a distribuição da pressão plantar dos jogadores de futebol profissional da Associação Atlética Caldense, por meio da baropodometria computadorizada.

A amostra foi composta por 26 jogadores do sexo masculino, com idade média de 22,46(±3,8) anos, altura média de 1,79(±0,073) metros e peso médio 72,66(±6,52) Kg, todos estes em períodos de treinamento e campeonato. Foi utilizada plataforma de força com sensor de quartzo piezoelétrico Midcaptures, de freqüência amostral de 150 Hz, com software Footwork.

A distribuição da pressão plantar da amostra apresentou maior descarga de peso em antepé, seguida de retropé e mediopé em ambos os pés. A amostra foi dividida em dois grupos com relação ao tempo de pratica. O primeiro grupo de atletas com tempo inferior a 10 anos de prática desportiva (n=11) apresentou maior pressão plantar em antepé esquerdo com 25,28% enquanto que o antepé direito, 21,78%. A região de mediopé apresentou 5,98% para o pé esquerdo e 9,58% para o pé direito e a descarga de peso em retropé esquerdo foi de 21,16% e 16,4% para o retropé direito. O segundo grupo com tempo de pratica de 10 a 15 anos (n=15) apresentou descarga de peso no pé esquerdo como no grupo anterior (antepé 31,1%, mediopé 8,94% e retropé 13,25%), enquanto que no pé direito, a maior descarga foi em antepé (26,92%), seguido de mediopé (10,75%) e então retropé (9,04%).

Em posição ereta, 50% do peso do corpo são distribuídos para os calcâneos e 25% para a cabeça dos cinco metatarsos de cada pé e mediopé, pudemos observar que os atletas de futebol apresentam tendência de descarga de peso maior em antepé e quanto maior o tempo de pratica maior a anteriorização da pressão plantar, especialmente no membro dominante onde durante a finalização do chute o membro dominante gera força de impulsão contra o solo através de antepé para obter velocidade do chute e posicionamento da bola.

 


PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE LESÕES PARA GINÁSTICA ARTÍSTICA E DE TRAMPOLIM

ORDEM: P071
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: MINAS TÊNIS CLUBE
AUTORES: [BOLLING, CAROLINE S.] , [LEITE, MARCELA M. A. GOMIDE ] , [REIS, DEBORAH ROCHA DA COSTA] , [CAMPOS, VINÍCIUS CASTRO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Apresentar o programa preventivo para a ginástica artística e de trampolim, realizado no Minas Tênis Clube.

Materiais e métodos: O programa proposto foi baseado nas avaliações anuais pré-temporada e no registro de lesões prévias, feito pelo setor de fisioterapia do clube. Além disso, foram realizadas observações do treinamento para conhecimento das especificidades da modalidade e reuniões com os técnicos, para discussão das demandas dos atletas e adequação do programa preventivo ao planejamento do treinamento (macro, meso e micro ciclo e agenda de competições ).

Resultados: A partir das avaliações pré-temporada, foram identificados: alterações do ritmo lombo-pélvico e do ritmo escápulo-umeral agachamento e salto vertical com tendência ao valgismo. Dentre as lesões prévias, destacam-se lombalgias, fraturas de stress/ shin splints, lesões de joelho e entorses de tornozelo, principalmente na ginástica de trampolim, além das lesões de punho e ombro, mais freqüentes na ginástica artística.

Os objetivos centrais do programa são: força e estabilização em grandes ADM’s, através do reforço em posições alongadas- típicas da modalidade; estabilização escápulo–umeral, partir do reforço da musculatura inter-escapular e manguito; estabilidade de joelho e tornozelo, reforçando VMO, eversores e exercícios de proteção articular, estabilização lombo- pélvica/harmonizar ritmo lombo-pélvico, através de exercícios de estabilização central com reforço de transverso abdominal, oblíquos e glúteos e maior absorção de cargas, priorizando o reforço excêntrico em parceria com a preparação física. O trabalho preventivo é realizado diariamente nas categorias de pré-infantil e infantil, de ginástica artística e infantil, infanto, infanto-juvenil, juvenil e adulto da ginástica de trampolim. A execução dos exercícios ocorre durante o aquecimento das atletas, com duração de 8 a 10 minutos. Além disso, são realizados programas individuais para reabilitar desequilíbrios específicos identificados nas avaliações prévias. As mudanças dos exercícios ocorrem semanalmente, com adaptações das cargas e inserção de novos exercícios, de acordo com fase de treinamento e com a evolução dos atletas.

Conclusão: O programa apresentado ainda é muito recente para análise de resultados, uma vez que programas preventivos apresentam resultados a médio/longo prazo. No momento, percebe-se melhora na qualidade dos movimentos, na estabilidade e na consciência na execução dos exercícios.

 


RELAÇÃO ENTRE A DISFUNÇÃO ILÍACA E O MEMBRO INFERIOR DOMINANTE DE ATLETAS AMADORES DE FUTEBOL

ORDEM: P072
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: ISECENSA CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ
AUTORES: [RIBELA SANTOS. J] , [SILVA, J.] , [SAMPAIO-JORGE F] , [RIBEIRO-JUNIOR, S]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Relação entre a Disfunção Ilíaca e o Membro Inferior Dominante de Atletas Amadores de Futebol

Jacqueline dos Santos Ribela 1; Jefferson da Silva2;Felipe Sampaio Jorge3, Sileno Martinho Silva Ribeiro júnior4

1- Fisioterapeuta, Graduada pelos Institutos Superiores de Ensino do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora - ISECENSA, Campos dos Goytacazes – RJ.

2- Fisioterapeuta, Professor e coordenador da graduação do ISECENSA, Mestre em Fisioterapia (UNITRI-MG)

3- Mestre em Engenharia Biomédica, UNIVAP SP, Professor de fisioterapia do ISE-CENSA.

4- Fisioterapeuta, Professor dos ISECENSA, Coordenador da pós-graduação em Terapia Manual ISECENSA, Especialista em Terapia Manual e Postural (Escola de terapia manual e postural – Londrina - PR). Mestre em ciência da Motricidade Humana (UCB)



O futebol é um dos esportes mais populares do mundo e tem sofrido muitas mudanças nos últimos anos, principalmente em função das exigências físicas cada vez maiores que obriga os atletas a chegarem perto de seus limites máximos de exaustão. As conseqüências de uma disfunção na articulação pélvica são numerosas, pois a curto ou longo prazo aparecerão dores, enrijecimentos, contraturas e propensão a cãibras, a distenções, pubalgias e sacroleítes. E tudo isso irá provocar a queda do rendimento muscular do atleta. O presente estudo teve o objetivo de verificar se há disfunção da articulação ilíaca relacionada com o membro inferior dominante de atletas amador de futebol do Goytacaz Futebol Clube. A amostra foi caracterizada por 20 atletas todos do gênero masculino, a média de idade foi de 17,35 anos ± 0,58, a media de estatura foi de 1,79 ± 0,06 e o percentual de gordura teve uma média de 9,5 ± 0,80. O tempo de treinamento físico diário dos atletas foi de 2h por dia. Os atletas preencheram um questionário e foram avaliados por testes funcionais e pela biofotometria. Os resultados mostraram que a disfunção não está relacionada com o membro inferior dominante (p>0,05), porém a disfunção ilíaca está presente em 65% na maioria em posterioridade. As duas formas de avaliação não mostraram significativa diferença (p<0,05). Conclui-se que a disfunção ilíaca-sacro está presente nos jogadores de futebol amador, porém não está relacionada com o membro inferior dominante. O método de avaliação funcional foi fidedigno a biofotometria em 100% dos casos. Tratando-se de jovens atletas, a preocupação em prevenção prevalece.

PALAVRAS-CHAVES: Disfunção Ilíaca, Futebol, Fisioterapia

 

 


RELAÇÃO INTERDISCIPLINAR ENTRE FISIOTERAPEUTAS E EDUCADORES FÍSICOS NAS ACADEMIAS DE GINÁSTICA: UTOPIA OU REALIDADE?

ORDEM: P073
ÁREA: PÔSTER - PREVENÇÃO DE LESÕES
INSTITUIÇÃO: ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL - UFMG
AUTORES: [SIGNORINI, LUCIANA MORAIS] , [VAZ, ANA CAROLINA ARAÚJO] , [SILVA, ANDERSON AURÉLIO] , [BOLING, CAROLINE SILVEIRA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 



Objetivos - Analisar a relação interdisciplinar entre os educadores físicos e fisioterapeutas no ambiente das academias de ginástica de Belo Horizonte e detectar as características dessa relação, ou seja, saber como ocorre e em que se fundamenta.



Material e Métodos - Foi realizado estudo transversal, baseado na aplicação de questionários aos fisioterapeutas e educadores físicos de 29 academias de todas as regionais de Belo Horizonte. Foram elaborados dois questionários auto-aplicáveis, um direcionado a cada profissional, que visavam investigar a relação interdisciplinar entre eles nas academias. Eles buscavam identificar através de perguntas de múltipla escolha a percepção dos profissionais sobre a existência de relação interdisciplinar nas academias, as funções de cada profissional, suas inter-relações e o convívio dos profissionais. Havia duas questões abertas sobre interdisciplinaridade e o que eles julgavam necessário para que ela ocorresse. A coleta foi realizada por duas pesquisadoras em visitas às academias. As possíveis dúvidas foram esclarecidas de forma padronizada.



Resultados - Identificaram-se alguns fatores que podem ser responsáveis pela falha na relação interdisciplinar entre educadores físicos e fisioterapeutas nas academias. A começar pelo conceito teórico de interdisciplinaridade, poucos profissionais pensavam no aprendizado e enriquecimento profissional de ambos, preocupavam-se primariamente com a qualidade do serviço e com o cliente. Houve diferença de vínculo empregatício, o educador físico era, em sua maioria, contratado com carteira assinada e o fisioterapeuta como profissional autônomo. Foram detectadas contradições nas respostas dos fisioterapeutas e dos educadores físicos, principalmente em relação ao processo de trabalho e aos serviços oferecidos nas academias. A falta de comunicação entre os membros da equipe e o desconhecimento sobre o trabalho realizado pelo outro profissional na academia também foram observados no estudo, mesmo eles afirmando a existência de relação interdisciplinar em seus locais de trabalho. Os profissionais julgaram que para a existência de boa relação interdisciplinar é necessário respeito, conhecimento e humildade por parte dos profissionais da equipe.



Conclusão: A relação interdisciplinar que ocorre entre estes dois profissionais está em desenvolvimento. Não se percebeu articulação e interação entre os membros da equipe e as atividades realizadas não apareceram como prática coletiva.

 


 



ABORDAGEM FISIOTERÁPICA DA PUBALGIA EM ATLETAS DE ALTO RENDIMENTO

ORDEM: P074
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
AUTORES: [FERREIRA, ALEXANDRE ERLE CARRERO DE ALMEIDA] , [BARRETO, CLAUDIA SILVA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução - A pubalgia é uma síndrome dolorosa da virilha, uma inflamação que ocorre na região do osso púbis, ponto de origem e inserção de diversos músculos. Zeitoun et al (1995) enfatiza que os jogadores de futebol são os atletas mais afetados, seguido de esportes que exigem a rotação de cintura, chutes, acelerações rápido e desacelerações e mudanças de direção repentinas. Objetivo - Identificar na literatura trabalhos que descrevam a abordagem fisioterápica da pubalgia em atletas de alto rendimento. Materiais e Métodos - A pesquisa bibliográfica abordando a temática teve início através de uma busca de artigos publicados em periódicos, localizados nas bases de dados PubMed. Os textos foram analisados primeiramente pela leitura dos resumos, procurando verificar se realmente os trabalhos tratavam do objetivo a ser explorado. Foram localizados 22 artigos através deste trabalho de revisão, foram analisados 12 artigos completos. 10 artigos foram excluídos por não terem conteúdos compatíveis com o objetivo da pesquisa. Resultados - De acordo com a literatura levantada, o aumento da pubalgia no esporte de alto rendimento representa um desafio crescente para os atletas e os profissionais de saúde. A detecção rápida permite traçar o tratamento adequado precocemente promovendo o retorno do atleta para as atividades (Nelson et al, 2005). A reabilitação deve eliminar os fatores desencadeantes da dor, aumentar a flexibilidade, e fortalecer os músculos abdominais e os músculos adutores (Puig et al, 2004). Segundo Miller et al. (2003), o fisioterapeuta exerce função extremamente útil e efetiva tanto na prevenção quanto na reabilitação, por meio da admissão de um programa que inclua exercícios de alongamento e fortalecimento, seguidos de aeróbicos. Morelli e Smith (2001) mencionam que o fisioterapeuta deve dar atenção especial à amplitude de movimento de quadril, aos alongamentos e ao fortalecimento dos músculos adutores. O tratamento conservador que incluiu terapia manual parece ser uma opção viável no controle de atletas com esta disfunção (Kachingwe A F e Grech S, 2008). Conclusão - Não existe um consenso na literatura. O tratamento fisioterápico consiste em diminuir a dor e o quadro inflamatório, aumentar a resistência dos tendões acometidos, restabelecer o equilíbrio muscular e melhorar a estabilidade do quadril e coluna. Futuros estudos são necessários para avaliar melhor a incidência da pubalgia e traçar o melhor tratamento para os atletas de alto rendimento.

 


ANÁLISE DA ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO TRONCO EM INDIVÍDUOS COM DIFERENTES POSICIONAMENTOS PÉLVICOS NO PLANO SAGITAL

ORDEM: P075
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA
AUTORES: [GUEDES, ALINE V.] , [VANASSI, JULIANA C.] , [ALDABE, DANIELA] , [KNOP, JAQUELINE]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Verificar a atividade eletromiográfica dos músculos multífido lombar superficial e oblíquo interno bilateralmente, durante o movimento de flexão de ombro, em indivíduos com diferentes posicionamentos pélvicos no plano sagital.

MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, composto por 19 mulheres, voluntárias, hígidas entre 20 e 25 anos, com estatura entre 1,50 – 1,70m, sedentárias com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 20 e 25 Kg/m² e com o membro superior direito dominante. As participantes foram distribuídas em 3 grupos conforme a classificação da orientação pélvica no plano sagital (anteversão, retroversão e equilibrada) na qual o avaliador localizava as espinhas ilíacas ântero-superiores e a sínfise púbica. Foi utilizada eletromiografia de superfície para verificar a atividade elétrica dos músculos oblíquo interno e multífido superficial bilateralmente, durante a realização do movimento de flexão de ombro resistido por uma banda elástica, esta fornecendo uma carga semelhante para todos os sujeitos. A trajetória do movimento teve uma duração de 4 segundos, e os indivíduos receberam um feedback auditivo para iniciar e manter o movimento no tempo correto. Foram realizadas 3 repetições do gesto, com intervalo de 1 minuto entre elas. O teste ANOVA (one-way) e análise Post hoc foram aplicados para comparar a atividade muscular durante o gesto entre os músculos nos diferentes posicionamentos pélvicos. O nível de significância determinado foi p≤0,05.

RESULTADOS: Nos indivíduos com pelve equilibrada houve diferença significativa somente do músculo oblíquo interno direito, o qual se mostrou mais ativo quando comparado aos multífidos. Já no grupo de anteversão pélvica foi observada diferença significativa na comparação entre os oblíquos internos e multífidos, enquanto que na pelve retrovertida não houve diferença significativa entre os músculos analisados.

CONCLUSÃO: Na comparação de cada músculo entre os diferentes tipos de pelve, não houve diferença significativa. Portanto, as diferentes orientações pélvicas no plano sagital apresentaram padrões de atividade muscular distintos.

 


ANÁLISE DO VALGISMO DURANTE O AGACHAMENTO UNIPODAL E SALTO VERTICAL ANTES E APÓS TRATAMENTO : UM ESTUDO DE CASO

ORDEM: P076
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: MINAS TÊNIS CLUBE - NUCLEO DE INTEGRAÇÃO DAS CIÊNCIAS DO ESPORTE - NICE, LABORATÓRIO DE PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO DE LESÕES ESPORTIVAS - LAPREV/CENESP- UFMG
AUTORES: [BITTENCOURT, NATALIA FN] , [GOMIDE, MARCELA L] , [CAMPOS, VINICIUS C] , [FONSECA, SERGIO T]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Avaliar as alterações do ângulo de valgismo dos joelhos durante o agachamento unipodal e salto vertical antes e após reabilitação.

Materiais e métodos: neste estudo de caso, o atleta de basquete selecionado pertencia a categoria cadete do Minas Tênis Clube, com 15 anos de idade e foi avaliado durante a avaliação pré-temporada do MTC. Foram fixados no atleta marcadores reflexivos nas espinhas ânteros-superiores (EIAS), epicôndilo medial e lateral dos joelhos e ponto médio entre os maléolos. Após a marcação, o atleta foi orientado a executar cinco agachamentos unipodais, alternando entre as pernas, até 60º de flexão de joelho e em seguida o atleta executava cinco saltos bipodais consecutivos. Os movimentos foram filmados, em dois planos, utilizando uma câmera filmadora a 2 metros de distância do atleta. O ângulo de valgismo dos joelhos foi analisado pelo software SIMI Motion®, utilizando como referência a EIAS, o ponto médio entre os epicôndilos do joelho e o ponto médio entre os maléolos. A análise angular foi realizada no momento do pico de valgimo na aterrissagem dos saltos e a 60º de flexão de joelho durante o agachamento. Logo após a coleta dos dados foi dado início ao programa de tratamento fisioterapêutico baseado em fortalecimento muscular e treino de estabilização para as articulações do quadril e joelho. Após 1 mês de tratamento diário, este atleta foi submetido às mesmas análises e em seguida esses dados foram comparados com os anteriores.

Resultados: Antes do tratamento o valor de valgismo do joelho direito (D) durante a aterrissagem do salto vertical foi 11,36 º e do esquerdo (E) 0,7 º e durante o agachamento foi 8,1 º do joelho D e 7,14 º do joelho E. Após intervenção, os ângulos de valgismo durante o salto vertical foram 1,51 º do joelho D e -4,46 º (varismo) do joelho E, e durante o agachamento foram 3,96 º do joelho D e 3,51 º do joelho E.

Conclusão: O atleta de basquete avaliado apresentava o ângulo de valgismo elevado durante a execução dos saltos verticais e do agachamento unipodal e após intervenção esses valores de ângulo diminuíram: 87% na perna D na queda do salto e 50% bilateralmente no agachamento.

 


ASSOCIAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA E MOBILIZAÇÃO NEURAL, SOBRE O TROFISMO DE SÓLEOS, EM MODELO EXPERIMENTAL DE CIATALGIA

ORDEM: P077
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
AUTORES: [BERTOLINI, GLADSON RICARDO FLOR] , [MALLMANN, JULIANA SCHMATZ] , [MOESH, JULIANA] , [TOMÉ, FLÁVIA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: visto que técnicas como mobilização neural e terapia com laser de baixa potência, têm se mostrado, como terapias úteis em casos de ciatalgia, e a associação de técnicas é fato comum na prática clínica. O objetivo do presente estudo foi avaliar o uso de laser de baixa potência e mobilização neural em ratos Wistar submetidos à modelo experimental de ciatalgia, com relação ao trofismo de músculos sóleos.

Material e Métodos: foram utilizados 10 ratos Wistar, machos, com peso de 360,60±31,22g. Os animais foram divididos em 2 grupos: GC (n=5) – ciatalgia, sem tratamento; GL+MN (n=5) – ciatalgia e tratado com aproximadamente 30 estiramentos cíclicos do ciático, durante 1 minuto (mobilização neural), com prévia aplicação de laser de baixa potência, 3 J/cm2, 670 nm, com 30 mW de potência. Para a realização da ciatalgia, os animais foram submetidos à compressão neural, por meio da técnica descrita por Bennet e Xie (Pain 33:87-107,1988), que reproduz os sintomas de ciatalgia vistos em humanos, para o nervo isquiático direito, o que produziria hipotrofia dos músculos inervados por ele. O tratamento iniciou no 3º dia pós-compressão, sendo realizadas 5 sessões, diárias. Ao final, os animais foram eutanasiados em guilhotina, e dissecados os sóleos direito (MSD) e esquerdo (MSE), os mesmos foram fixados em formalina 10% e processados em parafina, para a realização de lâminas histológicas, com cortes transversos de 5 µm, e corados com hematoxilina e eosina. Posteriormente, as imagens das lâminas foram digitalizadas e realizada a avaliação do menor diâmetro de 100 fibras por músculo (Brito et al. Rev Bras Med Esporte 2006;12(2):130-7), com uso do programa Image-Pró-Plus 3.0. A análise estatística foi realizada comparando-se as médias, com o teste t de Student pareado (comparação entre os músculos do mesmo grupo) e não pareado (comparação entre grupos).

Resultados: observou-se no GC, para MSE 32,78±2,08, e para MSD 27,09±2,10 µm, havendo diferença estatisticamente significativa entre os lados (p=0,0051). Para GL+MN, o MSE foi 33,34±4,05, e o MSD 33,16±3,85, não havendo diferença significativa entre os lados (p=0,9573). Ao comparar entre os grupos, não havia diferenças entre os MSE (p=0,7912), mas havia entre os sóleos direitos (p=0,0148).

Conclusão: conclui-se no presente estudo que a associação de técnicas de laser de baixa potência e mobilização neural, foi eficiente para evitar a hipotrofia dos sóleos, em modelo experimental de ciatalgia.

 


COMPARAÇÃO DOS EFEITOS IMEDIATOS E AGUDOS DE TRÊS TÉCNICAS DE ALONGAMENTO MUSCULAR

ORDEM: P078
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
AUTORES: [BERTOLINI, GLADSON RICARDO FLOR] , [MALLMANN, JULIANA SCHMATZ ] , [MOESH, JULIANA] , [TOMÉ, FLÁVIA]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Objetivo: Avaliar e comparar o efeito imediato e agudo de 3 protocolos de alongamento dos músculos isquiotibiais quanto à extensibilidade muscular.

Material e métodos: Utilizou-se 41 acadêmicos com idade entre 18 e 30 anos, com extensibilidade de isquiotibiais limitada, não podendo ultrapassar 160° de extensão de joelho na movimentação ativa. Os participantes foram aleatorizados em três grupos: alongamento ativo estático – AE (n=14), alongamento por facilitação neuromuscular proprioceptiva – FNP (n=14) e cinesioalongamento – CA (n=13). Realizou-se 3 avaliações por meio de uma adaptação da prancha de goniometria desenvolvida por Brasileiro, Faria e Queiroz (2007); a primeira antes do protocolo de alongamento, a segunda imediatamente após e a terceira avaliação 24 horas após o alongamento. No AE o voluntário colocou o calcanhar direito sobre uma maca, mantendo dorsiflexão plantar e extensão de joelho, e inclinou o tronco para frente até sentir o estiramento dos isquitiobiais, mantendo por 32 segundos. No alongamento FNP o terapeuta flexionou passivamente o quadril direito do participante com joelho estendido até a posição em que este referiu estiramento. O voluntário realizou força máxima para estender o quadril por 5 segundos, contração que foi resistida. O sujeito relaxou e teve o quadril novamente flexionado até referir um novo desconforto, mantendo por 32 segundos. Para o CA de isquiotibiais o participante sentou com extensão do membro inferior direito e flexão do membro contralateral. Deslocou seu corpo para frente mantendo dorsi-flexão do tornozelo do membro estendido e flexão anterior da cabeça. Este procedimento foi repetido 3 vezes e mantido durante 8 segundos. Todos os alongamentos foram repetidos no membro oposto. Os dados são apresentados por estatística descritiva (média e desvio-padrão) e analisados por estatística inferencial, (ANOVA) com nível de significância 0,05.

Resultados: Houve diferença significativa entre a primeira e a segunda avaliação para grupos AE e CA (p<0,05). Todos os grupos apresentaram diferença significativa entre a segunda e terceira avaliações (p<0,05). E nenhum grupo apresentou diferença entre a 1ª e 3ª avaliações (p>0,05).

Conclusão: O efeito imediato do alongamento dos músculos isquiotibiais, para os grupos alongamento estático e cinesioalongamento, foi o ganho de extensibilidade muscular, fato que não ocorreu para o grupo FNP. Quanto ao efeito agudo, ocorreu uma redução significativa da flexibilidade em todos os grupos analisados.

 


CORREÇÃO DA FALHA POSICIONAL DA FÍBULA PÓS ENTORSE DE TORNOZELO EM INVERSÃO ATRAVÉS DO CONCEITO MULLIGAN

ORDEM: P079
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
AUTORES: [CAMPOS, FELIPE MOREIRA] , [BALDO, BRUNO DE SOUZA] , [FANTINATI, ADRIANA MONTEIRO]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVOS: Analisar a influência da Mobilização com Movimento (MWM) de Mulligan na correção da falha posicional da fíbula pós entorse de tornozelo em inversão. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo tipo transversal, envolvendo 16 indivíduos de ambos os sexos, sendo 7 homens e 9 mulheres, jogadores de handeball federados no estado de Goiás. Participaram do estudo indivíduos com entorse de tornozelo graus I e II. Foram excluídos do estudo, indivíduos que apresentaram entorse em eversão; entorse ligamentar grau III; entorse de ambos os tornozelos; estado gestacional; ter apresentado fratura associada à entorse ; ter sido submetido a tratamento com terapia manual. A coleta de dados foi realizada no laboratório de Cinesioterapia da UEG, todos os sujeitos foram avaliados através da biofotogrametria computadorizada para verificação da medida formada entre os pontos demarcados: cabeça da fíbula, maléolo lateral e cabeça o 5. Metatarso (Medida FMT) utilizando o Software ALCimage 2.1.Foi realizada uma foto inicialmente em seguida, executou-se a técnica de MWM em tornozelo e posteriormente feita outra foto.Os sujeitos foram avaliados bilateralmente, independentemente do lado acometido pela entorse. Os dados foram submetidos a análises descritivas (média, desvio-padrão, percentagem e teste T de Student). RESULTADOS: Em15 dos 16 indivíduos (93%), verificamos diminuição da Medida FMT, sendo que a redução média apresentada foi de 1,07º (com desvio padrão de 2,0180911°) no membro afetado, valor de p=0,0493695 (p<0,05) do Teste T de Student, foi considerado para indicar a significância estatística deste estudo. O membro não afetado e que não recebera a aplicação do MWM, também exibiu variação média de 0,17º na medida FMT. CONCLUSÃO: O MWM é eficaz para a correção da falha posicional da fíbula pós entorse de tornozelo em inversão.

 


CRIOSPRAY X PACOTE DE GELO: EFEITO COMPARATIVO DA CRIOTERAPIA NA REDUÇÃO DA TEMPERATURA SUPERFICIAL DA PELE

ORDEM: P080
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA - UEL
AUTORES: [MACEDO, CHRISTIANE DE S.G.] , [CARDOSO, CAMILA DOS S.] , [SANTOS, VANESSA B.C. ] , [KASHIMOTO, ROBERTO K.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

OBJETIVO: Comparar o efeito da aplicação do pacote de gelo e criospray na temperatura superficial da pele. MATERIAIS E MÉTODO: Amostra foi composta por 30 indivíduos do gênero feminino, idade entre 18 e 25 anos, IMC entre 18,5 a 24,9, sedentárias e sem lesões em membros inferiores. A temperatura da pele foi colhida por termômetro digital infravermelho. Inicialmente a paciente permaneceu em repouso por 20 min, ambiente controlado a 25ºC. Em seguida, avaliou-se a temperatura da pele no terço médio da coxa do membro inferior dominante, seguido da aplicação do pacote de gelo em cubos com 500g, por 20 min no local. Imediatamente à retirada do pacote de gelo a temperatura foi analisada, até o término de 2h. Terminado esta etapa, verificou-se a temperatura no ponto médio da coxa contralateral, seguido da aplicação do criospray (spray de gelo sintético) posicionado a 20 cm da pele e aplicado por 4s, conforme fabricante. Logo após, foram realizadas mensurações da temperatura com o mesmo protocolo. Para a análise estatística dos resultados, utilizaram-se os testes de Shapiro Wilks, t de Student, Wilcoxon e Mann Whitney-U. O nível de significância estabelecido foi de 5% e as variáveis definidas em função dos tempos de coleta das temperaturas. RESULTADOS: A temperatura da pele pré-aplicação foi 32,15ºC (DP=0,61) para a coxa dominante e 31,33ºC (DP=0,85) na contralateral. Imediatamente após o término da aplicação da crioterapia com o pacote de gelo observou-se 3,48ºC (DP=4,46) e -1,98ºC (DP=8,67) com criospray (P=0,06). Os resultados da aplicação do pacote de gelo e criospray foram, respectivamente: primeiro minuto: 9,31ºC (DP=4,13) e 20,16ºC (DP=3,68); segundo minuto: 12,22ºC (DP=3,44) e 23,33ºC (DP=3,28); terceiro minuto: 14,87ºC (DP=3,33) e 25,10ºC (DP=2,31); quarto minuto: 16,95ºC (DP=2,87) e 26,52ºC (DP=1,96); quinto minuto: 18,32ºC (DP=2,44) e 27,37ºC (DP=1,90); com 10 min: 21,43ºC (DP=1,91) e 29,39ºC (DP=1,65); com 20 min: 29,39ºC (DP=1,65) e 31,33ºC (DP=2,59); 1h: 29,28ºC (DP=1,18) e 31,53ºC (DP=1,07); 2h: 30,02ºC (DP=1,13) e 31,54ºC (DP=1,06). Todas as comparações entre as temperaturas obtidas com a aplicação do pacote de gelo e do criospray apresentaram diferença significativa (P=0,00). CONCLUSÃO: Os resultados com o pacote de gelo corresponderam aos descritos na literatura. Porém o criospray apontou um resfriamento não duradouro, apresentando valores acima dos propostos pela literatura para desencadear os efeitos analgésicos e redução do metabolismo celular.

 


DESEMPENHO DO SALTO HORIZONTAL DE JOVENS ATLETAS DE TRIATHLON SUBMETIDOS A ATIVAÇÃO DA RIGIDEZ MÚSCULO-ARTICULAR (STIFFNESS) – ESTUDO PILOTO

ORDEM: P081
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE ALAGOAS
AUTORES: [OLIVEIRA, R.R.] , [CARNAÚBA, R.P.] , [OLIVEIRA, I.M.G.] , [MEDEIROS, M.N.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Tem-se rigidez músculo-articular, Stiffness, quando há participação de mecanorreceptores articulares, que irão atuar sobre os motoneurônios gama, a fim de ajustar continuamente a rigidez muscular através da co-contração. Sua ativação protege a articulação contra possíveis perturbações impostas durante a realização do movimento. Este trabalho é estudo piloto, com ensaio clínico randomizado e avaliador mascarado, que foi realizado no Departamento de Fisioterapia da Estácio - FAL em parceria com uma Organização Não Governamental (ONG), denominada Centro Espírita “O Consolador”. Esta pesquisa teve por objetivo verificar a melhora ou não do rendimento físico dos atletas de Triathlon através da ativação via sistema fuso-muscular-gama (Stiffness), utilizando o teste “Hop Test”. A amostra foi composta por 20 jovens atletas de Triathlon, sendo 10 para o grupo controle e 10 para o grupo intervenção. A atribuição da randomização para o grupo controle e de intervenção foi realizada utilizando o programa Bioestat 5.0. Para a normalização dos dados, foi utilizado o teste Kolmogorovs – Smirnov, que identificou a amostra como sendo de distribuição normal. Posteriormente, foi aplicado o teste paramétrico de análise de variância (ANOVA) para as amostras dependentes e para as amostras independentes, foi utilizado o teste de análise de variância com um critério (ANOVA ONE WAY). O programa de treinamento, do grupo de intervenção, foi feito com a realização de exercícios em diversas posturas. O protocolo teve a duração de quatro (4) semanas, com freqüência de três (3) vezes por semana. Cada sessão teve a duração média de 15 minutos para cada atleta. Diante da análise dos resultados obtidos, observou-se que a ativação via sistema fuso-muscular-gama (Stiffness) utilizada no estudo como forma de intervenção fisioterapêutica apresentou uma diferença estatisticamente significativa somente quando analisado o Hop Test do grupo intervenção (GI) de forma pareada com os escores antes e depois (p=0,0035). De acordo com o objetivo proposto pelo estudo, observou-se que a melhora no rendimento físico relacionada à força e a confiança dos membros inferiores (MMII) avaliado pelo teste aplicado foi relativa, uma vez que a análise estatística de forma independente (GC X GI) não apresentou diferença significativa (p=0,228)

 


EFEITO DA LASERTERAPIA DE BAIXA POTÊNCIA SOBRE A FADIGA MUSCULAR PÓS-EXERCÍCIO DE ALTA INTENSIDADE EM ATLETAS

ORDEM: P082
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: ISECENSA CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ
AUTORES: [SAMPAIO-JORGE F] , [RIBEIRO-JÚNIOR S] , [SANTOS G] , [SILVA J]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A laserterapia vem sendo utilizada terapeuticamente porem, sem estudos que demonstrem a aplicação em atletas em atividades de alta intensidade com a intenção de combater ou minimizar os efeitos deletérios da fadiga. Objetivo: Analisar o efeito do laser de baixa potência sobre a fadiga muscular do músculo gastrocnêmio durante o salto frontal do handball. Desenho do estudo: Estudo laboratorial controlado duplo cego cruzado. Amostra: A população de estudo foi formada por atletas profissionais de handball do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora em Campos dos Goytacazes-RJ, constituindo uma amostra aleatória simples de 6 participantes. Local do estudo: Laboratório de Analise do Movimento dos Institutos Superiores de Ensino do CENSA. Intervenção: Aplicação de laser 830nm, 11j por 22 segundos de forma pontual no músculo gastrocnêmio pós-exercício de alta intensidade. Estatística: Os dados foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro-Wilk e por apresentarem distribuição normal foi utilizado ANOVA ONE WAY com pos hoc de Bonferroni com índice de significância de 5% e para análise do salto foi utilizado o Test t pareado unicaudal com índice de significância de 5%. Resultados: Foram encontradas modificações siguinificativas (p < 0,05) na MDF e também na distância do salto frontal, porem não ocorrendo alterações quanto a RMS e produção de força pelos indivíduos. Conclusão: Postula-se que o laser de baixa potência possa gerar efeitos sofre a fadiga em atividades de alta intensidade, promovendo uma maior eficácia do potêncial elétrico muscular combatendo ou minimizando os efeitos deletérios da fadiga sobre a atividade muscular.

EFEITO DA LASERTERAPIA DE BAIXA POTÊNCIA SOBRE A FADIGA MUSCULAR PÓS-EXERCÍCIO DE ALTA INTENSIDADE EM ATLETAS



Gabriel Henrique Santos*; Sileno Martinho Silva Ribeiro Júnior**; Felipe Sampaio-Jorge***; Jefferson da Silva****

* Acadêmico 8º período do IseCENSA;**Mestre em Ciência daMotricidade Humana UCB-RJ***Mestre em Engenharia Biomédica UNIVAP-SP****Mestre em fisioterapia UNITRI-MG


Contexto:

 


EFEITO DA TERAPIA MANUAL NA DOR E MOBILIDADE LOMBAR DE ATLETAS COM LOMBALGIA

ORDEM: P083
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [KARIATSUMARI, CINTHIA T.] , [MACEDO, CHRISTIANE S.G.] , [FERNANDES, GREICIELLE V. B. ] , [ZEFERINO, TAINÁ V.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

Introdução: A lombalgia é definida como condição dolorosa localizada na região inferior do dorso. Uma importante parcela da população sofre de dor lombar. Atletas são freqüentemente acometidos por lombalgia em função do excesso de treinamento e traumas relacionados ao esporte, que geram consequências negativas sobre o desempenho deste; assim o tratamento da mesma visa permitir o retorno precoce ao esporte competitivo. A fisioterapia dispõe de diversos recursos, dentre eles, a terapia manual, que auxilia no alívio da dor e na reabilitação destes indivíduos. Objetivo: Verificar o efeito de um protocolo de terapia manual na dor e mobilidade lombar de atletas. Material emétodo: A amostra foi composta por 18 atletas de ambos os sexos, com idade entre 15 e 17 anos, com queixa de dor lombar há pelo menos quatro semanas, em treinamentos e competições. A avaliação foi realizada por meio da escala visual analógica de dor (EVA), e o teste de Shober Modificado-Modificado mensurou a mobilidade lombar. O protocolo de tratamento consistiu na aplicação de um programa de manobras miofasciais composto por: pompage global e torácica, liberação de psoas, pompage de tronco, pompage lombar, traços lombares, liberação de quadrado lombar, pompage sacral e stretching do quadrado lombar. Cada manobra foi repetida dez vezes, exceto liberação de psoas e quadrado lombar, as quais foram realizadas até o paciente relatar melhora. Após um único atendimento, os atletas foram reavaliados. Resultados: Como resultado observou-se dor inicial de 5,38 (DP=1,78) e final de 2,72 (DP=1,96). Para o Índice de Shober Modificado-Modificado apontou-se inicialmente 20,08 (DP=1,23) e ao final 20,5 (DP=0,82). A análise estatística apontou p=0,00 para a dor e p=0,04 para a mobilidade lombar. Conclusão: A terapia manual, mesmo realizada uma única vez, apresentou efeito positivo na dor e na mobilidade lombar de atletas com lombalgia.

 


EFEITO DA TERAPIA MANUAL NA DOR E MOBILIDADE LOMBAR DE ATLETAS COM LOMBALGIA

ORDEM: P084
ÁREA: PÔSTER - TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
AUTORES: [ JOÃO, LAÍS C. G.] , [ZEFERINO, TAINÁ V.] , [FERNANDES, GREICYELLE V. B.] , [MACEDO, CHRISTIANE S. G.]
DATA: 30/10/2009
HORA: 09:00
 

A lombalgia em atletas torna-se freqüente em função do excesso de treinamento e traumas relacionados ao esporte, com conseqüências negativas sobre o desempenho do atleta, assim o tratamento da mesma deve permitir o retorno precoce ao esporte competitivo. A terapia manual pode ser um bom recurso na redução da dor e melhora da mobilidade lombar. Objetivo: Verificar o efeito de um protocolo de terapia manual na dor e mobilidade lombar em atletas. A amostra foi composta por 18 atletas de ambos os sexos, com idade entre 15 e 17 anos, com queixa de dor lombar há pelo menos quatro semanas, em treinamentos e competições. A coleta foi realizada por meio da escala visual analógica de dor (EVA) e do teste de Shober Modificado-Modificado. Os atletas foram avaliados e submetidos ao protocolo de terapia manual, realizado uma única vez, e então reavaliados. Como resultado observou-se dor inicial de 5,38 (DP=1,78) e final de 2,72 (DP=1,96). Para o Índice de Shober Modificado-Modificado apontou-se inicialmente 20,08 (DP=1,23) e ao final 20,5 (DP=0,82). A análise estatística apontou p=0,00 para a dor e p=0,04 para a mobilidade lombar. Pode-se concluir que a terapia manual, mesmo realizada uma única vez, apresentou efeito positivo na dor e na mobilidade lombar de atletas com lombalgia, o que a torna um recurso de eleição, pois pode proporcionar um retorno rápido ao esporte competitivo.